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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ataque de 200 pássaros podia ter provocado tragédia aérea.

Um bando de cerca de duas centenas de estorninhos voou em direcção a um avião da Germania Airlines, quando este descolcava do aeroporto deDusseldorf, com 80 pessoas a bordo, mas o piloto conseguiu aterrar em segurança.

"Parecia uma cena do filme de Hitchcock Os Pássaros. Num momento não se via nada, no outro via-se estes pássaros a rodear o avião", relata uma testemunha.

Segundo o Daily Delegraph, parte do bando de cerca de 200 estorninhos ficou preso no motor do Boeing da Germania Airlines, enquanto outros atingiram a fuselagem do aparelho.

O piloto ainda voou em círculos durante perto de 45 minutos antes de conseguir aterrar em segurança.

Nenhum dos passageiros ficou ferido, mas o incidente podia ter terminado em tragédia. Em Janeiro deste ano, um Airbus foi também atingido por pássaros e só a perícia do piloto, que amarou no rio Hudson, evitou 155 mortes.

domingo, 16 de agosto de 2009

Darfur em destaque no Google Earth.

O Google Earth passa a contar com uma nova camada que mostra os efeitos da violência na região de Darfur, no Sudão.
A iniciativa é do Museu norte-americano do Holocausto e visa documentar a violência e as consequências dos ataques às aldeias no Darfur. O projecto foi criado para mostrar ao mundo a evolução dos conflitos naquela região, através dos mapas do Google Earth.

Na camada é possível identificar mais de 3300 aldeias destruídas, número que se revelou bem superior ao que foi avançado em 2007, quando a tragédia na região começou a chamar a atenção do resto do mundo.
O utilizador poderá ter acesso à informação por períodos, através do histórico, ou acompanhar o antes e o depois dos ataques às populações.

Além das imagens de satélite da Google, este novo nível de informação inclui vídeos e fotografias captadas por pessoas que estiveram na região em missões humanitárias.
Várias organizações não-governamentais tinham já destacado a importância do Google Earth como ferramenta que permite dar a conhecer os efeitos da guerra em várias zonas do globo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Avião da Air France só se terá partido com impacto na água.

O relatório da comissão francesa encarregue de investigar o acidente do voo AF 447 da Air France defende que o avião que se despenhou no Atlântico não foi destruído no ar.

As buscas pelas caixas negras do A330 deverão prolongar-se até ao próximo dia 10, mas, para já, os peritos apontam para a hipótese de o avião se ter mantido intacto até tocar na água, quando caiu no oceano Atlântico na madrugada de 1 de Junho.

Embora reconheçam ainda estar "longe" de descobrir o que realmente aconteceu ao voo AF 447, com 228 pessoas a bordo, os investigadores franceses apresentaram esta quinta-feira o relatório preliminar sobre o acidente.

No documento, apontam para a hipótese de o avião ter tocado a superfície da água ainda inteiro, com forte aceleração vertical.

A análise dos destroços também não mostrou, até agora, quaisquer sinais de incêndio ou explosão.

O facto de os coletes salva-vidas encontrados não estarem insuflados, conforme o procedimento em caso de aterragem de emergência na água, parece ainda confirmar que tudo aconteceu de forma imprevista.

domingo, 28 de junho de 2009

Autoridades brasileiras suspendem as buscas.

A Marinha e a Força Aérea do Brasil deixaram de procurar os cadáveres de passageiros e tripulantes do avião da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico. Os Franceses continuam a procurar caixas negras.

As autoridades brasileiras decidiram concluir os trabalhos de buscas das vítimas do voo 447 da Air France. No total, as equipas de busca recolheram apenas 51 corpos dos 228 passageiros e tripulantes que seguiam naquele voo.

Os corpos foram entregues à Policia Federal e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para os trabalhos de identificação, que foram realizados no Instituto Médico Legal do Recife. As famílias das vítimas já foram avisadas sobre o fim das operações.

Mais de 600 peças do avião foram também resgatadas do mar. Os destroços e bagagens recolhidos foram entregues às autoridades francesas. Os objectos que ainda estão em navios da Marinha serão entregues nos próximos dias.As condições climatéricas instáveis na região das buscas prejudicaram o trabalho.

