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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Avião da Air France só se terá partido com impacto na água.

O relatório da comissão francesa encarregue de investigar o acidente do voo AF 447 da Air France defende que o avião que se despenhou no Atlântico não foi destruído no ar.

As buscas pelas caixas negras do A330 deverão prolongar-se até ao próximo dia 10, mas, para já, os peritos apontam para a hipótese de o avião se ter mantido intacto até tocar na água, quando caiu no oceano Atlântico na madrugada de 1 de Junho.

Embora reconheçam ainda estar "longe" de descobrir o que realmente aconteceu ao voo AF 447, com 228 pessoas a bordo, os investigadores franceses apresentaram esta quinta-feira o relatório preliminar sobre o acidente.

No documento, apontam para a hipótese de o avião ter tocado a superfície da água ainda inteiro, com forte aceleração vertical.

A análise dos destroços também não mostrou, até agora, quaisquer sinais de incêndio ou explosão.

O facto de os coletes salva-vidas encontrados não estarem insuflados, conforme o procedimento em caso de aterragem de emergência na água, parece ainda confirmar que tudo aconteceu de forma imprevista.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Primeiros 11 corpos foram identificados.

Já foram identificados 11 dos 50 corpos recuperados do acidente do avião da Air France: 10 são brasileiros e um estrangeiro. Três semanas depois da tragédia, continuam por encontrar as caixas negras que permitiriam explicar o que aconteceu na madrugada de 1 de Junho.

Dos 50 corpos recuperados das águas do Atlântico, três semanas depois da tragédia que atirou o voo AF 447 para o fundo do oceano Atlântico, ao largo do arquipélago Fernando de Noronha, apenas 11 puderam ser, para já, identificados.

De acordo com as autoridades brasileiras, trata-se de cinco homens e cinco mulheres brasileiras e um homem estrangeiro. Por solicitação das famílias, os nomes não serão divulgados.

As 11 identificações foram conseguidas pela análise das impressões digitais e dos dentes.

O trabalho de identificação dos corpos está a ser feito por uma equipa constituida por várias peritos, que comparam a informação fornecida pelos familiares sobre roupa, pertences, tatuagens, características físicas, impressões digitais, dentição, cirurgias médicas, além de exames de ADN, com as características dos cadáveres.

sábado, 20 de junho de 2009

Quando os mortos falam.

O estado dos cadáveres já resgatados do mar dá pistas sobre o que terá acontecido ao voo AF447 sobre o Atlântico.

Ausência de queimaduras na pele, fracturas apenas das pernas e dos braços, hemorragias junto à raiz dos dentes, pulmões sem água. Analisados os sinais particulares que vão ajudar a identificar os corpos recolhidos ao largo do arquipélago de Fernando de Noronha - tatuagens e marcas de acne incluídas -, as atenções dos peritos brasileiros e franceses a trabalhar lado a lado no Instituto de Medicina Legal de Pernambuco, em Recife, têm--se concentrado nos ferimentos sofridos pelas vítimas. Enquanto as caixas negras não forem localizadas, são eles que fornecem as primeiras explicações para a queda do Airbus 330 da Air France que fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris, na madrugada de 1 de Junho.

Se a tarefa ciclópica de determinar as causas do acidente com o AF447 se assemelha a um complicado puzzle - como já comparou o investigador-chefe encarregado do inquérito, Alain Brouillard -, os cadáveres encontrados a boiar no Atlântico são das peças mais importantes. Só do exame do estado dos primeiros 16 corpos resgatados infere-se que o avião não explodiu nem se desintegrou por completo no ar, e que parte da fuselagem chegou ao mar intacta, ainda com passageiros no seu interior. Mais: no momento do embate com a água, as 228 pessoas que seguiam no Airbus já estariam mortas, devido a uma rápida despressurização da cabina.
O que eles dizem

Para começar, a ausência de queimaduras afasta a hipótese da explosão - teoria que se adensou, a certa altura, com a informação nunca confirmada de que haveria dois terroristas islâmicos a bordo.
O mesmo se pode dizer do facto de os corpos terem a sua estrutura óssea quase intacta. Se o avião se tivesse desfeito completamente ainda no ar, as fracturas seriam múltiplas. Nos cadáveres resgatados, elas concentram-se sobretudo nos terços médios das pernas e dos braços.

