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domingo, 20 de setembro de 2009

Detidos suspeitos de planear ataque nos EUA.

O FBI deteve hoje de madrugada um motorista de autocarro de nacionalidade afegã em Denver (Colorado) e o seu pai, no quadro do inquérito anti-terrorista aberto esta semana em Nova Iorque, informou a polícia.

Segundo o jornal "New York Times", o motorista de autocarro do aeroporto de Denver, Najibulah Zazi, 24 anos, e seu pai Mohamed Zazi, 53 anos, são acusados de terem prestado falsas declarações na investigação iniciada em Nova Iorque.

O jornal acrescenta que poderá também vir a ser detida uma terceira pessoa em Nova Iorque, segundo informação de um funcionário da polícia.

Após três dias de interrogatório por agentes do FBI, o motorista de autocarro exigiu a presença de um advogado, pelo que o FBI decidiu acusá-lo por se ter recusado a ser interrogado ao quarto dia pelos investigadores, segundo a versão Wendy S. Aeillo, porta-voz do gabinete de advogados de Arthur Folsom, que representa os prisioneiros.

Entrevistado telefonicamente pelo jornal "Denver Post", Najibulah Zazi negou qualquer relação com grupos terroristas ou qualquer implicação com o treino de insurrectos no Paquistão.

O FBI iniciou na terça-feira uma ofensiva em vários domicílios de Nova Iorque e desarticulou um presumível grupo de ideologia semelhante à da al-Qaeda.

"O FBI participou esta manhã numa operação em que foram revistadas várias pessoas no bairro de Queens no quadro de uma investigação que continua em curso, declarou o porta-voz da polícia federal em Nova Iorque, James Margolin.

Nova Iorque estará sujeita esta semana a um agravamento dos níveis de segurança devido à presença de chefes de Estado e de Governo de todo o mundo na 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Avião da Air France só se terá partido com impacto na água.

O relatório da comissão francesa encarregue de investigar o acidente do voo AF 447 da Air France defende que o avião que se despenhou no Atlântico não foi destruído no ar.

As buscas pelas caixas negras do A330 deverão prolongar-se até ao próximo dia 10, mas, para já, os peritos apontam para a hipótese de o avião se ter mantido intacto até tocar na água, quando caiu no oceano Atlântico na madrugada de 1 de Junho.

Embora reconheçam ainda estar "longe" de descobrir o que realmente aconteceu ao voo AF 447, com 228 pessoas a bordo, os investigadores franceses apresentaram esta quinta-feira o relatório preliminar sobre o acidente.

No documento, apontam para a hipótese de o avião ter tocado a superfície da água ainda inteiro, com forte aceleração vertical.

A análise dos destroços também não mostrou, até agora, quaisquer sinais de incêndio ou explosão.

O facto de os coletes salva-vidas encontrados não estarem insuflados, conforme o procedimento em caso de aterragem de emergência na água, parece ainda confirmar que tudo aconteceu de forma imprevista.

domingo, 28 de junho de 2009

Autoridades brasileiras suspendem as buscas.

A Marinha e a Força Aérea do Brasil deixaram de procurar os cadáveres de passageiros e tripulantes do avião da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico. Os Franceses continuam a procurar caixas negras.

As autoridades brasileiras decidiram concluir os trabalhos de buscas das vítimas do voo 447 da Air France. No total, as equipas de busca recolheram apenas 51 corpos dos 228 passageiros e tripulantes que seguiam naquele voo.

Os corpos foram entregues à Policia Federal e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para os trabalhos de identificação, que foram realizados no Instituto Médico Legal do Recife. As famílias das vítimas já foram avisadas sobre o fim das operações.

Mais de 600 peças do avião foram também resgatadas do mar. Os destroços e bagagens recolhidos foram entregues às autoridades francesas. Os objectos que ainda estão em navios da Marinha serão entregues nos próximos dias.As condições climatéricas instáveis na região das buscas prejudicaram o trabalho.

De acordo com a Força Aérea brasileira, tendo passado já tantos dias depois do acidente, teriam deixado de existir condições de avistar mais corpos.

"Embora o nosso desejo fosse resgatar 228 pessoas, temos plena consciência de que o melhor foi feito pela Marinha e pela Força Aérea", afirmou um porta-voz.

