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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Recusada indemnização de 70 milhões dólares exigidos por Dan Rather à CBS.

Um tribunal de recurso do Estado de Nova Iorque recusou na terça-feira o pedido de 70 milhões de dólares de indemnização do famoso jornalista Dan Rather à cadeia televisiva CBS de onde fora forçado a demitir-se.

Rather, de 77 anos, iniciou a sua luta judicial contra a CBS, em 2007, quando a acusou de o ter feito bode expiatório para tentar acalmar a Casa Branca, após uma notícia polémica que divulgou sobre o então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Em Setembro de 2004, em plena campanha eleitoral, Dan Rather divulgou uma notícia que assegurava que George W. Bush, quando jovem, tinha utilizado a influência do pai, o antigo Presidente George H. W. Bush, para encurtar o seu serviço militar.

Segundo o prestigiado 'anchorman', a CBS reduziu consideravelmente, a partir de Setembro de 2004, a quantidade e importância de serviços que lhe eram atribuídos, como castigo para apaziguar as relações com a Casa Branca.

Além disso, foi diminuída a sua participação no programa '60 minutes', de que era um dos principais responsáveis e em Março de 2005 forçaram-no a renunciar ao lugar apresentador do telejornal CBS Evening News, à frente do qual estava havia 24 anos.

Por tudo isso, Dan Rather, que no total trabalhou 44 anos na CBS, reclamava 20 milhões de dólares de indemnização e 50 milhões como multa.

O tribunal de Nova Iorque considerou na terça-feira que a exigência de Rather carecia de fundamento, uma vez que a CBS não terá violado o seu contrato com o jornalista, já que lhe manteve o salário de seis milhões de dólares anuais.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cirurgião condenado a um ano de prisão por lipoaspiração que matou ex-primeira-dama da Nigéria.

O cirurgião espanhol que fez uma lipoaspiração à antiga primeira-dama da Nigéria Stella Obasanjo, que faleceu depois da intervenção em 2005, foi condenado segunda-feira a um ano de prisão por homicídio involuntário.

Stella Obasanjo, de 59 anos, recuperava de uma banal lipo-aspiração numa clínica de uma estância balnear de Marbella quando o seu estado de saúde se agravou dias mais tarde. Perdeu a consciência e os médicos não conseguiram reanimá-la.

Um tribunal de Málaga condenou ainda o médico a três anos de interdição do exercício da sua actividade e a indemnizar os filhos de Stella Obasanjo em 120 mil euros.

domingo, 6 de setembro de 2009

Mulher acusada de escravidão infantil aguarda julgamento.

Uma britânica de 63 anos é acusada de ter obrigado três crianças a trabalhar cerca de 20 horas por dia, em condições desumanas.

A acusação garante que Mercedes Farquharson impediu as três meninas, que não são suas filhas biológicas, de ir à escola ou ter amigos e obrigou-as a trabalhar em duras condições, na sua casa em Monroe, Carolina do Norte, EUA.

Segundo a Sky News, a mulher britânica é acusada de violência sobre as três crianças se estas se recusassem a trabalhar. A escravidão terá começado aos 7 anos e os trabalhos incluiam cuidar de dezenas de animais, como galinhas, cães e ovelhas.

Uma das meninas é filha adoptiva da suspeita, enquanto as outras duas, sem serem adoptadas, estavam com Mercedes Farquharson desde os anos 90.

As raparigas foram resgatadas em 2005, na sequência de denúncias dos vizinhos. Acusada formalmente em 2006, Farquharson fugiu à justiça e só foi encontrada em Julho deste ano. Encontra-se actualmente detida, aguardando julgamento.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rapariga de 13 anos quer dar a volta ao mundo num veleiro sozinha, tribunal pode travá-la.

Ela tem um olhar determinado, de quem está habituada a enfrentar o sopro salgado dos ventos marinhos. Mas tem só 13 anos. Por isso, os serviços sociais holandeses podem atar-lhe bem forte a terra as amarras do seu sonho: tornar-se o mais jovem marinheiro a dar uma volta ao mundo sozinha, só ela e o seu barco. A decisão é anunciada sexta-feira.

