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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Avião da Air France só se terá partido com impacto na água.

O relatório da comissão francesa encarregue de investigar o acidente do voo AF 447 da Air France defende que o avião que se despenhou no Atlântico não foi destruído no ar.

As buscas pelas caixas negras do A330 deverão prolongar-se até ao próximo dia 10, mas, para já, os peritos apontam para a hipótese de o avião se ter mantido intacto até tocar na água, quando caiu no oceano Atlântico na madrugada de 1 de Junho.

Embora reconheçam ainda estar "longe" de descobrir o que realmente aconteceu ao voo AF 447, com 228 pessoas a bordo, os investigadores franceses apresentaram esta quinta-feira o relatório preliminar sobre o acidente.

No documento, apontam para a hipótese de o avião ter tocado a superfície da água ainda inteiro, com forte aceleração vertical.

A análise dos destroços também não mostrou, até agora, quaisquer sinais de incêndio ou explosão.

O facto de os coletes salva-vidas encontrados não estarem insuflados, conforme o procedimento em caso de aterragem de emergência na água, parece ainda confirmar que tudo aconteceu de forma imprevista.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Corrida contra o tempo para recuperar caixas negras.

A operação de recolha dos destroços do Airbus A330 da Air France que caiu há duas semanas prossegue, com os esforços concentrados sobretudo nas caixas negras do aparelho, já que daqui a cerca de duas semanas deixarão de emitir sinal, tornando praticamente impossível a sua recuperação.

As equipas envolvidas na recuperação dos destroços voo AF 447 têm cerca de duas semanas para encontrar as caixas negras do avião. Esse é o prazo durante o qual os dispositivos ainda deverão emitir o sinal que pode ajudar e localizá-los. Depois disso, segundo a imprensa brasileira, será praticamente impossível encontrar as caixas negras, única hipótese para perceber o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, 1 de Junho.

Através do sinal que ainda emitem, os aparelhos podem ser encontrados com a ajuda de um navio rebocador que já chegou a Natal, no estado do Rio Grande do Norte e que deverá levar até o local das buscas equipamentos de escuta submarina emprestados pelos Estados Unidos.

Preciosa deverá também ser a ajuda do submarino nuclear francês Émeraude, também equipado com microfones capazes de captar o sinal das caixas negras.

Se forem encontradas, a tarefa de trazê-las à superfície será do minissubmarino Nautile, o mesmo que localizou os destroços do Titanic, na década de 1980.




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dados cruciais para entender acidente podem estar perdidos.

É possível que nunca venham a ser encontradas as caixas negras do avião da Air France que se despenhou segunda-feira no Atlântico, impossibilitando a recolha de dados cruciais para perceber o acidente do voo AF 447.

As autoridades franceses não estão optimistas quanto à possibildiade de serem encontradas as duas caixas negras do A330 da Air France, peças-chave para entender o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, quando o avião desapareceu dos radares para só ser encontrado terça-feira à noite no Oceano Atlântico.

As caixas negras emitem um sinal mesmo estando submersas, mas, explicaram as autoridades francesas, apenas durante 30 dias e com alcance limitado, pelo que podem nunca vir a ser encontradas.

No local onde foram encontrados os destroços, já se encontra um submarino da marinha francesa. No local, a profundidade do Atlântico é de cerca de 7 quilómetros.

Os primeiros destroços do avião foram localizados a cerca de 650 quilómetros do arquipélago de Fernando de Noronha.

Air France pode divulgar hoje lista oficial passageiros.

A companhia aérea Air France deverá divulgar ainda hoje a lista oficial com os nomes das 228 pessoas a bordo do AF447 desaparecido no oceano Atlântico, na madrugada de segunda-feira, quando seguia entre o Rio de Janeiro e Paris.

No entanto, a companhia adiantou não fazer nenhuma previsão porque a divulgação pública dos nomes só será feita após a autorização de todos os familiares.
Segundo fonte da empresa, a pedido de algumas famílias, nem todos os nomes serão divulgados.