Apesar desta decisão, a Marinha francesa vai prosseguir com os trabalhos para tentar recuperar as caixas negras do avião, artefactos fundamentais para perceber o que, de facto, se passou com o Airbus.

O avião da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo deixou o Rio de Janeiro com destino a Paris no dia 31 de Maio às 19h30 (hora de Brasília) e fez o último contacto de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

domingo, 21 de junho de 2009

Homem diz ser bebé raptado há 54 anos.

John, um americano de 54 anos, alega ser o bebé que foi raptado em 1955, quando se encontrava à porta de uma loja em Long Island. Apesar dos inúmeros esforços da família, Steve Damman nunca chegou a ser encontrado... até agora.Steve Damman encontrava-se no seu carrinho, juntamente com a irmã, Pamela, à porta de uma loja em Long Island. As crianças esperavam pela mãe, que havia entrado para comprar pão. No entanto, quando chegou ao local, a mulher já não tinha um dos seus filhos... Agora, mais de 50 anos depois, Jonh alega ser Steve.

John, de 54 anos, alega ser o bebé. Este americano, que vive em Michigan, tomou conhecimento do caso através da Internet. As semelhanças com a criança e o facto de existirem muitas pontas soltas na sua vida levaram-no a pesquisar mais sobre o caso e, neste momento, tem a certeza que pertence à família Damman.

A sua família biológica fez inúmeros esforços para o encontrar, o próprio exército também esteve envolvido nas buscas. No entanto, a mulher, que alegadamente o raptou e educou, sempre escondeu tudo, apesar de ter admitido desde cedo que não era seu filho biológico.

Será que o mistério com mais de 50 anos foi finalmente desvendado? Pamela, a irmã do bebé desaparecido acredita que sim e os primeiros testes de ADN também apontam para isso.

sábado, 20 de junho de 2009

Quando os mortos falam.

O estado dos cadáveres já resgatados do mar dá pistas sobre o que terá acontecido ao voo AF447 sobre o Atlântico.

Ausência de queimaduras na pele, fracturas apenas das pernas e dos braços, hemorragias junto à raiz dos dentes, pulmões sem água. Analisados os sinais particulares que vão ajudar a identificar os corpos recolhidos ao largo do arquipélago de Fernando de Noronha - tatuagens e marcas de acne incluídas -, as atenções dos peritos brasileiros e franceses a trabalhar lado a lado no Instituto de Medicina Legal de Pernambuco, em Recife, têm--se concentrado nos ferimentos sofridos pelas vítimas. Enquanto as caixas negras não forem localizadas, são eles que fornecem as primeiras explicações para a queda do Airbus 330 da Air France que fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris, na madrugada de 1 de Junho.

Se a tarefa ciclópica de determinar as causas do acidente com o AF447 se assemelha a um complicado puzzle - como já comparou o investigador-chefe encarregado do inquérito, Alain Brouillard -, os cadáveres encontrados a boiar no Atlântico são das peças mais importantes. Só do exame do estado dos primeiros 16 corpos resgatados infere-se que o avião não explodiu nem se desintegrou por completo no ar, e que parte da fuselagem chegou ao mar intacta, ainda com passageiros no seu interior. Mais: no momento do embate com a água, as 228 pessoas que seguiam no Airbus já estariam mortas, devido a uma rápida despressurização da cabina.
O que eles dizem

Para começar, a ausência de queimaduras afasta a hipótese da explosão - teoria que se adensou, a certa altura, com a informação nunca confirmada de que haveria dois terroristas islâmicos a bordo.
O mesmo se pode dizer do facto de os corpos terem a sua estrutura óssea quase intacta. Se o avião se tivesse desfeito completamente ainda no ar, as fracturas seriam múltiplas. Nos cadáveres resgatados, elas concentram-se sobretudo nos terços médios das pernas e dos braços.

Ao contrário do que foi avançado nos primeiros dias após a tragédia, quem seguia no voo da Air France não teve tempo para rebobinar a vida. Se é certo que o avião enviou 24 mensagens automáticas ao longo de quatros minutos, assinalando diversas avarias, as duas cadeiras da tripulação que foram encontradas ainda fechadas e com os cintos de segurança abertos indicam que as hospedeiras e os comissários de bordo estariam a dormir noutro local ou a circular pelos corredores, no momento do acidente.
É o estado dos dentes, no entanto, que mais "descanso" dá aos familiares e amigos das vítimas. Ao apresentarem hemorragias junto à raiz, os dentes são um indicador de que a falta de oxigénio deixou os ocupantes do Airbus rapidamente inconscientes, sem tempo de reacção ou dor.

