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domingo, 16 de agosto de 2009

Darfur em destaque no Google Earth.

O Google Earth passa a contar com uma nova camada que mostra os efeitos da violência na região de Darfur, no Sudão.
A iniciativa é do Museu norte-americano do Holocausto e visa documentar a violência e as consequências dos ataques às aldeias no Darfur. O projecto foi criado para mostrar ao mundo a evolução dos conflitos naquela região, através dos mapas do Google Earth.

Na camada é possível identificar mais de 3300 aldeias destruídas, número que se revelou bem superior ao que foi avançado em 2007, quando a tragédia na região começou a chamar a atenção do resto do mundo.
O utilizador poderá ter acesso à informação por períodos, através do histórico, ou acompanhar o antes e o depois dos ataques às populações.

Além das imagens de satélite da Google, este novo nível de informação inclui vídeos e fotografias captadas por pessoas que estiveram na região em missões humanitárias.
Várias organizações não-governamentais tinham já destacado a importância do Google Earth como ferramenta que permite dar a conhecer os efeitos da guerra em várias zonas do globo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Jornalista arrisca 40 chicotadas por ter vestido calças.

Uma jornalista sudanesa acusada de andar vestida de forma "indecente" - com calças - pode vir a ser condenada a 40 chicotadas, se for condenada por crime contra a ordem e moral pública no Sudão.

Lubna Ahmed al-Hussein, que publica textos regularmente no jornal de esquerda Al-Sahafa e também trabalha para a Missão das Nações Unidas no Sudão, foi presa no início de Julho em Cartum, a capital do país, quando se encontrava no interior de um restaurante.

Os polícias pediram a todas as mulheres vestidas com calças para os acompanharem e, dois dias mais tarde, dez das 13 foram convocadas pela esquadra do centro da cidade onde tiveram de se deslocar para levar 10 chicotadas cada uma, disse a jornalista.

As outras três mulheres, entre elas Lubna Ahmed al-Hussein, foram acusadas de violar o artigo 152 do código penal sudanês, que prevê uma pena de 40 chicotadas para quem cometa um acto indecente, viole a moral pública ou vista roupas indecentes.

Contrariamente a outros países da região, as mulheres estão muito presentes na vida pública do Sudão, país maioritariamente muçulmano, mas algumas leis continuam a ser descriminatórias, denunciam as organizações de defesa dos Direitos do Homem.