De acordo com a Força Aérea brasileira, tendo passado já tantos dias depois do acidente, teriam deixado de existir condições de avistar mais corpos.

"Embora o nosso desejo fosse resgatar 228 pessoas, temos plena consciência de que o melhor foi feito pela Marinha e pela Força Aérea", afirmou um porta-voz.

Apesar desta decisão, a Marinha francesa vai prosseguir com os trabalhos para tentar recuperar as caixas negras do avião, artefactos fundamentais para perceber o que, de facto, se passou com o Airbus.

O avião da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no dia 31 de Maio às 19h30 (hora de Brasília) e fez o último contacto de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Primeiros 11 corpos foram identificados.

Já foram identificados 11 dos 50 corpos recuperados do acidente do avião da Air France: 10 são brasileiros e um estrangeiro. Três semanas depois da tragédia, continuam por encontrar as caixas negras que permitiriam explicar o que aconteceu na madrugada de 1 de Junho.

Dos 50 corpos recuperados das águas do Atlântico, três semanas depois da tragédia que atirou o voo AF 447 para o fundo do oceano Atlântico, ao largo do arquipélago Fernando de Noronha, apenas 11 puderam ser, para já, identificados.

De acordo com as autoridades brasileiras, trata-se de cinco homens e cinco mulheres brasileiras e um homem estrangeiro. Por solicitação das famílias, os nomes não serão divulgados.

As 11 identificações foram conseguidas pela análise das impressões digitais e dos dentes.

O trabalho de identificação dos corpos está a ser feito por uma equipa constituida por várias peritos, que comparam a informação fornecida pelos familiares sobre roupa, pertences, tatuagens, características físicas, impressões digitais, dentição, cirurgias médicas, além de exames de ADN, com as características dos cadáveres.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Corrida contra o tempo para recuperar caixas negras.

A operação de recolha dos destroços do Airbus A330 da Air France que caiu há duas semanas prossegue, com os esforços concentrados sobretudo nas caixas negras do aparelho, já que daqui a cerca de duas semanas deixarão de emitir sinal, tornando praticamente impossível a sua recuperação.

As equipas envolvidas na recuperação dos destroços voo AF 447 têm cerca de duas semanas para encontrar as caixas negras do avião. Esse é o prazo durante o qual os dispositivos ainda deverão emitir o sinal que pode ajudar e localizá-los. Depois disso, segundo a imprensa brasileira, será praticamente impossível encontrar as caixas negras, única hipótese para perceber o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, 1 de Junho.

Através do sinal que ainda emitem, os aparelhos podem ser encontrados com a ajuda de um navio rebocador que já chegou a Natal, no estado do Rio Grande do Norte e que deverá levar até o local das buscas equipamentos de escuta submarina emprestados pelos Estados Unidos.

Preciosa deverá também ser a ajuda do submarino nuclear francês Émeraude, também equipado com microfones capazes de captar o sinal das caixas negras.

Se forem encontradas, a tarefa de trazê-las à superfície será do minissubmarino Nautile, o mesmo que localizou os destroços do Titanic, na década de 1980.




quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sobe para 28 o número de corpos resgatados.

Enquanto a Marinha brasileira anunciava a recuperação de mais quatro corpos, começavam também a chegar a Fernando Noronha os primeiros cadáveres para os trabalhos de identificação.

Mais quatro corpos de vítimas do acidente do voo 447 foram resgatados, esta terça-feira, segundo a Marinha brasileira, aumentando para 28 o total de corpos retirados da água desde o último fim-de-semana. A informação foi avançada pelo site brasieiro globo.com.

A Fragata Bosísio está na região das buscas e armazena os quatro corpos agora encontrados. Segundo o capitão de fragatas Giucemar Tabosa, assessor de comunicação, estaa embarcação tem capacidade para 20 corpos.

A Fragata Constituição, que foi até as proximidades de Fernando de Noronha, para entregar os primeiros 16 corpos recolhidos, devendo voltar, depois, para a área em que se realizam as buscas.

Dois helicópteros foram buscar os corpos, na manhã desta terça-feira. A primeira aeronave, um Black Hawk, já aterrou no arquipélago, onde devem ser realizados os primeiros trabalhos para identificação dos corpos. Depois, os restos mortais serão encaminhados ao Instituto Médico Legal do Recife. Uma aeronave C-130 deve transportar os corpos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Tragédia no Atlântico. Número de corpos encontrados sobe para 19.