A morte por asfixia e não por afogamento é corroborada pelos pulmões, que não apresentam qualquer vestígio de água.

Enquanto os peritos analisam os corpos e os destroços do avião entretanto resgatados ao mar, continua a corrida contra o tempo para encontrar as caixas negras que deverão estar a 6 mil metros de profundidade. As suas baterias esgotam-se ao fim de um mês, e com elas a esperança de o puzzle alguma vez ser terminado.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Corrida contra o tempo para recuperar caixas negras.

A operação de recolha dos destroços do Airbus A330 da Air France que caiu há duas semanas prossegue, com os esforços concentrados sobretudo nas caixas negras do aparelho, já que daqui a cerca de duas semanas deixarão de emitir sinal, tornando praticamente impossível a sua recuperação.

As equipas envolvidas na recuperação dos destroços voo AF 447 têm cerca de duas semanas para encontrar as caixas negras do avião. Esse é o prazo durante o qual os dispositivos ainda deverão emitir o sinal que pode ajudar e localizá-los. Depois disso, segundo a imprensa brasileira, será praticamente impossível encontrar as caixas negras, única hipótese para perceber o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, 1 de Junho.

Através do sinal que ainda emitem, os aparelhos podem ser encontrados com a ajuda de um navio rebocador que já chegou a Natal, no estado do Rio Grande do Norte e que deverá levar até o local das buscas equipamentos de escuta submarina emprestados pelos Estados Unidos.

Preciosa deverá também ser a ajuda do submarino nuclear francês Émeraude, também equipado com microfones capazes de captar o sinal das caixas negras.

Se forem encontradas, a tarefa de trazê-las à superfície será do minissubmarino Nautile, o mesmo que localizou os destroços do Titanic, na década de 1980.




domingo, 14 de junho de 2009

Destroços indicam que desastre foi repentino.

A falta de sinais de incêndio e os primeiros destroços recuperados do A330 da Air France que desapareceu há duas semanas reforçam a tese de que o avião não explodiu antes de cair e que tudo se passou demasiado rápido para que alguém pudesse reagir.

Os destroços do avião para já recuperados vão ser analisados por um perito francês, que chega este domingo ao Brasil para uma avaliação das peças encontradas. O material encontra-se, para já, disposto sobre um grande plástico para facilitar a observação, segundo a imprensa brasileira.

Entre os destroços recolhidos encontram-se três máscaras de oxigênio, almofadas vermelhas, duas tampas dos compartimentos de bagagens, três garrafas plásticas intactas, uma mala laranja de plástico também intacta, dois sacos plásticos amarelos e ainda uma parte do avião com dois assentos (provavelmente onde se sentam os comissários de bordo).

Segundo o ex-piloto Carlos Ari Germano, autor do livro "O rastro da bruxa", sobre acidentes aéreos, uma das fotos revelada pela força aérea brasileira indica que tudo se terá passado de forma tão repentina que impediu a reação da tripulação. Trata-se da imagem que mostra os tais bancos onde a tripulação se sente em caso de turbulência e durante a descolagem e aterragem. De acordo com o ex-piloto, os bancos estão recolhidos, o que sugere que os comissários estavam a circular pelos corredores. "Caso houvesse um sinal de alerta devido à iminência de risco, como uma turbulência, a tripulação estaria sentada. Eles não tiveram tempo de fazer nada."Avião da Air France pode ter-se partido no ar.

A imprensa brasileira adianta hoje a hipótese de que o avião da Air France se desintegrou no ar. São dois os órgãos de informação brasileiros - o site do jornal Estado de São Paulo e o site Globo TV News - que avançam com a informação de que o voo 447 da Air France se desintegrou em pleno ar.

As duas notícias são feitas com base em análise aos corpos das vítimas, que foram resgatados despidos ou com roupas mínimas. Este facto pode indicar que as roupas foram arrancadas pelo vento durante a queda.

Outro factor que suporta a tese é a de que, até agora, os corpos não apresentam sinais de queimadura nem de explosão.

A distância a que os corpos foram encontradaos, cerca de 85km, reforça a teoria, já que, se o avião tivesse chegado inteiro ao mar os corpos estariam mais próximos.

