Projectada do Airbus A310-300 da companhia aérea Yemenia, Bahia Bakari, de 14 anos, permaneceu cerca de 13 horas à deriva no Índico agarrada a um destroço do aparelho, até que um barco acabou por resgatá-la.
"É um milagre. Ela é muito corajosa." Foi nestes termos que o secretário de Estado francês para a Cooperação, Alain Joyandet, se referiu àquela que é, até agora, a única sobrevivente ao acidente do Airbus A310-300 da companhia aérea Yemenia , que ontem, se despenhou ao largo das Comores com 153 pessoas a bordo.
Até chegar ao hospital em Moroni, capital do arquipélago, Bahia Bakari, de 14 anos, viveu uma experiência que jamais esquecerá, tendo permanecido cerca de 13 horas à deriva no Índico agarrada a um destroço do avião, até que um barco acabou por resgatá-la.
Em entrevista à estação de rádio francesa RTL, o pai Bahia, que já falou com a filha por telefone, descreveu-a como uma pessoa "frágil" e que "mal sabia nadar".
Sobre o acidente, Kassim Bakari contou que a filha terá sido projectada do avião, tendo mergulhado no oceano mesmo ao lado da aeronave.
"Ela ouvia pessoas a falar à sua volta mas não conseguia ver ninguém na escuridão. A minha filha é muito tímida. Nunca pensei que conseguisse sobreviver", rematou Kassim Bakari.
Livre de perigo, ainda que muito traumatizada, segundo o secretário de Estado francês para a Cooperação, Bahia Bakari deverá ser transferida hoje à noite para um hospital em Paris.
As buscas prosseguem, mas até ao momento não foram encontrados sobreviventes.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
Queda de avião: Jovem sobrevivente resiste 13 horas no Índico.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Criança sobreviveu à queda do A310 no Índico.
Uma criança sobreviveu à queda em pleno Oceano Índico do avião da companhia Yemenia que seguia para as Ilhas Comores, com 153 pessoas a bordo.
Uma criança, passageira do Airbus A310-300 da companhia aérea Yemenia, que se despenhou hoje perto das Comores, foi encontrada "com vida" pelos socorristas, disseram fontes hospitalares locais.
"Uma criança foi encontrada com vida. Actualmente está no barco dos socorristas", declarou um médico do hospital El-Maaruf, principal estabelecimento hospitalar da capital das Comores. A informação foi confirmada pelo coordenador de operações de socorro do Crescente Vermelho.
Anteriormente, a aviação civil do Iémen dera conta da localização de pelo menos sete corpos dos 153 passageiros e tripulantes que seguiam a bordo do avião sinistrado.
Um avião fretado pelas autoridades das Comores sobrevoou esta manhã a carlinga do Airbus A310-300 da companhia Yemenia. "Um pequeno avião sobrevoou a zona e o piloto avistou destroços e viu a carlinga", afirmou Nourdine Bourhane.
Enquanto isso, o director do aeroporto internacional de Moroni indicara que as condições meteorológicas eram desfavoráveis no momento previsto para a aterragem do A310. "O avião era esperado à 1h30 (23h30 em Lisboa). Antes da aterragem, a torre de controlo perdeu as comunicações com a tripulação. As condições meteorológicas eram desfavoráveis, com fortes rajadas de vento", declarou Hadji Mnadi Ali.
Em declarações à rádio Europe 1, o secretário de Estado dos Transportes francês, Dominique Bussereau, considera que o mau tempo poderá ter estado na origem do acidente e anunciou que a França participaria no inquérito. O avião, com 153 passageiros e tripulantes a bordo, despenhou-se no mar menos de um mês depois da queda de um A330 da Air France, ocorrida a 1 de Junho no Atlântico, entre o Brasil e a França.
"Foram avistados cadáveres a flutuar à superfície da água e foi localizada uma mancha de combustível a 16 ou 17 milhas (cerca de 29 quilómetros) de Moroni", afirmou à imprensa um responsável da Aviação Civil, Mohamed Abdel Kader.