Menos de 24 horas depois de ter anunciado a recuperação de 17 corpos de vítimas do acidente do voo AF 447 da Air France, a marinha brasileira descobriu mais dois cadáveres.

Segundo O Globo, que avança a notícia, os corpos de mais dois passageiros foram encontrados no Oceano Atlântico, elevando assim para 19 o número de corpos resgatados, sobre os quais ainda pouco se sabe: apenas que há quatro do sexo feminino e outraos quatro do sexo masculino.

Os corpos serão transportados para Fernando de Noronha, mas a identificação só será feita no Instituto Médico Legal (IML) de Recife. Caberá depois à Polícia Federal brasileira a realização dos exames genéticos que permitirão a identificação das vítimas.

Dos primeiros 17 corpos localizados, dois foram resgatados no sábado e 15, no domingo.

domingo, 7 de junho de 2009

Tragédia no Atlântico. Localizado um número indeterminado de corpos.

Além dos seis corpos já recolhidos entre sábado e domingo, a Força Aérea e Marinha brasileiras confirmam a localização de vários outros corpos no mar, que serão recolhidos nas próximas horas (VÍDEO com fotos oficiais).A Marinha e a Força Aérea brasileiras anunciaram na manhã deste domingo a localização e resgate de mais três corpos de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na noite do último dia 31 no trajecto entre o Rio de Janeiro e Paris. Outros dois corpos tinham sido localizados no sábado. Um número indeterminado de corpos foram já avistados pelos navios e deverão ser recolhidos nas próximas horas.

Os cinco corpos foram transportados pela Fragada Constituição da Marinha para Fernando de Noronha e deverão chegar na segunda-feira, para, daí, serem levados para o instituto de medicina legal de Recife, onde será realizado o trabalho de identificação. Segundo informações divulgadas este domingo, não existe dúvida de que o material recolhido no mar seja dos destroços do Airbus que fazia o voo 447.

Já este domingo, um navio francês resgatou mais um corpo, elevando para seis o número de corpos de vítimas do avião da Air France resgatados durante o fim-de-semana.

A Marinha do Brasil, em colaboração com a França, começou nas últimas 24 horas a recuperar os primeiros destroços do Airbus A330, a 1100 quilómetros da costa brasileira, após cinco dias de buscas no oceano Atlântico.

No sábado, além dos dois corpos encontrados pela manhã, foram localizados uma parte da asa e assentos do Airbus da Air France. Também foram resgatados no mar pela manhã uma mochila, uma pasta e uma poltrona azul semelhante às do avião da Air France. Segundo a Força Aére, a área de buscas já soma mais de 200 mil km quadrados (pouco maior que a do estado do Paraná) e será ampliada a cada nova evidência.

As áreas de busca e resgate continuarão concentradas nos pontos onde foram localizados os corpos. A Força Aére brasileira continua a realizar voos pela na região, na esperança de identificar eventuais novos focos de destroços. A previsão do tempo para este domingo em toda a região das buscas é, no entanto, desfavorável para o trabalho das aeronaves, devido à pouca visibilidade.

Além de cinco navios da Marinha brasileira na região, as buscas passam a contar a partir deste domingo com a Fragata Ventuse, da Marinha Francesa. Duas aeronaves francesas (Falcon 50 e Atlantic Rescue D) continuam a colaborar com as missões de busca. Neste momento, 14 aeronaves (12 brasileiras e duas francesas) e cinco navios da Marinha do Brasil participam nas operações.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes na noite do último dia 31. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (hora de Brasília) e fez o último contacto de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, num intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.

Brasil/Avião: Um pedaço de asa e outros assentos localizados - Exército.

Recife, Brasil, 07 Jun (Lusa) - O exército brasileiro localizou novos destroços do Airbus da Air France, como pedaços da asa e mais assentos, durante as buscas efectuadas durante o dia, anunciou sábado um porta-voz militar.

Recife, Brasil, 07 Jun (Lusa) - O exército brasileiro localizou novos destroços do Airbus da Air France, como pedaços da asa e mais assentos, durante as buscas efectuadas durante o dia, anunciou sábado um porta-voz militar.