Ao contrário do que foi avançado nos primeiros dias após a tragédia, quem seguia no voo da Air France não teve tempo para rebobinar a vida. Se é certo que o avião enviou 24 mensagens automáticas ao longo de quatros minutos, assinalando diversas avarias, as duas cadeiras da tripulação que foram encontradas ainda fechadas e com os cintos de segurança abertos indicam que as hospedeiras e os comissários de bordo estariam a dormir noutro local ou a circular pelos corredores, no momento do acidente.
É o estado dos dentes, no entanto, que mais "descanso" dá aos familiares e amigos das vítimas. Ao apresentarem hemorragias junto à raiz, os dentes são um indicador de que a falta de oxigénio deixou os ocupantes do Airbus rapidamente inconscientes, sem tempo de reacção ou dor.

A morte por asfixia e não por afogamento é corroborada pelos pulmões, que não apresentam qualquer vestígio de água.

Enquanto os peritos analisam os corpos e os destroços do avião entretanto resgatados ao mar, continua a corrida contra o tempo para encontrar as caixas negras que deverão estar a 6 mil metros de profundidade. As suas baterias esgotam-se ao fim de um mês, e com elas a esperança de o puzzle alguma vez ser terminado.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Corrida contra o tempo para recuperar caixas negras.

A operação de recolha dos destroços do Airbus A330 da Air France que caiu há duas semanas prossegue, com os esforços concentrados sobretudo nas caixas negras do aparelho, já que daqui a cerca de duas semanas deixarão de emitir sinal, tornando praticamente impossível a sua recuperação.

As equipas envolvidas na recuperação dos destroços voo AF 447 têm cerca de duas semanas para encontrar as caixas negras do avião. Esse é o prazo durante o qual os dispositivos ainda deverão emitir o sinal que pode ajudar e localizá-los. Depois disso, segundo a imprensa brasileira, será praticamente impossível encontrar as caixas negras, única hipótese para perceber o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, 1 de Junho.

Através do sinal que ainda emitem, os aparelhos podem ser encontrados com a ajuda de um navio rebocador que já chegou a Natal, no estado do Rio Grande do Norte e que deverá levar até o local das buscas equipamentos de escuta submarina emprestados pelos Estados Unidos.

Preciosa deverá também ser a ajuda do submarino nuclear francês Émeraude, também equipado com microfones capazes de captar o sinal das caixas negras.

Se forem encontradas, a tarefa de trazê-las à superfície será do minissubmarino Nautile, o mesmo que localizou os destroços do Titanic, na década de 1980.




quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sobe para 28 o número de corpos resgatados.

Enquanto a Marinha brasileira anunciava a recuperação de mais quatro corpos, começavam também a chegar a Fernando Noronha os primeiros cadáveres para os trabalhos de identificação.

Mais quatro corpos de vítimas do acidente do voo 447 foram resgatados, esta terça-feira, segundo a Marinha brasileira, aumentando para 28 o total de corpos retirados da água desde o último fim-de-semana. A informação foi avançada pelo site brasieiro globo.com.

A Fragata Bosísio está na região das buscas e armazena os quatro corpos agora encontrados. Segundo o capitão de fragatas Giucemar Tabosa, assessor de comunicação, estaa embarcação tem capacidade para 20 corpos.

A Fragata Constituição, que foi até as proximidades de Fernando de Noronha, para entregar os primeiros 16 corpos recolhidos, devendo voltar, depois, para a área em que se realizam as buscas.

Dois helicópteros foram buscar os corpos, na manhã desta terça-feira. A primeira aeronave, um Black Hawk, já aterrou no arquipélago, onde devem ser realizados os primeiros trabalhos para identificação dos corpos. Depois, os restos mortais serão encaminhados ao Instituto Médico Legal do Recife. Uma aeronave C-130 deve transportar os corpos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dados cruciais para entender acidente podem estar perdidos.

É possível que nunca venham a ser encontradas as caixas negras do avião da Air France que se despenhou segunda-feira no Atlântico, impossibilitando a recolha de dados cruciais para perceber o acidente do voo AF 447.

As autoridades franceses não estão optimistas quanto à possibildiade de serem encontradas as duas caixas negras do A330 da Air France, peças-chave para entender o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, quando o avião desapareceu dos radares para só ser encontrado terça-feira à noite no Oceano Atlântico.

As caixas negras emitem um sinal mesmo estando submersas, mas, explicaram as autoridades francesas, apenas durante 30 dias e com alcance limitado, pelo que podem nunca vir a ser encontradas.

No local onde foram encontrados os destroços, já se encontra um submarino da marinha francesa. No local, a profundidade do Atlântico é de cerca de 7 quilómetros.