Dick Dekker, o pai de Laura, apoia o sonho da filha. Por isso, um juiz do tribunal de menores de Utrecht poderá decidir retirar-lhe a ele e à mãe de Laura a autoridade parental. “A menina poderá ser colocada fora do lar familiar”, disse Paul van Daalen, um porta-voz do tribunal, citado pela agência noticiosa AFP.

A viagem é demasiado perigosa para alguém tão jovem — foi essa a ideia em mente dos funcionários dos serviços sociais holandeses que iniciaram o processo para travar a viagem de Laura Dekker, que devia iniciar-se em Setembro — quando ela fizer 14 anos.

O pai de Laura já tinha feito um pedido de autorização à autarca da sua comuna para ela não frequentar as aulas na escola durante dois anos — que foi recusado, e alertou o Conselho Holandês para a Protecção das Crianças, adianta a CNN.

Mas se as autoridades holandesas lhe recusarem a partida, Laura Dekker, que começou a velejar aos seis anos, tem uma possível arma secreta: como nasceu ao largo da Nova Zelândia, pode tentar pedir um passaporte neozelandês e iniciar a sua viagem de circumnavegação a partir da Nova Zelândia. Pretende fazê-lo num veleiro a que chamou Guppy (o nome de um peixinho de aquário, do qual os cientistas também gostam muito para fazer experiências), que é um Herley 800 de 8,3 metros.

“Sou muito independente”.

Não é que Laura Dekker não tenha experiência como velejadora solitária: aos onze anos, passou o Verão a navegar sozinha, durante sete semanas, contam os jornais holandeses, citados pela AFP. Ela garante ter as competências técnicas necessárias para um tal desafio.

“Depende muito da educação e do carácter. Eu sou muito independente”, diz a rapariga de cabelos louros e lisos, franzina. “E quero fazer isto muito jovem, para quebrar o recorde” do velejador mais jovem, diz.

Os pais confiam nela, e acabaram por ser convencidos pela sua ideia.

“Ela estava sempre a voltar ao assunto, acabámos por lhe dizer que poderia ir se conseguisse organizar tudo. Para minha grande surpresa, ela despachou tudo num instante”, contou o pai, Dick Dekker, ao jornal regional De Gelderlander, mais uma vez citado pela AFP. Laura tenciona continuar a estudar via Internet e manter-se em contacto com os pais por telefone satélite.

“Sabemos bem que é uma aventura perigosa. Não deixaríamos que a nossa filha se metesse numa tal aventura se não tivesse todas as capacidades para se desenvencilhar”, diz ainda o pai, que se arrisca a perder a palavra sobre o que será a vida da filha, pelo menos durante algum tempo, se o tribunal assim o decidir.

domingo, 16 de agosto de 2009

Inglês expõe ex-namorada nua no Facebook.

Um inglês de 25 anos publicou 57 fotografias da ex-namorada nua no Facebook. A brincadeira vai custar-lhe quase 500 euros.
David Reynolds criou um perfil falso no Facebook onde criou um álbum carinhosamente entitulado "Bitch" ("vadia"), com as fotografias da antiga namorada e tags que a identificavam nas imagens e permitiam que todos os amigos acedessem ao "acervo".
Depois de publicar online a colecção de 57 imagens, o rapaz enviou à "ex" uma mensagem em jeito de convite: "Já verificaste o Facebook? Diverte-te", terá escrito David.

Em tribunal foi acusado de enviar mensagens electrónicas indecentes e condenado ao pagamento de uma indemnização à rapariga, no valor de 250 libras (cerca de 290 euros) e uma multa de 100 libras (o equivalente a 116 euros), a somar às custas do processo (75 libras, 87 euros), que também serão suportadas por David.
No fim das contas, são cerca de 494 euros que vai gastar por ciúme: o réu andava desconfiado de que a namorada o traía, alegou a defesa.
A advogada de acusação utilizou o argumento de que a "vingança" de David deixou a vítima "perturbada e irritada", tendo ficado "preocupada com o seu trabalho".
"Ela recebeu diversas mensagens de pessoas que a conheciam e que tinham visto as fotografias", sustentou a advogada, isto "foi motivo de grande stress para ela", acrescentou.