"Para além dos dois corpos", cuja recuperação foi anunciada a meio do dia, vários destroços, entre os quais "assentos do avião, partes da asa (e) diversos outros objectos foram localizados", declarou o tenente-coronel da Força Aérea, Henry Munhoz.

Os dois corpos do sexo masculino "foram transferidos para a fragata Constituição que neste momento se dirige para o arquipélago Fernando de Noronha para que sejam registados e transferidos para Recife".

Encontrados dois corpos e alguns destroços,

A Força Aérea brasileira confirma ter encontrado dois corpos e uma mala das 228 pessoas que estavam a bordo do Airbus da Air France, que desapareceu segunda-feira no Oceano Atlântico.

O coronel Jorge Amaral avançou, durante uma conferência de imprensa realizada no Recife, que foram ainda recuperados uma mala de pele, que continha um bilhete da Air France, uma mochila com um computador portátil, além de um assento do avião.

O Airbus A330 da Air France desapareceu segunda-feira de madrugada no meio do Atlântico com 228 pessoas a bordo.

sábado, 6 de junho de 2009

Familiar do maestro que ia no voo acredita que "ele está vivo".

Silvio Barbato, maestro da Orquestra Sinfónica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos passageiros do voo AF447, "está vivo em algum lugar", acredita uma familiar, num depoimento emocionado durante uma cerimónia ecuménica de homenagem às vítimas.

"Gostaria de ler alguma coisa para o meu primo: seu nome é Silvio Barbato, seu nome é Silvio amor. Abre-se primeiro acto do genial compositor. O avião descola na pista e Silvio abraça o cientista, é artista, é herói, saudade da pátria lhe dói", declarou Ana Cláudia Bonaccorsi, prima e amiga do músico, que era uma das 228 pessoas a bordo do airbus da Air France desaparecido quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.

Em referência a uma obra composta por Silvio Barbato, Ana Claudia pronunciou: "Terra Brasilis estima, leva outra obra prima, compõe nas alturas melodias de um guerreiro. A maestria do Barbato entoa a mais linda canção."

Ela disse ter ainda muitas esperanças. "Por muito tempo, fiquei achando que ele está vivo. Eu fico falando para ele: luta guerreiro!"

"Eu acho que muitos familiares ainda acreditam, como eu, que tem gente viva, que tem gente lutando ainda para sobreviver, para falar que voltou", crê.

Silvio Barbato compôs várias obras, foi condecorado com a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República e com a Ordem do Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores.

"Só quem está na pele do que aconteceu é que pode saber a dor, a dor é muito grande", disse a prima e amiga ao referir que ficou em estado de choque quando soube da notícia do desaparecimento.

"No fundo eu acredito que ele está vivo".

Silvio Barbato morava no Rio de Janeiro e deixou mulher e filhos.

Foi realizado hoje no Rio de Janeiro uma cerimónia ecuménica em memória às vítimas do voo AF447 da Air France que reuniu cerca de mil pessoas na Igreja da Candelária.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e o seu homólogo Francês, Bernard Kouchner, estiveram presentes na cerimónia que durou cerca de uma hora.

Representantes de oito religiões e confissões, como as igrejas Católica, Anglicana, Luterana, Presbiteriana, e também um representante islâmico, compareceram ao culto e pronunciaram palavras de conforto aos parentes, amigos e brasileiros que acompanharam a missa.

Conheça o nome dos passageiros brasileiros que iam no AF 447.
Saiba o nome e um pouco mais sobre 53 dos 58 passageiros de nacionalidade brasileira, que iam no fatídico voo AF 447. Houve cinco famílias que pediram para não serem divulgados quaisquer dados sobre os seus entes queridos, daí não integrarem a lista que se segue.