Até agora, só foi encontrada uma peça do avião: o estabilizador vertical. Dos 228 corpos foram encontrados 50.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Buscas podem só durar mais uma semana.

As correntes marítimas estão a tornar muito longa e distante a área das buscas de corpos e destroços. As autoridades brasileiras ponderam manter as operações até dia 19. Até quarta-feira, foram resgatados apenas 41 corpos das 228 pessoas que seguiam a bordo.

O tenente-brigadeiro Ramon Cardoso, director-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, afirmou que as equipas que trabalham nas aeronaves em busca de vítimas do voo 447 da Air France não avistaram corpos. Foram avistados apenas destroços, que foram recolhidos pelos navios brasileiros.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de Maio e fez o último contacto de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

Segundo Cardoso, as buscas estão concentradas na região de Dakar, Senegal. A área está mais longa por causa do deslocamento das correntes marítimas. Os navios brasileiros estão próximos ao local para poder rapidamente receber os corpos e mantê-los em condições adequadas para perícia.

"No momento em que for encontrado um corpo, ele será levado para um navio maior que tem condições de guardá-lo por mais tempo", afirmou.

O tenente-brigadeiro afirmou que a continuidade das buscas vai depender do número de corpos encontrados, das correntes marítimas e das condições meteorológicas. Na sexta-feira (12), será feita uma análise do que já foi encontrado para definir, ou não, o encerramento das buscas.

"A nossa ideia inicial é de que até o dia 19 poderemos permanecer nas buscas em distâncias aceitáveis para as aeronaves e para os barcos", afirmou Cardoso, que ressalta que os navios franceses permanecerão no local por tempo indeterminado Definir esse prazo é necessário por causa do planeamento logístico que a operação de buscas exige. Esse prazo também poderá ser prorrogado.

"A cada dia, a probabilidade de novos corpos surgirem diminui. A corrente está a levar os destroços para uma área distante, mas continuamos a fazer buscas. A expectativa é saber se até o dia 19 teremos oportunidade de encontrar mais corpos", disse.Nesta quarta-feira, os 16 primeiros corpos resgatados do mar deixaram Fernando de Noronha em direção ao IML do Recife, onde serão submetidos a perícia. Os outros 25 corpos encontrados estão a bordo da Fragata Bosísio, que já deixou a área de buscas em direção a Fernando de Noronha. O transporte dos corpos da embarcação para a ilha será feita por helicóptero e deve acontecer nesta quinta-feira.

Segundo Cardoso, nenhuma família pediu para acompanhar o trabalho da perícia no Recife. Somente após o trabalho no IML a identificação das vítimas poderá ser determinada. Segundo a mesma fonte, navios franceses colaboram na busca por corpos e destroços, mas devem iniciar os trabalhos direcionados para a recuperação das caixas negras esta quinta-feira.

"Esses equipamentos que serão usados nas buscas já chegaram ao Brasil. Técnicos contratados pelo organismo francês de Investigação e Análise (DEA) levarão o material até à regiã das buscas, para pesquisar no local onde possívelmente ocorreu a queda do avião da Air France", afirmou.

Corpos que por acaso forem encontrados por esses navios também serão recolhidos e passados para navios brasileiros para serem encaminhados para Recife. "Esses barcos são de pesquisa e não têm as condições ideais para manter por muito tempo os corpos recolhidos."

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Tragédia no Atlântico. Número de corpos encontrados sobe para 19.

Menos de 24 horas depois de ter anunciado a recuperação de 17 corpos de vítimas do acidente do voo AF 447 da Air France, a marinha brasileira descobriu mais dois cadáveres.

Segundo O Globo, que avança a notícia, os corpos de mais dois passageiros foram encontrados no Oceano Atlântico, elevando assim para 19 o número de corpos resgatados, sobre os quais ainda pouco se sabe: apenas que há quatro do sexo feminino e outraos quatro do sexo masculino.

Os corpos serão transportados para Fernando de Noronha, mas a identificação só será feita no Instituto Médico Legal (IML) de Recife. Caberá depois à Polícia Federal brasileira a realização dos exames genéticos que permitirão a identificação das vítimas.

Dos primeiros 17 corpos localizados, dois foram resgatados no sábado e 15, no domingo.

domingo, 7 de junho de 2009

Tragédia no Atlântico. Localizado um número indeterminado de corpos.

