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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

'Fritzl australiano' prendeu e violou filha durante 30 anos.

A polícia australiana anunciou hoje a prisão de um homem acusado de manter a filha em cativeiro durante 30 anos e de ter tido filhos da relação. O caso, ocorrido em Melbourne, lembra o do austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha trancada durante 24 anos, mantendo um relação incestuosa que gerou sete filhos.

O homem, que actualmente tem por volta de 60 anos, começou a violentar a filha quando ela tinha apenas 11 anos, afirma o "Herald Sun”. Segundo o jornal, a esposa do suspeito negou ter conhecimento das violações e disse que abriu um processo judicial depois de ter recebido os resultados dos exames de DNA que provaram que o marido era o pai dos filhos da própria filha.

A polícia do estado de Victoria recusou-se a comentar o caso, já que uma decisão judicial determinou o sigilo das investigações e a não divulgação da identidade dos suspeitos.

O primeiro-ministro de Victoria, John Brumby, prometeu uma investigação para determinar como um caso de tamanha amplitude passou inadvertido pelas autoridades.

Segundo o Herald Sun, as quatro crianças nascidas do incesto tinham deformações e os partos foram realizados em hospitais de Melbourne, a capital de Victoria. Uma delas, uma menina, faleceu por problemas de saúde.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Outro Fritlz... na Colômbia. Colombiano engravidou a filha 11 vezes.

As autoridades colombianas prenderam, no sábado, um homem de 58 anos acusado de violar uma das suas filhas, desde os 9 anos, a qual engravidou 11 vezes.

A filha, agora com 30 anos, conseguiu fugir da casa, onde morava com o pai e com os irmãos, em La Canana, e denunciou a situação às autoridades locais.

Arcedio Alvarez, que é acusado de ter feito a sua filha prisioneira, negou as acusações de violação e incesto, alegando que a filha é adoptada, que os dois se amam e que, por isso mesmo, não há qualquer crime.

"Nós concordamos em manter um relacionamento romântico, porque realmente nos amávamos. Mas ela não é minha filha", disse o homem de 58 anos.

Os filhos de Alvarez com a filha estão a ser ouvidos, para se apurar se as acusações de que as meninas também foram vítimas de abuso desde pequenas, não apenas pelo pai-avô, mas também pelos irmãos mais velhos, são ou não verdadeiras.

segunda-feira, 16 de março de 2009

"Fui sovado pela minha mãe", disse Fritzl em tribunal.

"Tive uma infância muito dura", disse o "monstro" austríaco na sessão inaugural do julgamento em que responde por crimes de violação, sequestro, incesto, escravatura e assassínio.

O austríaco Josef Fritzl, acusado de ter mantido em cativeiro e de ter violado a filha durante 24 anos, confessa-se culpado dos crimes de violação, sequestro e incesto, mas não dos crimes de assassínio e escravatura. Na primeira audiência do julgamento, que hoje começou em Sankt-Poelten, perto de Viena, e que deverá durar uma semana, Fritzl descreveu uma infância difícil com a mãe solteira, que não o queria ter tido e que lhe batia.

Três juízes e oito jurados, quatro mulheres e quatro homens, vão decidir a punição de Fritzl, que chegou ao tribunal escondendo a cara com uma grande pasta azul, e onde vai responder pelos crimes de homicídio, escravatura, sequestro, violações, ameaças agravadas e incesto.

"Tive uma infância muito dura", explicou o acusado, de 73 anos, perante o tribunal, quando lhe foi pedido para descrever as diferentes etapas da sua vida. Fritzl recordou que não tinha sido uma criança desejada. "A minha mãe não me queria ter. Já tinha 42 anos. Ela não queria simplesmente ter filhos e tratou-me em consequência disso. Fui sovado", relatou com voz calma ao tribunal.

Com 12 anos, Fritzl anunciou à mãe que não toleraria mais ser sovado como era e que a partir daquele momento passaria a defender-se. "A partir daquela altura eu era um diabo para ela", indicou. No entanto, a mãe viveu na mesma casa com o filho até morrer, em 1980.

Em relação ao pai, o acusado afirmou que este apenas "apareceu esporadicamente".

Josef Fritzl tentou justificar a dureza da mãe em relação a si próprio pela infância que tinha vivido. "A vida dela não foi a mais bonita. Ela cresceu numa quinta e começou a trabalhar aos oito anos", precisou. O réu só destapou a cara quando as câmaras abandonaram a sala e a procuradora do Ministério Público encarregue do caso, Christiane Burkheiser, iniciou alegações.

A procuradora considerou que Fritzl tratava a filha como "um cão" e recordou que nos primeiros nove anos de cativeiro Elisabeth viveu num espaço de 18 metros quadrados, onde ficou grávida e deu à luz três filhos.

Anteriormente, o advogado de Fritzl, Rudolf Mayer, indicou recusar a acusação de homicídio, por não reconhecer qualquer responsabilidade do cliente na morte de um dos filhos do incesto, um recém-nascido que morreu no esconderijo por falta de assistência pouco depois de nascer em 1996.

O acusado reconhece que manteve Elizabeth Fritzl em cativeiro numa cave durante 24 anos e que da relação incestuosa com esta nasceram sete filhos, mas negou qualquer responsabilidade na morte do recém-nascido, apesar de admitir que queimou o corpo numa caldeira instalada na cave da casa onde viviam.

Três dos filhos foram educados por Fritzl e pela sua mulher, mas três outros passaram a vida inteira na cave com a mãe sem ver a luz do dia até serem libertados, em Abril de 2008. Elisabeth, actualmente com 42 anos, foi fechada na cave pelo pai a 29 de Agosto de 1984, quando tinha 18 anos. Na altura, Fritzl afirmou que a filha tinha fugido de casa para ingressar numa seita desconhecida, versão aceite pelas autoridades.

Se o tribunal der como provadas as acusações, Fritzl poderá ser condenado a prisão perpétua.