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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Jornalista despe-se e pede beijo a George Clooney.

O episódio aconteceu durante uma conferência de imprensa no Festival de Veneza: De boxers e gravata, um jornalista italiano declarou-se a George Clooney.
E se numa conferência de imprensa um jornalista se despisse e dissesse para todo o mundo ouvir: "Sou gay. Beija-me, estou apaixonado por ti!". Foi precisamente isto que aconteceu ao actor George Clooney , durante a apresentação do seu mais recente filme no Festival de Veneza .

Com o microfone em punho, o jornalista italiano, que trabalha num programa humorístico de televisão, tirou a roupa até ficar só de boxers e gravata. Clooney manteve a boa-disposição, deixando os seguranças vacilantes entre expulsar o homem da sala ou continuar a conferência sem fazer do episódio um escândalo.

Com um largo sorriso, o actor demonstrou já estar habituado a estas abordagens. "Não é a primeira vez", disse. "É uma chatice quando tentamos a nossa grande oportunidade e não conseguimos. Seja como for, foi uma bela tentativa". O actor rematou ainda: "Mas a gravata assenta-lhe bem".

George Clooney está em Veneza para promover o filme "The Man Who Stare at Goats ".

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Jornalista arrisca 40 chicotadas por ter vestido calças.

Uma jornalista sudanesa acusada de andar vestida de forma "indecente" - com calças - pode vir a ser condenada a 40 chicotadas, se for condenada por crime contra a ordem e moral pública no Sudão.

Lubna Ahmed al-Hussein, que publica textos regularmente no jornal de esquerda Al-Sahafa e também trabalha para a Missão das Nações Unidas no Sudão, foi presa no início de Julho em Cartum, a capital do país, quando se encontrava no interior de um restaurante.

Os polícias pediram a todas as mulheres vestidas com calças para os acompanharem e, dois dias mais tarde, dez das 13 foram convocadas pela esquadra do centro da cidade onde tiveram de se deslocar para levar 10 chicotadas cada uma, disse a jornalista.

As outras três mulheres, entre elas Lubna Ahmed al-Hussein, foram acusadas de violar o artigo 152 do código penal sudanês, que prevê uma pena de 40 chicotadas para quem cometa um acto indecente, viole a moral pública ou vista roupas indecentes.

Contrariamente a outros países da região, as mulheres estão muito presentes na vida pública do Sudão, país maioritariamente muçulmano, mas algumas leis continuam a ser descriminatórias, denunciam as organizações de defesa dos Direitos do Homem.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Obama interrompe entrevista para matar uma mosca.

A entrevista da CNBC podia ser apenas mais uma com o Presidente norte-americano não fosse o momento divertido protagonizado por Barack Obama, que se fartou de ter uma mosca a rondá-lo, esperou o momento certo e matou o insecto, provocando gargalhadas no estúdio.

O anfitrião John Harwood já a tinha classificado como a "mosca mais persistente". O que o jornalista não sabia é que a mesma qualidade tem, ficou provado, o Presidente norte-americano. Começou por pedir desculpa ao entrevistador por interromper a conversa para enxotar o inoportuno insecto e depois esperou que aquele poisasse na sua mão. Quando o fez, matou-o com um golpe.

Perante as gargalhadas no estúdio, Obama ainda declarou, divertido e vitorioso: "Foi bastante impressionante, não foi?"

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Estar sentado muito perto da televisão prejudica os olhos?

Foi há mais de 70 anos que os aparelhos de televisão começaram a ser vendidos, e há alguma coisa que me diz que foi igualmente ao mesmo tempo que uma mãe cautelosa, ao reparar que um filho ou filha se pespegavam embasbacados em frente da nova invenção, dizia bruscamente as palavras que as crianças cresceram a ouvir dizer desde então: "Afasta-te do ecrã. Vais dar cabo dos olhos!" Alguma pequena diferença entre essa altura e agora?

Hoje os cientistas podem dizer com toda a certeza que o aviso é falso. Antes de 1950, os aparelhos de televisão emitiam níveis de radiação que, após exposição repetida e alargada, podiam ter um maior risco de problemas de olhos nalgumas pessoas.

Vários estudos levados a cabo antes de 1970 mostraram que os níveis de radiação emitidos pelas televisões eram perigosamente altos. Alguns até emitiam raios X. Uma pequena percentagem estava até acima do limite recomendado de cerca de 0,5 milirems por hora.

Mas as televisões modernas são máquinas bastante diferentes. Não só são feitas com melhores protecções, também usam voltagem mais baixa, por isso a radiação já não é um problema. Segundo alguns estudos, a dose de radiação média sofrida por uma pessoa que vê televisão regularmente e se senta a poucos metros do aparelho é de cerca de 1 milirem durante um ano - cerca de um décimo da quantidade de radiação que se sofre com uma única radiografia ao tórax.