>> Adriana Henriques - Licenciada em Turismo, Adriana Moreira Henriques, de 27 anos, embarcou sozinha no voo 447 da Air France, para a sua primeira viagem pela Europa, onde iria encontrar-se com familiares em Portugal

>> Adriana Sluijs

>> Ana Carolina Silva

>> Ana Luisa Curty

>> Angela Cristina De Oliveira Silva

>> Antônio Augusto Gueiros - Antônio Augusto Gueiros, de 46 anos, era director de informática da Michellin

>> Bianca Cotta - Esta médica tinha casado no sábado, dia 30, e ia, juntamente com o seu marido, Carlos Eduardo Lopes de Mello, passar a lua-de-mel a França

>> Bruno Pelajo

>> Carlos Mateus

>> Carlos Eduardo Lopes De Mello - Este procurador federal ia com a mulher Bianca Cotta de lua-de-mel para França

>> Deise Possamai - Esta mulher de 34 anos era funcionária pública da prefeitura de Criciúma e viajava para fazer cursos em França

>> Eduardo Moreno

>> Ferdinand Porcaro - Este médico, de 79 anos, era da cidade de Muriaé e viajava com a mulher carioca. O casal morava no Rio de Janeiro e seguiria para a Noruega para visitar uma filha

>> Francisco Eudes Mesquita Vale - Director da transportadora de combustíveis TLW, este homem ia no avião com a mulher, Maria de Fátima, o filho, o empresário Paulo Vale Brito, e a nora, a psicóloga Luciana Seba

>> Gustavo Mattos

>> Izabela Maria Furtado Kestler - Era professora de Literatura Alemã na Universidade Federal do Rio de Janeiro seguia e viajava para um congresso, na Alemanha

>> Jean Claude Lozouet

>> João Marques da Silva Filho - Aos 67 anos, pertencia ao quadro de gerentes do Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, e seguia no avião viajava para acompanhar testes de equipamentos

>> José Souza

>> José Gregório Moreno Marques - Este juiz, de 72 anos, que já se encontrava reformado, seguia para Paris para festejar o seu aniversário com a mulher, Maria Teresa Moreno Marques, uma advogada de 69 anos

>> José Roberto Gomes Da Silva - Este professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 50 anos, embarcou no voo AF 447 para participar de um congresso, em Paris

>> Júlia Chaves De Miranda Schmidt - A advogada, de 27 anos, morava em Berlim e, segundo uma amiga, tinha estado de férias em Belo Horizonte, onde mora a sua família. O seu noivo alemão também ia no avião

>> Juliana De Aquino - A cantora, de 29 anos, morava há seis anos na Alemanha e tinha ido a Brasília visitar a família

>> Leonardo Veloso Dardengo - O oceanógrafo dirigia-se para Toulose, local onde ia frequentar as suas aulas de doutoramento de engenharia civil

>> Leonardo Pereira Leite

>> Letícia Chem - Aos 36 anos, Letícia viajava com os seus pais Roberto e Vera Chem para a Grécia

>> Luciana Seba - A psicóloga viajou acompanhada do marido, o empresário Paulo Valle Brito, e dos sogros, Maria de Fátima e Francisco Eudes Mesquita Valle

>> Luis Claudio Monlevad

>> Luis Roberto Anastácio - Este executivo da Michellin, de 50 anos, era presidente da empresa na América Latina

>> Marcela Pellizon - A geofísica, de 29 anos, trabalhava na empresa de petróleo StatoilHydro, e seguia para uma reunião na sede da empresa, na Noruega

>> Marcelo Parente Gomes de Oliveira - Chefe de gabinete do prefeito do Rio, era advogado e professor de direito

>> Marcia Moscon de Faria - Trabalhava na Vara da Infância, Juventude e Idoso na Praça Onze, no Centro do Rio, segundo o Tribunal de Justiça. Viajava com duas amigas

>> Marco Mendonça - A Companhia Vale confirmou a presença do director da área de manganês e ligas no voo 447

>> Maria de Fátima Vale - Ia acompanhada pelo marido, Francisco Eudes Mesquita Vale, pelo filho, o empresário Paulo Vale Brito, e pela nora, a psicóloga Luciana Seba

>> Maria Teresa Moreno Marques - Advogada reformada, de 69 anos, viajava com o marido. O casal iria a Paris para comemorar os 72 anos de José Gregório Moreno Marques

>> Mateus Antunes

>> Nelson Marinho - Nelson Marinho seguia para Angola onde trabalhava em uma plataforma de petróleo

>> Octavio Augusto Ceva Antunes - Este Professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) viajava para assistir a uma palestra

>> Patrícia Maria Nazareth Ceva Antunes - A servidora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), era uma das passageiras do voo 447 da Air France. Viajava com o seu marido, Octavio Augusto Ceva Antunes, e com o filho