Além dos seis corpos já recolhidos entre sábado e domingo, a Força Aérea e Marinha brasileiras confirmam a localização de vários outros corpos no mar, que serão recolhidos nas próximas horas (VÍDEO com fotos oficiais).A Marinha e a Força Aérea brasileiras anunciaram na manhã deste domingo a localização e resgate de mais três corpos de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na noite do último dia 31 no trajecto entre o Rio de Janeiro e Paris. Outros dois corpos tinham sido localizados no sábado. Um número indeterminado de corpos foram já avistados pelos navios e deverão ser recolhidos nas próximas horas.

Os cinco corpos foram transportados pela Fragada Constituição da Marinha para Fernando de Noronha e deverão chegar na segunda-feira, para, daí, serem levados para o instituto de medicina legal de Recife, onde será realizado o trabalho de identificação. Segundo informações divulgadas este domingo, não existe dúvida de que o material recolhido no mar seja dos destroços do Airbus que fazia o voo 447.

Já este domingo, um navio francês resgatou mais um corpo, elevando para seis o número de corpos de vítimas do avião da Air France resgatados durante o fim-de-semana.

A Marinha do Brasil, em colaboração com a França, começou nas últimas 24 horas a recuperar os primeiros destroços do Airbus A330, a 1100 quilómetros da costa brasileira, após cinco dias de buscas no oceano Atlântico.

No sábado, além dos dois corpos encontrados pela manhã, foram localizados uma parte da asa e assentos do Airbus da Air France. Também foram resgatados no mar pela manhã uma mochila, uma pasta e uma poltrona azul semelhante às do avião da Air France. Segundo a Força Aére, a área de buscas já soma mais de 200 mil km quadrados (pouco maior que a do estado do Paraná) e será ampliada a cada nova evidência.

As áreas de busca e resgate continuarão concentradas nos pontos onde foram localizados os corpos. A Força Aére brasileira continua a realizar voos pela na região, na esperança de identificar eventuais novos focos de destroços. A previsão do tempo para este domingo em toda a região das buscas é, no entanto, desfavorável para o trabalho das aeronaves, devido à pouca visibilidade.

Além de cinco navios da Marinha brasileira na região, as buscas passam a contar a partir deste domingo com a Fragata Ventuse, da Marinha Francesa. Duas aeronaves francesas (Falcon 50 e Atlantic Rescue D) continuam a colaborar com as missões de busca. Neste momento, 14 aeronaves (12 brasileiras e duas francesas) e cinco navios da Marinha do Brasil participam nas operações.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes na noite do último dia 31. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (hora de Brasília) e fez o último contacto de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, num intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.

sábado, 6 de junho de 2009

Familiar do maestro que ia no voo acredita que "ele está vivo".

Silvio Barbato, maestro da Orquestra Sinfónica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos passageiros do voo AF447, "está vivo em algum lugar", acredita uma familiar, num depoimento emocionado durante uma cerimónia ecuménica de homenagem às vítimas.

"Gostaria de ler alguma coisa para o meu primo: seu nome é Silvio Barbato, seu nome é Silvio amor. Abre-se primeiro acto do genial compositor. O avião descola na pista e Silvio abraça o cientista, é artista, é herói, saudade da pátria lhe dói", declarou Ana Cláudia Bonaccorsi, prima e amiga do músico, que era uma das 228 pessoas a bordo do airbus da Air France desaparecido quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.

Em referência a uma obra composta por Silvio Barbato, Ana Claudia pronunciou: "Terra Brasilis estima, leva outra obra prima, compõe nas alturas melodias de um guerreiro. A maestria do Barbato entoa a mais linda canção."

Ela disse ter ainda muitas esperanças. "Por muito tempo, fiquei achando que ele está vivo. Eu fico falando para ele: luta guerreiro!"

"Eu acho que muitos familiares ainda acreditam, como eu, que tem gente viva, que tem gente lutando ainda para sobreviver, para falar que voltou", crê.

Silvio Barbato compôs várias obras, foi condecorado com a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República e com a Ordem do Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores.

"Só quem está na pele do que aconteceu é que pode saber a dor, a dor é muito grande", disse a prima e amiga ao referir que ficou em estado de choque quando soube da notícia do desaparecimento.

"No fundo eu acredito que ele está vivo".

