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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Criança sobreviveu à queda do A310 no Índico.

Responsáveis da companhia aérea Yemenia garantem ter sido resgatado das águas do Índico uma criança de 14 anos que sobreviveu à queda do avião, que esta terça-feira se despenhou com mais 152 pessoas a bordo.

Uma criança de 14 anos (e não cinco como foi inicialmente anunciado) sobreviveu à queda de um A310 da companhia Yemenia Air e foi já resgatada de barco e transportada até ao hospital nas Comores. O seu estado de saúde e nacionalidade não foram divulgados.

Corpos e destroços do Airbus A310, da companhia Yemenia Air, foram também já localizados no Oceano Índico, na região das Ilhas Comores.

O avião, com 153 pessoas a bordo, tinha descolado da capital do Iémen com destino a Moroni, nas Comores. O acidente aconteceu quando o piloto tentava a aproximação ao aeroporto.

Ainda não é claro o porquê de não ter conseguido aterrar, mas um responsável da aviação civil iemenita adianta que "o tempo estava muito mau e o vento muito forte".

O acidente ocorre no mesmo mês em que o A330 da Air France se despenhou no Atlântico, com 228 pessoas a bordo, quando fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris.

domingo, 14 de junho de 2009

Destroços indicam que desastre foi repentino.

A falta de sinais de incêndio e os primeiros destroços recuperados do A330 da Air France que desapareceu há duas semanas reforçam a tese de que o avião não explodiu antes de cair e que tudo se passou demasiado rápido para que alguém pudesse reagir.

Os destroços do avião para já recuperados vão ser analisados por um perito francês, que chega este domingo ao Brasil para uma avaliação das peças encontradas. O material encontra-se, para já, disposto sobre um grande plástico para facilitar a observação, segundo a imprensa brasileira.

Entre os destroços recolhidos encontram-se três máscaras de oxigênio, almofadas vermelhas, duas tampas dos compartimentos de bagagens, três garrafas plásticas intactas, uma mala laranja de plástico também intacta, dois sacos plásticos amarelos e ainda uma parte do avião com dois assentos (provavelmente onde se sentam os comissários de bordo).

Segundo o ex-piloto Carlos Ari Germano, autor do livro "O rastro da bruxa", sobre acidentes aéreos, uma das fotos revelada pela força aérea brasileira indica que tudo se terá passado de forma tão repentina que impediu a reação da tripulação. Trata-se da imagem que mostra os tais bancos onde a tripulação se sente em caso de turbulência e durante a descolagem e aterragem. De acordo com o ex-piloto, os bancos estão recolhidos, o que sugere que os comissários estavam a circular pelos corredores. "Caso houvesse um sinal de alerta devido à iminência de risco, como uma turbulência, a tripulação estaria sentada. Eles não tiveram tempo de fazer nada."Avião da Air France pode ter-se partido no ar.

A imprensa brasileira adianta hoje a hipótese de que o avião da Air France se desintegrou no ar. São dois os órgãos de informação brasileiros - o site do jornal Estado de São Paulo e o site Globo TV News - que avançam com a informação de que o voo 447 da Air France se desintegrou em pleno ar.

As duas notícias são feitas com base em análise aos corpos das vítimas, que foram resgatados despidos ou com roupas mínimas. Este facto pode indicar que as roupas foram arrancadas pelo vento durante a queda.

Outro factor que suporta a tese é a de que, até agora, os corpos não apresentam sinais de queimadura nem de explosão.

A distância a que os corpos foram encontradaos, cerca de 85km, reforça a teoria, já que, se o avião tivesse chegado inteiro ao mar os corpos estariam mais próximos.

Até agora, só foi encontrada uma peça do avião: o estabilizador vertical. Dos 228 corpos foram encontrados 50.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dados cruciais para entender acidente podem estar perdidos.

É possível que nunca venham a ser encontradas as caixas negras do avião da Air France que se despenhou segunda-feira no Atlântico, impossibilitando a recolha de dados cruciais para perceber o acidente do voo AF 447.

As autoridades franceses não estão optimistas quanto à possibildiade de serem encontradas as duas caixas negras do A330 da Air France, peças-chave para entender o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, quando o avião desapareceu dos radares para só ser encontrado terça-feira à noite no Oceano Atlântico.

As caixas negras emitem um sinal mesmo estando submersas, mas, explicaram as autoridades francesas, apenas durante 30 dias e com alcance limitado, pelo que podem nunca vir a ser encontradas.

No local onde foram encontrados os destroços, já se encontra um submarino da marinha francesa. No local, a profundidade do Atlântico é de cerca de 7 quilómetros.

Os primeiros destroços do avião foram localizados a cerca de 650 quilómetros do arquipélago de Fernando de Noronha.

Air France pode divulgar hoje lista oficial passageiros.

A companhia aérea Air France deverá divulgar ainda hoje a lista oficial com os nomes das 228 pessoas a bordo do AF447 desaparecido no oceano Atlântico, na madrugada de segunda-feira, quando seguia entre o Rio de Janeiro e Paris.

No entanto, a companhia adiantou não fazer nenhuma previsão porque a divulgação pública dos nomes só será feita após a autorização de todos os familiares.
Segundo fonte da empresa, a pedido de algumas famílias, nem todos os nomes serão divulgados.