Entre os 142 passageiros, de nacionalidade francesa e comorense, havia três bebés e os 11 tripulantes eram de nacionalidades diferentes, precisou.
A maioria dos passageiros tinha embarcado no avião em trânsito em Sanaa, sendo que 52 vinham de Paris, 59 de Marselha, 11 do Cairo, 12 do Dubai (Emirados Árabes Unidos) e três de Jiddah (Arábia Saudita), um de Amã e um de Damasco, explicou.
O acidente ocorre no mesmo mês em que o A330 da Air France se despenhou no Atlântico, com 228 pessoas a bordo, quando fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris.
Uma criança, passageira do Airbus A310-300 da companhia aérea Yemenia, que se despenhou hoje perto das Comores, foi encontrada "com vida" pelos socorristas, disseram fontes hospitalares locais.
"Uma criança foi encontrada com vida. Actualmente está no barco dos socorristas", declarou um médico do hospital El-Maaruf, principal estabelecimento hospitalar da capital das Comores. A informação foi confirmada pelo coordenador de operações de socorro do Crescente Vermelho.
Anteriormente, a aviação civil do Iémen dera conta da localização de pelo menos sete corpos dos 153 passageiros e tripulantes que seguiam a bordo do avião sinistrado.
Um avião fretado pelas autoridades das Comores sobrevoou esta manhã a carlinga do Airbus A310-300 da companhia Yemenia. "Um pequeno avião sobrevoou a zona e o piloto avistou destroços e viu a carlinga", afirmou Nourdine Bourhane.
Enquanto isso, o director do aeroporto internacional de Moroni indicara que as condições meteorológicas eram desfavoráveis no momento previsto para a aterragem do A310. "O avião era esperado à 1h30 (23h30 em Lisboa). Antes da aterragem, a torre de controlo perdeu as comunicações com a tripulação. As condições meteorológicas eram desfavoráveis, com fortes rajadas de vento", declarou Hadji Mnadi Ali.
Em declarações à rádio Europe 1, o secretário de Estado dos Transportes francês, Dominique Bussereau, considera que o mau tempo poderá ter estado na origem do acidente e anunciou que a França participaria no inquérito. O avião, com 153 passageiros e tripulantes a bordo, despenhou-se no mar menos de um mês depois da queda de um A330 da Air France, ocorrida a 1 de Junho no Atlântico, entre o Brasil e a França.
"Foram avistados cadáveres a flutuar à superfície da água e foi localizada uma mancha de combustível a 16 ou 17 milhas (cerca de 29 quilómetros) de Moroni", afirmou à imprensa um responsável da Aviação Civil, Mohamed Abdel Kader.
Entre os 142 passageiros, de nacionalidade francesa e comorense, havia três bebés e os 11 tripulantes eram de nacionalidades diferentes, precisou.
A maioria dos passageiros tinha embarcado no avião em trânsito em Sanaa, sendo que 52 vinham de Paris, 59 de Marselha, 11 do Cairo, 12 do Dubai (Emirados Árabes Unidos) e três de Jiddah (Arábia Saudita), um de Amã e um de Damasco, explicou.
O acidente ocorre no mesmo mês em que o A330 da Air France se despenhou no Atlântico, com 228 pessoas a bordo, quando fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Corrida contra o tempo para recuperar caixas negras.
A operação de recolha dos destroços do Airbus A330 da Air France que caiu há duas semanas prossegue, com os esforços concentrados sobretudo nas caixas negras do aparelho, já que daqui a cerca de duas semanas deixarão de emitir sinal, tornando praticamente impossível a sua recuperação.
As equipas envolvidas na recuperação dos destroços voo AF 447 têm cerca de duas semanas para encontrar as caixas negras do avião. Esse é o prazo durante o qual os dispositivos ainda deverão emitir o sinal que pode ajudar e localizá-los. Depois disso, segundo a imprensa brasileira, será praticamente impossível encontrar as caixas negras, única hipótese para perceber o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, 1 de Junho.