Silvio Barbato morava no Rio de Janeiro e deixou mulher e filhos.

Foi realizado hoje no Rio de Janeiro uma cerimónia ecuménica em memória às vítimas do voo AF447 da Air France que reuniu cerca de mil pessoas na Igreja da Candelária.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e o seu homólogo Francês, Bernard Kouchner, estiveram presentes na cerimónia que durou cerca de uma hora.

Representantes de oito religiões e confissões, como as igrejas Católica, Anglicana, Luterana, Presbiteriana, e também um representante islâmico, compareceram ao culto e pronunciaram palavras de conforto aos parentes, amigos e brasileiros que acompanharam a missa.

Conheça o nome dos passageiros brasileiros que iam no AF 447.
Saiba o nome e um pouco mais sobre 53 dos 58 passageiros de nacionalidade brasileira, que iam no fatídico voo AF 447. Houve cinco famílias que pediram para não serem divulgados quaisquer dados sobre os seus entes queridos, daí não integrarem a lista que se segue.

>> Adriana Henriques - Licenciada em Turismo, Adriana Moreira Henriques, de 27 anos, embarcou sozinha no voo 447 da Air France, para a sua primeira viagem pela Europa, onde iria encontrar-se com familiares em Portugal

>> Adriana Sluijs

>> Ana Carolina Silva

>> Ana Luisa Curty

>> Angela Cristina De Oliveira Silva

>> Antônio Augusto Gueiros - Antônio Augusto Gueiros, de 46 anos, era director de informática da Michellin

>> Bianca Cotta - Esta médica tinha casado no sábado, dia 30, e ia, juntamente com o seu marido, Carlos Eduardo Lopes de Mello, passar a lua-de-mel a França

>> Bruno Pelajo

>> Carlos Mateus

>> Carlos Eduardo Lopes De Mello - Este procurador federal ia com a mulher Bianca Cotta de lua-de-mel para França

>> Deise Possamai - Esta mulher de 34 anos era funcionária pública da prefeitura de Criciúma e viajava para fazer cursos em França

>> Eduardo Moreno

>> Ferdinand Porcaro - Este médico, de 79 anos, era da cidade de Muriaé e viajava com a mulher carioca. O casal morava no Rio de Janeiro e seguiria para a Noruega para visitar uma filha

>> Francisco Eudes Mesquita Vale - Director da transportadora de combustíveis TLW, este homem ia no avião com a mulher, Maria de Fátima, o filho, o empresário Paulo Vale Brito, e a nora, a psicóloga Luciana Seba

>> Gustavo Mattos

>> Izabela Maria Furtado Kestler - Era professora de Literatura Alemã na Universidade Federal do Rio de Janeiro seguia e viajava para um congresso, na Alemanha

>> Jean Claude Lozouet

>> João Marques da Silva Filho - Aos 67 anos, pertencia ao quadro de gerentes do Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, e seguia no avião viajava para acompanhar testes de equipamentos

>> José Souza

>> José Gregório Moreno Marques - Este juiz, de 72 anos, que já se encontrava reformado, seguia para Paris para festejar o seu aniversário com a mulher, Maria Teresa Moreno Marques, uma advogada de 69 anos

>> José Roberto Gomes Da Silva - Este professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 50 anos, embarcou no voo AF 447 para participar de um congresso, em Paris

>> Júlia Chaves De Miranda Schmidt - A advogada, de 27 anos, morava em Berlim e, segundo uma amiga, tinha estado de férias em Belo Horizonte, onde mora a sua família. O seu noivo alemão também ia no avião

>> Juliana De Aquino - A cantora, de 29 anos, morava há seis anos na Alemanha e tinha ido a Brasília visitar a família

>> Leonardo Veloso Dardengo - O oceanógrafo dirigia-se para Toulose, local onde ia frequentar as suas aulas de doutoramento de engenharia civil

>> Leonardo Pereira Leite

>> Letícia Chem - Aos 36 anos, Letícia viajava com os seus pais Roberto e Vera Chem para a Grécia

>> Luciana Seba - A psicóloga viajou acompanhada do marido, o empresário Paulo Valle Brito, e dos sogros, Maria de Fátima e Francisco Eudes Mesquita Valle

>> Luis Claudio Monlevad

>> Luis Roberto Anastácio - Este executivo da Michellin, de 50 anos, era presidente da empresa na América Latina