>> Paulo Vale Brito - O empresário viajou acompanhado pela mulher, a psicóloga Luciana Seba, e dos pais, Maria de Fátima e Francisco Eudes Mesquita Vale

>> Príncipe Pedro Luiz de Orleans e Bragança - A Casa Imperial do Brasil confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, embarcou no voo 447 da Air France. De acordo com informações de Carlos Eduardo Artagão, chanceler do Directório Monárquico do Brasil, o príncipe era formado em administração de empresas e morava no Luxemburgo. Estava no país para visitar os pais

>> Roberto Corrêa Chem - O cirurgião plástico, de 65 anos, era director do banco de peles e chefe do serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Porto Alegre. Ele viajava, juntamente com a mulher e a filha, para a Grécia

>> Sílvio Barbato - O maestro Sílvio Barbato, ex-regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, também ia no voo AF 447 da Air France

>> Simone Jacomo dos Santos Elias - A psicóloga, de 40 anos, trabalhava no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela viajava com duas amigas

>> Solu Wellington Vieira de Sá

>> Sonia Ferreira

>> Sonia Maria Cordeiro Porcaro

>> Tadeu Dias de Moraes - O fiscal, de 65 anos, costumava viajar pelo mundo para ver espetáculos de óperas

>> Valnizia Betzler

>> Vanderleia Carraro

>> Vera Chem - Mulher do cirurgião Roberto Chem, esta mulher, de 63 anos, era psicóloga. Ia com o marido e a filha para a Grécia

>> Veronica Ivanovitch

>> Walter Carrilho Junior

MEMBRO DA TRIPULAÇÃO
>> Lucas Gagliano - O único comissário de bordo brasileiro, que seguia no voo AF 447, morava na França. Lucas ficou no país, durante 15 dias, para o comparecer ao funeral do pai.

Possibilidade de encontrar vítimas é remota.
O director do Departamento de Controlo do Espaço Aéreo brasileiro considerou ser "cada vez mais remota" a possibilidade de encontrar algum sobrevivente do avião da Air France, que desapareceu, no domingo, durante o trajecto Rio de Janeiro-Paris.

"Hoje já fica muito pouco provável encontrar vítimas", afirmou o Brigadeiro Ramon Cardoso, durante conferência de imprensa em Recife.
Segundo o oficial, apesar das más condições meteorológicas hoje na região, as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) continuam o trabalho para fazer o reconhecimento visual de possíveis destroços do Airbus.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Testemunho. O «inferno» da Austrália visto por um português.

Numerosas localidades australianas foram varridas do mapa com os incêndios que calcinam o sul da Austrália, queimando casas, automóveis e pessoas na maior tragédia de sempre deste género no país, saldada em 108 mortos e 750 lares destruídos.

Luís Geraldes, artista e pintor, descreveu à Lusa o ambiente no local onde se encontra, um centro de acolhimento a cerca de cinco quilómetros da sua residência, que se tornou num «cenário de inferno».

«Existe um capacete preto na atmosfera e, de vez em quando, nas várias frentes onde o fogo ainda ocupa colinas, as árvores rebentam e mandam as folhas a arder para o ar, como foguetes», explicou.

«É impossível controlar este fogo, que se espalha por todo o lado, e por mais água que se deite não é possível dominar as frentes», disse ainda, acrescentando: «A temperatura continua a mais de 40 graus, o sol não existe e para se andar é preciso levar luzes acesas. Não se vislumbra o fim deste cenário de inferno.»

A ambiente geral é de consternação: «Existe um grande traumatismo, morreram muitas pessoas, amigas e vizinhas. Nas florestas, as pessoas têm propriedades com mais de cinco hectares e todos se conhecem porque fazem reuniões durante o ano sobre como combater as frentes de fogo (comuns no Verão australiano).» «Nas actuais circunstâncias, no entanto, foi impossível combater as chamas. Mesmo os mais fortes, que ficaram para trás até à última hora, quando tentaram fugir já não conseguiram porque as árvores estavam caídas no meio das estradas, os carros ficaram bloqueadas e o fogo carbonizou-as lá dentro», adiantou.

Luís Geraldes está inconformado: «As pessoas estão psicologicamente em baixo, altamente deprimidas, desde crianças, a pessoas de idade. Há milhares no centro de acolhimento e vai ser preciso ter coragem.»