Os advogados de David admitiram que o comportamento do jovem foi semelhante "ao de um rapaz de seis ou sete anos" e que "deveria ter imaginado" a gravidade dos seus actos.

Quadraplégico autorizado a morrer de fome.

Um tribunal australiano decidiu que um homem quadraplégico tem o direito de recusar água e comida e pode ser-lhe permitido morrer. Uma deliberação rara que está a incendiar os ânimos.

A decisão do tribunal australiano implica que a instituição onde Christian Rossiter está internado desde Novembro 2008 não pode ser processada criminalmente por permitir a morte do seu paciente.
"Estou feliz por ter conquistado o meu direito a morrer", congratulou-se Rossiter, 49 anos, quando soube da sentença, proferida na última sexta-feira.

O doente acrescenta, no entanto, a intenção de falar com um médico antes de avançar com a decisão de morrer.

A lei australiana dá aos doentes o direito a recusar tratamento, mas ajudar alguém a cometer suicídio é crime.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Seropositivo condenado a prisão por ter relações sexuais desprotegidas.

O Tribunal de Wuerzburg, na Baviera, condenou, esta quarta-feira, a oito anos de prisão um seropositivo que teve relações sexuais com três mulheres, sem lhes dizer que tinha contraído o vírus da SIDA e sem usar preservativo.

O juiz deu como provado o crime de ofensas corporais e também o crime de grave abuso sexual de menor, porque umas das vítimas tinha na altura apenas 13 anos.

As três mulheres - uma doméstica, uma cabeleireira e uma aluna - não ficaram infectadas com o vírus HIV, mas o tribunal considerou circunstância agravante o facto de o arguido ser reincidente.

Em 2007 foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão por delito idêntico cometido sobre seis mulheres.

Esta pena foi incluída na pena de oito anos agora aplicada, proferida em cúmulo jurídico.

O Ministério Público tinha requerido 10 anos de prisão e a defesa seis anos e seis meses.

Simultaneamente, o tribunal considerou circunstância atenuante o facto de o arguido, de 41 anos e natural do Quénia, "estar marcado pelos hábitos do seu país de origem". O indivíduo já cumpriu quatro anos de prisão.

Os casos agora julgados passaram-se em 2004 e o réu admitiu a culpa, mas negou ter violado a jovem de 13 anos e alegou desconhecer a idade da menor.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

'Sósia' de Bin Laden processa chefe por discriminação.

Tariq Dost, um homem extremamente parecido com Osama Bin Laden, vai processar o seu chefe, alegando discriminação racial e religiosa. Parece que, em 2007, Darren Yates não parava de fazer comentários maldosos e excessivos. Agora, Tariq chateou-se de vez e resolveu levar a situação até instâncias superiores.

Tariq Dost, um polícia muito parecido com Bin Laden, tem sido alvo de discriminação precisamente por esse facto... ter muitas semelhanças físicas com o terrorista. Farto de ser gozado e menosprezado pelo seu superior, Tariq resolveu ir mais longe e entrou com um processo no tribunal de Birmingham contra Darren Yates.

As acusações de discriminação racial e religiosa remontam a 2007, ano em que Tariq não parava de ser chateado pelo seu chefe, segundo o jornal inglês "Daily Mail".

"Eu acredito que ele se sentiu desconfortável comigo por causa da minha aparência", afirmou Tariq, alegando sentir-se ofendido, humilhado e discriminado.

O polícia chegou a queixar-se aos seus superiores, no entanto, Darren não levou mais do que meras advertências, a maior delas por escrito. Já Tariq obteve um tratamente diferente... quando acusado por Yates de ter gozado com o seu desempenho sexual, o sósia de Bin Laden foi alvo de um processo disciplinar, no qual foi declarado culpado, mesmo dizendo que é inocente das acusações e viu-se obrigado a pagar uma multa de cerca de 3.500 euros.