Através do sinal que ainda emitem, os aparelhos podem ser encontrados com a ajuda de um navio rebocador que já chegou a Natal, no estado do Rio Grande do Norte e que deverá levar até o local das buscas equipamentos de escuta submarina emprestados pelos Estados Unidos.
Preciosa deverá também ser a ajuda do submarino nuclear francês Émeraude, também equipado com microfones capazes de captar o sinal das caixas negras.
Se forem encontradas, a tarefa de trazê-las à superfície será do minissubmarino Nautile, o mesmo que localizou os destroços do Titanic, na década de 1980.





As equipas envolvidas na recuperação dos destroços voo AF 447 têm cerca de duas semanas para encontrar as caixas negras do avião. Esse é o prazo durante o qual os dispositivos ainda deverão emitir o sinal que pode ajudar e localizá-los. Depois disso, segundo a imprensa brasileira, será praticamente impossível encontrar as caixas negras, única hipótese para perceber o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, 1 de Junho.
Através do sinal que ainda emitem, os aparelhos podem ser encontrados com a ajuda de um navio rebocador que já chegou a Natal, no estado do Rio Grande do Norte e que deverá levar até o local das buscas equipamentos de escuta submarina emprestados pelos Estados Unidos.
Preciosa deverá também ser a ajuda do submarino nuclear francês Émeraude, também equipado com microfones capazes de captar o sinal das caixas negras.
Se forem encontradas, a tarefa de trazê-las à superfície será do minissubmarino Nautile, o mesmo que localizou os destroços do Titanic, na década de 1980.






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domingo, 14 de junho de 2009
Destroços indicam que desastre foi repentino.
A falta de sinais de incêndio e os primeiros destroços recuperados do A330 da Air France que desapareceu há duas semanas reforçam a tese de que o avião não explodiu antes de cair e que tudo se passou demasiado rápido para que alguém pudesse reagir. Os destroços do avião para já recuperados vão ser analisados por um perito francês, que chega este domingo ao Brasil para uma avaliação das peças encontradas. O material encontra-se, para já, disposto sobre um grande plástico para facilitar a observação, segundo a imprensa brasileira.
Entre os destroços recolhidos encontram-se três máscaras de oxigênio, almofadas vermelhas, duas tampas dos compartimentos de bagagens, três garrafas plásticas intactas, uma mala laranja de plástico também intacta, dois sacos plásticos amarelos e ainda uma parte do avião com dois assentos (provavelmente onde se sentam os comissários de bordo).
Segundo o ex-piloto Carlos Ari Germano, autor do livro "O rastro da bruxa", sobre acidentes aéreos, uma das fotos revelada pela força aérea brasileira indica que tudo se terá passado de forma tão repentina que impediu a reação da tripulação. Trata-se da imagem que mostra os tais bancos onde a tripulação se sente em caso de turbulência e durante a descolagem e aterragem. De acordo com o ex-piloto, os bancos estão recolhidos, o que sugere que os comissários estavam a circular pelos corredores. "Caso houvesse um sinal de alerta devido à iminência de risco, como uma turbulência, a tripulação estaria sentada. Eles não tiveram tempo de fazer nada."Avião da Air France pode ter-se partido no ar.
A imprensa brasileira adianta hoje a hipótese de que o avião da Air France se desintegrou no ar. São dois os órgãos de informação brasileiros - o site do jornal Estado de São Paulo e o site Globo TV News - que avançam com a informação de que o voo 447 da Air France se desintegrou em pleno ar.
As duas notícias são feitas com base em análise aos corpos das vítimas, que foram resgatados despidos ou com roupas mínimas. Este facto pode indicar que as roupas foram arrancadas pelo vento durante a queda.
Outro factor que suporta a tese é a de que, até agora, os corpos não apresentam sinais de queimadura nem de explosão.