>> Marcela Pellizon - A geofísica, de 29 anos, trabalhava na empresa de petróleo StatoilHydro, e seguia para uma reunião na sede da empresa, na Noruega

>> Marcelo Parente Gomes de Oliveira - Chefe de gabinete do prefeito do Rio, era advogado e professor de direito

>> Marcia Moscon de Faria - Trabalhava na Vara da Infância, Juventude e Idoso na Praça Onze, no Centro do Rio, segundo o Tribunal de Justiça. Viajava com duas amigas

>> Marco Mendonça - A Companhia Vale confirmou a presença do director da área de manganês e ligas no voo 447

>> Maria de Fátima Vale - Ia acompanhada pelo marido, Francisco Eudes Mesquita Vale, pelo filho, o empresário Paulo Vale Brito, e pela nora, a psicóloga Luciana Seba

>> Maria Teresa Moreno Marques - Advogada reformada, de 69 anos, viajava com o marido. O casal iria a Paris para comemorar os 72 anos de José Gregório Moreno Marques

>> Mateus Antunes

>> Nelson Marinho - Nelson Marinho seguia para Angola onde trabalhava em uma plataforma de petróleo

>> Octavio Augusto Ceva Antunes - Este Professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) viajava para assistir a uma palestra

>> Patrícia Maria Nazareth Ceva Antunes - A servidora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), era uma das passageiras do voo 447 da Air France. Viajava com o seu marido, Octavio Augusto Ceva Antunes, e com o filho

>> Paulo Vale Brito - O empresário viajou acompanhado pela mulher, a psicóloga Luciana Seba, e dos pais, Maria de Fátima e Francisco Eudes Mesquita Vale

>> Príncipe Pedro Luiz de Orleans e Bragança - A Casa Imperial do Brasil confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, embarcou no voo 447 da Air France. De acordo com informações de Carlos Eduardo Artagão, chanceler do Directório Monárquico do Brasil, o príncipe era formado em administração de empresas e morava no Luxemburgo. Estava no país para visitar os pais

>> Roberto Corrêa Chem - O cirurgião plástico, de 65 anos, era director do banco de peles e chefe do serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Porto Alegre. Ele viajava, juntamente com a mulher e a filha, para a Grécia

>> Sílvio Barbato - O maestro Sílvio Barbato, ex-regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, também ia no voo AF 447 da Air France

>> Simone Jacomo dos Santos Elias - A psicóloga, de 40 anos, trabalhava no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela viajava com duas amigas

>> Solu Wellington Vieira de Sá

>> Sonia Ferreira

>> Sonia Maria Cordeiro Porcaro

>> Tadeu Dias de Moraes - O fiscal, de 65 anos, costumava viajar pelo mundo para ver espetáculos de óperas

>> Valnizia Betzler

>> Vanderleia Carraro

>> Vera Chem - Mulher do cirurgião Roberto Chem, esta mulher, de 63 anos, era psicóloga. Ia com o marido e a filha para a Grécia

>> Veronica Ivanovitch

>> Walter Carrilho Junior

MEMBRO DA TRIPULAÇÃO
>> Lucas Gagliano - O único comissário de bordo brasileiro, que seguia no voo AF 447, morava na França. Lucas ficou no país, durante 15 dias, para o comparecer ao funeral do pai.

Possibilidade de encontrar vítimas é remota.
O director do Departamento de Controlo do Espaço Aéreo brasileiro considerou ser "cada vez mais remota" a possibilidade de encontrar algum sobrevivente do avião da Air France, que desapareceu, no domingo, durante o trajecto Rio de Janeiro-Paris.

"Hoje já fica muito pouco provável encontrar vítimas", afirmou o Brigadeiro Ramon Cardoso, durante conferência de imprensa em Recife.
Segundo o oficial, apesar das más condições meteorológicas hoje na região, as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) continuam o trabalho para fazer o reconhecimento visual de possíveis destroços do Airbus.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Velocidade do avião da Air France não seria a mais adequada.

O Airbus A330 da Air France poderia não estar a voar à velocidade correcta quando se deu o acidente, refere a imprensa francesa desta quinta-feira, sem adiantar se a velocidade estava acima ou abaixo dos limites aconselhados.

Segundo fontes da Força Aérea francesa ao Le Monde, o avião que caiu no Oceano Atlântico na passada segunda-feira não estaria a voar à velocidade certa, o que pode ter sido determinante.