Os primeiros destroços do avião foram localizados a cerca de 650 quilómetros do arquipélago de Fernando de Noronha.

Air France pode divulgar hoje lista oficial passageiros.

A companhia aérea Air France deverá divulgar ainda hoje a lista oficial com os nomes das 228 pessoas a bordo do AF447 desaparecido no oceano Atlântico, na madrugada de segunda-feira, quando seguia entre o Rio de Janeiro e Paris.

No entanto, a companhia adiantou não fazer nenhuma previsão porque a divulgação pública dos nomes só será feita após a autorização de todos os familiares.
Segundo fonte da empresa, a pedido de algumas famílias, nem todos os nomes serão divulgados.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Passaporte caducado salva luso-descendente.

O passaporte vencido do brasileiro luso-descendente João Marcelo Calaça, de 37 anos, impediu-o de embarcar no voo AF 447 da Air France que seguia do Rio de Janeiro para Paris e desapareceu dos radares a 290 milhas da costa brasileira.

"Estou a sentir-me como se tivesse nascido novamente, é o meu segundo nascimento", disse à Lusa João Marcelo Calaça, considerando um "milagre" não ter embarcado naquele voo na noite de domingo.

Um seu companheiro de viagem de nacionalidade norte-americana, também não viajou, para que os dois pudessem partir ao mesmo tempo.

O A330 da Air France, que deveria voar entre o Rio de Janeiro e Paris, desapareceu na madrugada de segunda-feira dos radares. As buscas prosseguem para localizar o aparelho, mas sem esperança de encontrar sobreviventes entre os 228 passageiros a bordo.

Destroços encontrados são do avião da Air France.

Os destroços encontrados esta terça-feira no Oceano Atlântico, ao largo do arquipélago Fernando Noronha, pertencem mesmo ao avião da Air France que estava desaparecido desde a madrugada de segunda-feira.

A confirmação foi feita esta terça-feira à noite, hora de Lisboa, pelo ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, que adiantou também não terem sido encontrados sobreviventes.

O anúncio foi feito depois de o ministro se ter reunido com os familiares e amigos dos cidadãos brasileiros que seguiam a bordo do A330 da Air France, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.

Os destroços foram localizados esta tarde por aviões da Força Aérea brasileira e consistem num banco de avião, pequenos pedaços brancos (não identificados), uma bóia laranja e um tambor, além de vestígios de combustível e óleo.

A confirmação foi possível só mais tarde, com a ajuda de um navio francês.

Os destroços encontrados estão a cerca de 80 quilómetros a este da rota prevista do voo AF 447 e num local em que o oceano tem entre 2 mil a 3 mil metros de profundidade.

O aparelho terá encontrado uma zona de forte turbulência quando contava cerca de três horas de voo. A bordo seguiam 216 passageiros e 12 tripulantes.

O avião tinha quatro anos e tinha sido revisto em Abril deste ano.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Avião desaparece com 228 passageiros a bordo.

Um Airbus da Air France, que fazia a ligação entre o Rio de Janeiro e Paris, desapareceu dos monitores dos radares com 228 pessoas a bordo, nesta segunda-feira, na costa do Brasil, informaram fontes aeroportuárias francesas.O voo AF 447, que desapareceu dos radares, esta segunda-feira de manhã, levava 228 pessoas, sendo que 216 eram passageiros.
A Air France confirmou "estar sem notícias" do voo entre o Rio de Janeiro e Paris, com 216 passageiros e 15 tripulantes a bordo, que desapareceu hoje de manhã dos ecrãs de controlo ao largo da costa brasileira.

A "Air France lamenta anunciar não ter quaisquer notícias sobre o voo AF 447 que efectuava a ligação Rio-Paris com 216 passageiros a bordo e partilha da preocupação das famílias envolvidas", declarou uma porta-voz da companhia aérea francesa.

Um gabinete de crise foi aberto no aeroporto parisiense de Roissy, onde o secretário de Estado dos Transportes francês, Dominique Bussereau, é esperado hoje de manhã.

A maioria dos passageiros do Airbus A330 da Air France é brasileira - 80 dos 216 passageiros a bordo -, sendo 73 franceses e 18 alemães, adiantou o director da Air France no Brasil, Jorge Assunção.

O responsável não confirma a presença de um português no voo AF 447, mas disse haver um angolano.

"A maioria são brasileiros, mas na lista de momento não aparece nenhum passageiro cidadão português", disse Assunção. "Tem um angolano", acrescentou.