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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cirurgião condenado a um ano de prisão por lipoaspiração que matou ex-primeira-dama da Nigéria.

O cirurgião espanhol que fez uma lipoaspiração à antiga primeira-dama da Nigéria Stella Obasanjo, que faleceu depois da intervenção em 2005, foi condenado segunda-feira a um ano de prisão por homicídio involuntário.

Stella Obasanjo, de 59 anos, recuperava de uma banal lipo-aspiração numa clínica de uma estância balnear de Marbella quando o seu estado de saúde se agravou dias mais tarde. Perdeu a consciência e os médicos não conseguiram reanimá-la.

Um tribunal de Málaga condenou ainda o médico a três anos de interdição do exercício da sua actividade e a indemnizar os filhos de Stella Obasanjo em 120 mil euros.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Octogenária detida pela 61ª vez.

Uma americana de 86 anos foi detida pela 61ª vez, depois de tentar roubar uma loja. Ella Orko já conta com 13 condenações, tendo sido detida, pela primeira vez, em 1956.

Ella Orko, de 86 anos, foi detida no último domingo, em Chicago, pela 61ª vez. A polícia apanhou esta americana a tentar roubar vários artigos de uma loja, de acordo com a Fox.

De entre a longa lista de objectos que tentou furtar, a polícia encontrou: cinco embalagens de salmão, 11 pacotes de pilhas, produtos anti-rugas, embalagens de creme para o rosto e quatro frascos de café instantâneo.

Esta octogenária optou por esconder os produtos debaixo da roupa e foi apanhada quando tentava sair da loja sem pagar. Ella Orko foi detida, pela primeira vez, em 1956 e já tem 13 condenações por roubo no seu cadastro.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Seropositivo condenado a prisão por ter relações sexuais desprotegidas.

O Tribunal de Wuerzburg, na Baviera, condenou, esta quarta-feira, a oito anos de prisão um seropositivo que teve relações sexuais com três mulheres, sem lhes dizer que tinha contraído o vírus da SIDA e sem usar preservativo.

O juiz deu como provado o crime de ofensas corporais e também o crime de grave abuso sexual de menor, porque umas das vítimas tinha na altura apenas 13 anos.

As três mulheres - uma doméstica, uma cabeleireira e uma aluna - não ficaram infectadas com o vírus HIV, mas o tribunal considerou circunstância agravante o facto de o arguido ser reincidente.

Em 2007 foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão por delito idêntico cometido sobre seis mulheres.

Esta pena foi incluída na pena de oito anos agora aplicada, proferida em cúmulo jurídico.

O Ministério Público tinha requerido 10 anos de prisão e a defesa seis anos e seis meses.

Simultaneamente, o tribunal considerou circunstância atenuante o facto de o arguido, de 41 anos e natural do Quénia, "estar marcado pelos hábitos do seu país de origem". O indivíduo já cumpriu quatro anos de prisão.

Os casos agora julgados passaram-se em 2004 e o réu admitiu a culpa, mas negou ter violado a jovem de 13 anos e alegou desconhecer a idade da menor.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Jornalista arrisca 40 chicotadas por ter vestido calças.

Uma jornalista sudanesa acusada de andar vestida de forma "indecente" - com calças - pode vir a ser condenada a 40 chicotadas, se for condenada por crime contra a ordem e moral pública no Sudão.

Lubna Ahmed al-Hussein, que publica textos regularmente no jornal de esquerda Al-Sahafa e também trabalha para a Missão das Nações Unidas no Sudão, foi presa no início de Julho em Cartum, a capital do país, quando se encontrava no interior de um restaurante.

Os polícias pediram a todas as mulheres vestidas com calças para os acompanharem e, dois dias mais tarde, dez das 13 foram convocadas pela esquadra do centro da cidade onde tiveram de se deslocar para levar 10 chicotadas cada uma, disse a jornalista.

As outras três mulheres, entre elas Lubna Ahmed al-Hussein, foram acusadas de violar o artigo 152 do código penal sudanês, que prevê uma pena de 40 chicotadas para quem cometa um acto indecente, viole a moral pública ou vista roupas indecentes.

Contrariamente a outros países da região, as mulheres estão muito presentes na vida pública do Sudão, país maioritariamente muçulmano, mas algumas leis continuam a ser descriminatórias, denunciam as organizações de defesa dos Direitos do Homem.

domingo, 14 de junho de 2009

Como não deixar passar uma ambulância pode dar prisão.

Uma jovem britânica de 20 anos foi condenada a cinco meses de prisão por ter deliberadamente e repetidamente, de acordo com o tribunal, bloqueado a passagem de uma ambulância que transportava um doente em estado crítico.

Um tribunal britâninco considerou a condução de Annika Avery "nojenta e perigosa" e o seu comportamento "imbecil" depois de ouvir o testemunho que acusava a jovem de abrandar para impedir a passagem de uma ambulância, que circulava com as sirenes ligadas.

A única explicação para o seu comportamento avançada em tribunal foi a de que Avery estaria sobre stress, na altura do incidente, relata a BBC.

O condutor da ambulância relata que a jovem lhe impediu a passagem e que ainda se riu e fez gestos obscenos.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mãe condenada a prisão por esbofetear o filho.

Um puxão de orelhas e uma bofetada deixaram a criança a sangrar do nariz. O caso acabou em tribunal e a mãe foi condenada a 67 dias de prisão, além da proibição de se aproximar do filho.

Uma mãe foi condenada a 67 dias de prisão e ficou proibida de se aproximar do filho de doze anos, durante um ano, por lhe ter dar uma bofetada e puxado a orelha.

A agressão aconteceu na sequência de uma discussão sobre os trabalhos de casa da criança, que foi referida no processo como "difícil" e "desobediente". A mãe acabou por puxá-lo pela orelha e dar-lhe uma bofetada, que levou o filho a bater com a cabeça no lavatório, acabando por ficar a sangrar do nariz.

Contudo, a mãe da criança não irá cumprir a sentença graças ao indulto (forma de extinção da punibilidade, com acto de clemência do Poder Público). A mulher, residente em Jáen , Espanha, fica apenas obrigada a não cometer qualquer delito nos próximos anos, sob pena de acabar por ter de cumprir o tempo de prisão que lhe estava destinado.

O advogado da mãe, Ignacio Amor, considera que o indulto era "a medida que todos esperavam", uma vez que aquela condenação era um acontecimento "raríssimo". No entanto, o advogado frisa que esta história "dá lugar a que se volte a pensar em rever a lei".