O número de vítimas continua a crescer enquanto as operações de busca e salvamento resgatam corpos das chamas que têm transformado num inferno sobretudo o Estado de Vitória.

O primeiro-ministro, Kevin Rudd, declarou estar «consternado» com a chuva de cinza que cai do céu negro, enquanto as árvores explodem sob uma temperatura de 47 graus centígrados e são levadas pela fúria dos ventos.

No distrito de Kinglake, uma centena de quilómetros a norte de Melbourne, a localidade de turismo de Inverno de Marysville, com 800 habitantes, está em ruínas e é irrecuperável, de acordo com o responsável Brian Cross. Só em Kingsdale foram contados 18 mortos retirados dos escombros de quatro dezenas de casas e também de viaturas fumegantes.

Visto do ar, o cenário é dantesco até ao horizonte, com vastas quintas e florestas inteiras reduzidas a terra preta numa área de 2.200 quilómetros quadrados.

A polícia informou que há cerca de oito dezenas de pessoas hospitalizadas com queimaduras, 22 das quais de gravidade, como é o caso de uma bebé com escassos dois anos de idade, a quem está a ser ministrada morfina para apaziguar o sofrimento.

A Cruz Vermelha confirmou 3.733 evacuações, havendo relatos de sobreviventes que diziam ter visto algo parecido ao que foi a bomba atómica em Hiroshima.




sábado, 23 de agosto de 2008

Depois do despiste, o desespero... (Tragédia em Barajas)

Madrid
O desespero da espera...
A demora na entrega às famílias dos corpos das vítimas do acidente de quarta-feira está a tornar tudo mais difícil. As REPORTAGENS, as IMAGENS e os VÍDEOS dos enviados especiais da VISÃO.
Dois dias depois do acidente aéreo em Barajas, o aeroporto da capital espanhola, as famílias das vítimas continuam a aguardar que as autoridades madrilenas libertem os cadáveres para as respectivas cerimónias fúnebres. Durante a manhã de hoje, sexta-feira, 22, os responsáveis forenses, que desde quarta-feira coordenam uma complexa operação de identificação das vítimas, disseram aos jornalistas que isso só deverá acontecer durante o início da próxima semana. Este impasse aumentou a angústia de centenas de familiares que continuam hospedados no hotel Auditório, situado a cerca de cinco quilómetros do aeroporto. Para lá do hall, encontram-se várias salas de grande dimensão – local onde grande parte das famílias passa o dia. Uns preferem isolar-se num sofá, atirar o olhar para o chão e nem sequer aceitar o apoio das dezenas de psicólogos que deambulam por aquele espaço. Outros optam por circular em grupo, partilhando lágrimas e histórias. A VISÃO falou com vários familiares das vítimas do voo da Spanair. Os sofridos relatos podem ser lidos na próxima edição da revista.
Durante o final da tarde de ontem, quinta-feira, 21, Madrid assistiu a um desfile negro. Dezenas de carrinhas de cor escura passaram em fila indiana, com o apoio de batedores da polícia, em direcção ao cemitério de Almodena. Dentro das viaturas funerárias seguiam os corpos das vítimas, que acabaram por ser transferidos do pavilhão 6, na Feira de Madrid, porque este já não reunia condições de conservação dos cadáveres. Alguns familiares continuam a deslocar-se ao local para concluir o processo de identificação ocular.
Às 13h, o ecrã do aeroporto de Barajas anunciava um voo para as Canárias, efectuado pela Spanair. Tudo idêntico ao dia do acidente, excepto o número que acabou por ser atribuído àquele voo. O agora negro JK 5022 – que se repetia habitualmente neste horário – foi alterado para JK 5024. A verdade é que a enorme fila de passageiros que aguardava embarque para as Canárias não demonstrava qualquer tipo de apreensão. E com razão: o aparelho da Spanair levantou com toda a elegância.

Entretanto, a imprensa espanhola dá conta de um vídeo de segurança do aeroporto (não disponibilizado ao público) com imagens do que se passou – e no qual não se vislumbra qualquer incêndio no motor. As causas do acidente, de acordo com um dos responsáveis da investigação, deverão ser conhecidas dentro de um mês.