As picardias mantiveram-se e, agora, Tariq decidiu levá-la para instâncias superiores.

sábado, 20 de junho de 2009

Americana condenada a pagar 1,3 milhões por pirataria de música.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um tribunal do Estado de Minnesota decretou uma sentença por causa da partilha ilegal de ficheiros de música na Internet

Jammie Thomas-Rasset foi acusada de violação de direitos de autor por ter partilhado ficheiros digitais de 24 canções de artistas como Sheryl Crow e Green Day, tendo sido condenada a pagar 1,3 milhões de euros à indústria discográfica.

O Presidente da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), Eduardo Simões, considera que é "satisfatório" o facto da justiça norte-americana se ter interessado por uma questão de violação de direitos de propriedade intelectual.

domingo, 14 de junho de 2009

Como não deixar passar uma ambulância pode dar prisão.

Uma jovem britânica de 20 anos foi condenada a cinco meses de prisão por ter deliberadamente e repetidamente, de acordo com o tribunal, bloqueado a passagem de uma ambulância que transportava um doente em estado crítico.

Um tribunal britâninco considerou a condução de Annika Avery "nojenta e perigosa" e o seu comportamento "imbecil" depois de ouvir o testemunho que acusava a jovem de abrandar para impedir a passagem de uma ambulância, que circulava com as sirenes ligadas.

A única explicação para o seu comportamento avançada em tribunal foi a de que Avery estaria sobre stress, na altura do incidente, relata a BBC.

O condutor da ambulância relata que a jovem lhe impediu a passagem e que ainda se riu e fez gestos obscenos.

domingo, 7 de junho de 2009

Homem foi detido pela 153ª vez em 25 anos.

Um americano cometeu a proeza de ter sido detido pela 153ª vez... em 25 anos. Paul Baldwin, que foi preso uma semana depois de ter estado um ano na cadeia, vai novamente a tribunal já no dia 16 de Junho.

O jornal Fosters Daily Democrat conta a história deste norte-americano, que parece não aprender a lição. Paul Baldwin foi preso pela 153ª vez no último domingo, em Portsmouth, uma semana depois de ter passado um ano na cadeia por roubar uma cerveja.

Desta vez, Baldwin, 49 anos, foi detido sob acusação de agressão. A promotora Rena DiLando diz que Baldwin é um perigo para a comunidade, algo perfeitamente compreensível pelo seu cadastro criminal.

Este norte-americano, que foi preso pela primeira vez em 1984, irá regressar a tribunal no dia 16 de junho.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dona de bordel de luxo ganha em tribunal contra vizinhos.

A dona do bordel berlinense "Salon Prestige", Kerstin Berghauser, impôs-se quarta-feira nos tribunais contra a vizinhança do bairro abastado de Charlottemburg, em Berlim, que pretendia encerrar o seu estabelecimento por estar num edifício de apartamentos para habitação.

A audiência administrativa de Berlim decidiu a favor do recurso apresentado por Berghauer contra a ordem de encerramento do seu bordel, emitida pelas autoridades desse distrito berlinense.

A ordem visava encerrar o bordel de luxo, onde trabalham 30 prostitutas, considerando os vizinhos que tal actividade não é compatível com um edifício destinado a habitação.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Mãe condenada por assédio telefónico.

Tribunal austríaco condena mulher de 73 anos por assédio. O crime cometido foi ter telefonado ao filho 49 vezes no mesmo dia.

O filho de uma austríaca de 73 ano, cansado dos constantes e imparáveis telefonemas da mãe, cujo nome não foi revelado, fez queixa à justiça do seu país, alegando que a progenitora lhe chegava a ligar 49 vezes num só dia.

Ontem, um tribunal da província de Carintia (a sul de Viena), mostrou-se indiferente aos argumentos e ao sentimento de abandono vivido pela septuagenária, e condenou-a ao pagamento de uma multa de 360 euros, por assédio ao filho.