A distância a que os corpos foram encontradaos, cerca de 85km, reforça a teoria, já que, se o avião tivesse chegado inteiro ao mar os corpos estariam mais próximos.
Até agora, só foi encontrada uma peça do avião: o estabilizador vertical. Dos 228 corpos foram encontrados 50.
domingo, 7 de junho de 2009
Brasil/Avião: Um pedaço de asa e outros assentos localizados - Exército.
Recife, Brasil, 07 Jun (Lusa) - O exército brasileiro localizou novos destroços do Airbus da Air France, como pedaços da asa e mais assentos, durante as buscas efectuadas durante o dia, anunciou sábado um porta-voz militar.
"Para além dos dois corpos", cuja recuperação foi anunciada a meio do dia, vários destroços, entre os quais "assentos do avião, partes da asa (e) diversos outros objectos foram localizados", declarou o tenente-coronel da Força Aérea, Henry Munhoz.
Os dois corpos do sexo masculino "foram transferidos para a fragata Constituição que neste momento se dirige para o arquipélago Fernando de Noronha para que sejam registados e transferidos para Recife".
Encontrados dois corpos e alguns destroços,
A Força Aérea brasileira confirma ter encontrado dois corpos e uma mala das 228 pessoas que estavam a bordo do Airbus da Air France, que desapareceu segunda-feira no Oceano Atlântico.
O coronel Jorge Amaral avançou, durante uma conferência de imprensa realizada no Recife, que foram ainda recuperados uma mala de pele, que continha um bilhete da Air France, uma mochila com um computador portátil, além de um assento do avião.
O Airbus A330 da Air France desapareceu segunda-feira de madrugada no meio do Atlântico com 228 pessoas a bordo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009
Destroços encontrados são do avião da Air France.
Os destroços encontrados esta terça-feira no Oceano Atlântico, ao largo do arquipélago Fernando Noronha, pertencem mesmo ao avião da Air France que estava desaparecido desde a madrugada de segunda-feira.
A confirmação foi feita esta terça-feira à noite, hora de Lisboa, pelo ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, que adiantou também não terem sido encontrados sobreviventes.
O anúncio foi feito depois de o ministro se ter reunido com os familiares e amigos dos cidadãos brasileiros que seguiam a bordo do A330 da Air France, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.
Os destroços foram localizados esta tarde por aviões da Força Aérea brasileira e consistem num banco de avião, pequenos pedaços brancos (não identificados), uma bóia laranja e um tambor, além de vestígios de combustível e óleo.
A confirmação foi possível só mais tarde, com a ajuda de um navio francês.
Os destroços encontrados estão a cerca de 80 quilómetros a este da rota prevista do voo AF 447 e num local em que o oceano tem entre 2 mil a 3 mil metros de profundidade.
O aparelho terá encontrado uma zona de forte turbulência quando contava cerca de três horas de voo. A bordo seguiam 216 passageiros e 12 tripulantes.
O avião tinha quatro anos e tinha sido revisto em Abril deste ano.
A confirmação foi feita esta terça-feira à noite, hora de Lisboa, pelo ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, que adiantou também não terem sido encontrados sobreviventes.
O anúncio foi feito depois de o ministro se ter reunido com os familiares e amigos dos cidadãos brasileiros que seguiam a bordo do A330 da Air France, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.
Os destroços foram localizados esta tarde por aviões da Força Aérea brasileira e consistem num banco de avião, pequenos pedaços brancos (não identificados), uma bóia laranja e um tambor, além de vestígios de combustível e óleo.
A confirmação foi possível só mais tarde, com a ajuda de um navio francês.
Os destroços encontrados estão a cerca de 80 quilómetros a este da rota prevista do voo AF 447 e num local em que o oceano tem entre 2 mil a 3 mil metros de profundidade.
O aparelho terá encontrado uma zona de forte turbulência quando contava cerca de três horas de voo. A bordo seguiam 216 passageiros e 12 tripulantes.
O avião tinha quatro anos e tinha sido revisto em Abril deste ano.
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