"Um dos possíveis motivos do acidente, embora haja várias incógnitas, é o avião voar a uma velocidade incorreta sobre o Oceano Atlântico, numa zona de forte turbulência", cita o Le Monde desta quinta-feira, não informando, no entanto, se a velocidade estava acima ou abaixo dos limites aconselhados.

O jornal adianta que a Airbus deveria publicar esta quinta-feira uma recomendação a todas as companhias aéreas que utilizam o modelo A330, alertando para a necessidade de manter a potência e a posição correctas para manter o avião em equilíbrio.

Últimas mensagens do voo AF 447 anteviam tragédia.

Um funcionário da Air France revelou as últimas mensagens transmitidas pelo voo AF 447, que acabou por se despenhar no Atlântico. Tudo levava a crer que estava prestes a acontecer uma tragédia. Quatro minutos foram suficientes para que o pior se confirmasse.
Quatro minutos bastaram para que a tragédia se desse. O voo AF 447 da Air France enviou uma mensagem manual à Air France que dava conta dos primeiros problemas. Eram 3h00, em Lisboa. O inevitável estava prestes a acontecer...

A primeira mensagem alertou a companhia aérea francesa de que estava a passar por uma zona de forte turbulência.

Às 3h10, é enviada uma mensagem automática que dizia: "piloto automático desligado". A seguinte dava conta de uma falha eléctrica.

Às 3h12, entraram em colapso dois sistemas.

Às 3h13, surgem duas novas falhas, uma no computador principal e outra no sistema auxiliar para aterragem.

Às 3h14, a Air France recebe a derradeira mensagem: "cabina em velocidade vertical". As causas de todas estas falhas ainda estão por explicar, mas o desfecho, infelizmente, já é do conhecimento público... perderam-se 228 vidas no meio do Atlântico.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Casal fica milionário após erro bancário e coloca-se em fuga.

Imagine que vai ao banco e pede um empréstimo de cerca de 4.400 euros, mas um erro bancário deposita na sua conta 4 milhões e quatrocentos mil euros. O que fazia? Não sabe? Um casal neozelandês soube bem o que fazer... deu corda aos sapatos e encontra-se em parte incerta.

Pediram um empréstimo de 4.400 euros e acabaram por ficar com a conta bastante mais recheada. Um erro bancário tornou um casal neozelandês em milionários acidentais, acrescentado mais uns milhões à conta... coisa pouca, a CNN avança que foram cerca de 4 milhões e 400 mil euros.

Há pessoas com sorte, outras nem tanto. Enquanto os novos milionários se encontram em parte incerta, desde o dia 7 de Maio, dois dias depois de terem recebido o dinheiro. O banco e quem cometeu o erro certamente que não estarão a viver a sua melhor fase.

As autoridades locais, que pediram ajuda à Interpol, ainda não identificaram o casal, o qual pensam já ter deixado o país.

"Neste momento ainda não estamos em condições de revelar a quantia exacta envolvida no erro, bem como o nome ou negócios dos indivíduos, nem sequer o país onde poderão estar", revelou o detective da Polícia Neozelandesa, David Harvey.

Entretanto, o banco revelou que, também, está a fazer de tudo "a nível criminal e judicial" para reaver os milhões empresta(da)dos ao casal.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Novo balanço aponta para 250 mortos.

Um novo balanço do sismo de segunda-feira, na região de Abruzzo, Itália, refere a morte de 250 pessoas.

As buscas de vítimas do sismo que abalou segunda-feira o centro de Itália foram retomadas esta manhã, na cidade de Aquila, na região de Abruzzo, numa altura em que aquela zona continua ainda a sofrer abalos, adiantaram as autoridades locais.

Além das vítimas mortais, há a registar pelo menos 1.500 feridos, dos quais mais de uma centena em estado grave.

Um novo abalo forte foi sentido hoje perto das 06:30 locais (05:30 em Lisboa), segundo testemunhas ouvidas pela France Presse, tendo vários outros ocorrido ao longo de toda a noite.

A maioria das 17 mil pessoas desalojadas refugiaram-se nos campos de tendas instalados nos arredores de Aquila, mas as centenas que não conseguiram ali espaço para pernoitar utilizaram pela terceira noite consecutiva automóveis para dormir.