Inconformada com a decisão do juiz, a senhora, disse ao diário "Kleine Zeitung": "Só queria falar com o meu filho. Nunca vi o meu neto e ele já tem 15 anos".

Do outro lado da contenda, o filho, argumenta que só quis recuperar a tranquilidade perdida nos últimos dois anos e meio, com telefonemas da mãe.

Como não há bela sem senão, a mãe anunciou: "Vou deserdá-lo".

quarta-feira, 25 de março de 2009

Jovem mata namorada do pai grávida de 9 meses.

Um rapaz de 11 anos, acusado de homicídio, poderá ser julgado como adulto num tribunal norte-americano e condenado a prisão perpétua se for considerado culpado pelo duplo assassínio da namorada do pai, que estava grávida, segundo a imprensa.

Um juiz no condado de Lawrence, na Pensilvânia, decidiu que o rapaz, Jordan Brown, não será julgado como menor, informa hoje o jornal Pittsburgh Post-Gazette.

Os advogados do rapaz anunciaram que contestariam a decisão e tentariam reenviar o caso para um tribunal de menores.

De acordo com o jornal, o rapaz, algemado nos pés e nas mãos, nada disse durante uma audiência preliminar do tribunal, antes de regressar ao centro de delinquência juvenil onde se encontra provisoriamente detido.

É acusado de ter assassinado a tiro no mês passado, em pleno sono, Kenzie Houk, 26 anos, namorada do pai.

A mulher, grávida de nove meses e cujo bebé não pôde ser salvo, vivia com duas filhas, de 7 e 4 anos, na casa do namorado Chris Brown e do filho, Jordan.

Segundo o jornal, Jordan dissimulou a espingarda com um cobertor e disparou contra a mulher enquanto dormia, atingindo-a na nuca, antes de sair de casa para apanhar o autocarro escolar. Próximos sugeriram que tinha ciúmes da namorada do pai e do futuro filho.

O início do julgamento está marcado para 1 de Maio.

terça-feira, 24 de março de 2009

Juiz rejeita SMS como prova de infidelidade.

Um juiz rejeitou as mensagens de texto apresentadas por um marido enganado como prova de infidelidade da mulher, ao ditar a sentença num julgamento de divórcio realizado no sul da Argentina, informaram hoje fontes judiciais.

O juiz Martín Alesi, da cidade de Rawson, recordou no seu veredicto que a Constituição Nacional garante a "inviolabilidade da correspondência de telecomunicações" e, nesse sentido, disse que a interceptação das mensagens de texto "só pode ser possível" se requerida por um magistrado competente.

Alesi teve de resolver o caso depois de o marido despeitado, um agente da polícia da província de Chubut, aduzir ter descoberto as infidelidades da mulher ao rever as mensagens que ficaram registadas no seu telemóvel.

A mulher negou as acusações e responsabilizou o marido pela ruptura do matrimónio, ao argumentar que o homem tinha começado a mostrar a sua "verdadeira personalidade" logo que começou a vida de casado, que definiu como um "flagelo permanente".
O juiz considerou que o marido podia ter usado como prova as mensagens de texto se tivesse solicitado a autorização judicial correspondente, em vez de "apoderar-se sub-repticiamente do telemóvel" da sua mulher. Não obstante, Alesi concedeu o divórcio "por injúrias graves recíprocas" e condenou os agora ex-cônjuges a pagarem uma indemnização mútua de dois mil dólares.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dois adolescentes arriscam 25 anos de prisão por torturarem um gato.

Dois adolescentes de Nova Iorque foram quinta-feira indiciados por terem queimado vivo um gato e arriscam uma pena até 25 anos de prisão.

Os dois jovens, de 18 e 17 anos, foram acusados de invadir, em Outubro, um apartamento vago em Brooklyn, de levar para lá um gato, de o regar com um líquido inflamável e de lhe ter pegado fogo. Destruíram também o apartamento, situado num prédio habitado.

O gato foi encontrado quase totalmente queimado, incapaz de se mexer mas ainda vivo e foi ajudado a morrer.