"Isto não são histórias da avozinha, é uma história de tecnologia antiga", observou Norman Saffra, o director de oftalmologia do Maimonides Medical Center, em Nova Iorque. "No mundo onde viveram e cresceram as nossas avós, era uma recomendação apropriada".

Mas essa época já passou. Sinta-se à vontade para se sentar tão perto da televisão quanto queira - quer seja para ver melhor aqueles médicos fantásticos de 'Anatomia de Grey' quer para testar a teoria que, se se sentar suficientemente perto, será transportado lá para dentro.

Tenha em mente, porém, que apesar de a concentração num ecrã durante horas a fio possa não causar cegueira, pode dar tensão ocular. Manter a sala razoavelmente iluminada enquanto a televisão está acesa e tirar os olhos do ecrã de vez em quando pode ajudar a prevenir isto.

Os pais também deverão estar atentos à criança que se arrasta furtivamente para mais próximo do ecrã. Claro que não é pela radiação, mas porque é um sinal de que o seu filho poderá precisar de óculos.

Um repórter de ciência e saúde.
Anahad O'Connor, de 27 anos de idade, nasceu e vive em Nova Iorque, licenciou-se em psicologia pela Universidade de Yale e é repórter do The New York Times desde 2003, cobrindo nomeadamente as áreas da ciência e da saúde. Tem ainda uma coluna semanal no mesmo jornal, a "Really?", que sai à terça-feira na secção Science Times. Quem quiser pode pôr-lhe qualquer questão sobre saúde. Basta enviar um mail para sctimes@nytimes.com e esperar pela resposta. O próprio repórter faz um apelo aos leitores do seu livro para lhe enviarem "uma pergunta persistente sobre saúde que tem andado a incomodá-lo e que gostaria de ver respondida".

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um mês com o salário mínimo.


Reportagem: Crónicas de um jornalista em apuros.

Com o novo ano, o salário mínimo subiu para os 450 euros. O repórter do Expresso Hugo Franco vai contar diariamente como é viver com este dinheiro. Não é comum o jornalista tornar-se notícia. Mas abrimos uma excepção...

Viver com 450 euros
O ano novo começou com uma boa nova. O salário mínimo subiu para os 450 euros. Mas será mesmo uma 'boa nova'?

Esta semana, em vez de relatar as minhas desventuras com o salário mínimo, conto os casos mais duros e reais que recebo todos os dias no meu e-mail.

A família de Andreia sobreviveu durante anos com o salário mínimo da sua mãe. O seu pai (professor) tinha ficado no desemprego. Viviam numa casa alugada. A renda e os custos fixos da habitação perfaziam quase todo o dinheiro que tinham disponível por mês. "Só compravamos marcas brancas e só podíamos gastar à volta de 10€ por semana no supermercado. Absolutamente nunca fomos comer fora."

Durante esses anos negros, em casa de Andreia não se comeu queijo e fiambre, e o pão só levava manteiga. "Só bebíamos água. Comprar um pacote de sumo seria um luxo". As refeições eram "obviamente" muito simples. "O facto de se comprar bacalhau no Natal era uma despesa tão grande que tirava parte da alegria da quadra".

Andreia recorda que na escola foi obrigada a estudar sempre com livros cedidos por pessoas de outros anos. Ela não podia ir às visitas de estudo porque era uma despesa extra muito elevada, e até as sapatilhas da ginástica eram emprestadas. "Felizmente na escola deram-nos o subsídio escolar que dava direito a refeições e ao passe social."

Os seus pais, por exemplo, tinham de percorrer grandes distâncias a pé para poupar o dinheiro do passe.

À hora de almoço na cantina, Andreia guardava sempre o pão e o iogurte para comer ao lanche.

Durante esses anos ninguém da sua família comprou roupa nova, ou foi ao cinema. Também não podiam ir de férias. "Só andei de táxi uma vez quando estava muito doente e tive de ir às urgências. Não se podia sequer sonhar em comprar um carro... aliás, o orçamento não permitia sequer comprar um chocolate na rua se nos apetecesse! Nessa altura viajar em transportes públicos já era um luxo."

Andreia não tem dúvidas: para uma família sobreviver com um salário mínimo não chega ser cauteloso nos gastos: "É necessário abdicar de quase tudo o que as pessoas consideram essencial, como ir ao dentista, comprar um lanche na rua quando não se almoçou, um medicamento receitado por um médico".

"Felizmente sempre conseguimos viver com dignidade e sem contrair dívidas, e as coisas acabaram por melhorar e assim continuam. Mas foi sem dúvida uma experiência que marcou o meu crescimento e me tornou uma pessoa muito mais alerta e sensível em relação às injustiças sociais, e ao esforço sobrehumano que certas mães e pais fazem para sustentar uma família à base de quase nada".