A Sociedade Norte-Americana para a Prevenção da Crueldade para com os Animais conduziu um inquérito que permitiu identificar e deter os culpados.

Os dois rapazes vão responder por incêndio voluntário, destruição de bem de outrem, e de crueldade agravada com animais. Se forem declarados culpados, incorrem em penas que podem ir até aos 25 anos de prisão.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Fritzl condenado a prisão perpétua.

O "monstro da Áustria" foi condenado a prisão perpétua e a internamento psiquiátrico pelo Tribunal de Sankt-Poelten por sequestro e violação da filha durante 24 anos e pelo homicídio de um filho nascido da relação incestuosa.

Vestido com um fato cinzento, camisa azul e gravata escura, Josef Fritzl não mostrou qualquer emoção à medida que ia ouvindo os oito jurados considerarem-no culpado de todos os crimes de que era acusado.

O homem, de 73 anos, que manteve a filha em cativeiro durante 24 anos, período durante o qual a violou sistematicamente, terá agora de passar o resto da sua vida detido, segundo a BBC, numa instituição psiquiátrica.

Lida a sentença, o juiz indicou-lhe que podia falar com o seu advogado, mas ele abanou a cabeça. Conduzido para o exterior do tribunal, manteve o rosto inexpresivo.

Fritzl já anunciou também que não tenciona recorrer da sentença.

Ainda de acordo com a BBC, Josef Fritzl será agora avaliado para determinar o grau de perigo que representa e se pode ser submetido a terapia, antes de ser internado.

Na eventualidade de ser considerado "curado" da sua doença, cumprirá o restante tempo de pena numa prisão normal.

O Ministério Público austríaco tinha pedido esta quinta-feira a "pena máxima", ou seja, a prisão perpétua, para Josef Fritzl, que já se tinha considerado culpado de todos os crimes de que era acusado e que incluem homicídio, sequestro, violação.

Antes da leitura da sentença, Friztl declarara-se arrependido: "Arrependo-me de todo o coração... Já não posso emendar o que fiz".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Filha de Fritzl conta o horror.

O "monstro da Áustria", como ficou conhecido Josef Fritzl, comparece esta terça-feira em tribunal, para o segundo dia do julgamento, que ficará marcado pelo testemunho, em vídeo, da vítima das suas atrocidades: a filha Elisabeth. Veja o VÍDEO.

Josef Fritzl entrou, mais uma vez, no tribunal de St. Poelten de cara tapada. A sessão desta terça-feira será dedicada ao visionamento do testemunho de Elisabeth, a filha que o réu manteve em cativeiro durante 24 anos, violando-a sistematicamente, relação da qual nasceram sete filhos.

Elisabeth tinha 18 anos quanto Fritzl a prendeu na cave secreta da casa onde habitavam.

Na primeira sesssão, o austríaco, de 73 anos, declarou-se culpado de crimes de violação e incesto, mas não admitiu o homicídio de um dos filhos que teve com ela, nem a acusação de a ter escravizado.

Testemunho da filha convenceu Fritzl a confessar crimes.

Está a ser um dia de surpresas no tribunal de St. Poellen. Depois de se declarar culpado de todos os crimes, ao contrário do que acontecera anteriormente, em que recusara o crime de homicídio e escravatura, Josef Fritzl diz agora que foi o testemunho da filha que o fez mudar de ideias.
Nesta terceira sessão do julgamento do "monstro" da Áustria, Fritzl declarou-se culpado de todos os crimes de que é acusado, uma mudança de atitude que, alega, fica a dever-se ao visionamento, na terça-feira, do vídeo contendo o testemunho da filha Elizabeth, que manteve em cativeiro durante 24 anos, ao longo dos quais a violou sistematicamente.

Fritzl é acusado dos crimes de homicício, escravatura, sequestro, violações, ameaças agravadas e incesto, mas até agora não admitira o homicídio de um dos filhos que teve com a própria filha, nem a acusação de a ter escravizado.

Sobre a morte desse filho-neto, o austríaco, de 73 anos, confessou ter estado presente quando ele nasceu e ter reparado que a sua respiração não era normal. No entanto, afirmou, não pensou que o bebé fosse morrer.

Na sessão desta quarta-feira, são ouvidos psiquiatras e ainda um técnico que irá depor sobre as condições de habilitabilidade da cave onde Elizabeth Fritzl foi mantiva prisioneira.

segunda-feira, 16 de março de 2009

"Fui sovado pela minha mãe", disse Fritzl em tribunal.

"Tive uma infância muito dura", disse o "monstro" austríaco na sessão inaugural do julgamento em que responde por crimes de violação, sequestro, incesto, escravatura e assassínio.

O austríaco Josef Fritzl, acusado de ter mantido em cativeiro e de ter violado a filha durante 24 anos, confessa-se culpado dos crimes de violação, sequestro e incesto, mas não dos crimes de assassínio e escravatura. Na primeira audiência do julgamento, que hoje começou em Sankt-Poelten, perto de Viena, e que deverá durar uma semana, Fritzl descreveu uma infância difícil com a mãe solteira, que não o queria ter tido e que lhe batia.

Três juízes e oito jurados, quatro mulheres e quatro homens, vão decidir a punição de Fritzl, que chegou ao tribunal escondendo a cara com uma grande pasta azul, e onde vai responder pelos crimes de homicídio, escravatura, sequestro, violações, ameaças agravadas e incesto.

"Tive uma infância muito dura", explicou o acusado, de 73 anos, perante o tribunal, quando lhe foi pedido para descrever as diferentes etapas da sua vida. Fritzl recordou que não tinha sido uma criança desejada. "A minha mãe não me queria ter. Já tinha 42 anos. Ela não queria simplesmente ter filhos e tratou-me em consequência disso. Fui sovado", relatou com voz calma ao tribunal.

Com 12 anos, Fritzl anunciou à mãe que não toleraria mais ser sovado como era e que a partir daquele momento passaria a defender-se. "A partir daquela altura eu era um diabo para ela", indicou. No entanto, a mãe viveu na mesma casa com o filho até morrer, em 1980.

Em relação ao pai, o acusado afirmou que este apenas "apareceu esporadicamente".

Josef Fritzl tentou justificar a dureza da mãe em relação a si próprio pela infância que tinha vivido. "A vida dela não foi a mais bonita. Ela cresceu numa quinta e começou a trabalhar aos oito anos", precisou. O réu só destapou a cara quando as câmaras abandonaram a sala e a procuradora do Ministério Público encarregue do caso, Christiane Burkheiser, iniciou alegações.

A procuradora considerou que Fritzl tratava a filha como "um cão" e recordou que nos primeiros nove anos de cativeiro Elisabeth viveu num espaço de 18 metros quadrados, onde ficou grávida e deu à luz três filhos.

Anteriormente, o advogado de Fritzl, Rudolf Mayer, indicou recusar a acusação de homicídio, por não reconhecer qualquer responsabilidade do cliente na morte de um dos filhos do incesto, um recém-nascido que morreu no esconderijo por falta de assistência pouco depois de nascer em 1996.

O acusado reconhece que manteve Elizabeth Fritzl em cativeiro numa cave durante 24 anos e que da relação incestuosa com esta nasceram sete filhos, mas negou qualquer responsabilidade na morte do recém-nascido, apesar de admitir que queimou o corpo numa caldeira instalada na cave da casa onde viviam.

Três dos filhos foram educados por Fritzl e pela sua mulher, mas três outros passaram a vida inteira na cave com a mãe sem ver a luz do dia até serem libertados, em Abril de 2008. Elisabeth, actualmente com 42 anos, foi fechada na cave pelo pai a 29 de Agosto de 1984, quando tinha 18 anos. Na altura, Fritzl afirmou que a filha tinha fugido de casa para ingressar numa seita desconhecida, versão aceite pelas autoridades.

Se o tribunal der como provadas as acusações, Fritzl poderá ser condenado a prisão perpétua.