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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lady Gaga é a mais descarregada de sempre.

As músicas de Lady Gaga bateram todos os recordes de downloads no Reino Unido. "Poker Face" ultrapassou as 770 mil vendas, de acordo com o The All Time Downloads Chart que analisa cinco anos de vendas online.

A cantora norte-americana tem dois temas no top dos temas mais descarregados a partir de Setembro de 2004, altura em que o serviço foi criado. Até então eram apenas contabilizadas as vendas de discos e CDs.

"Poker Face" é o número um da lista, com 779 mil downloads efectuados e "Just Dance" ocupa a terceira posição da tabela, atingindo as 770 mil vendas através da Internet.
Também os Kings of Leon contam com dois temas entre os mais vendáveis dos últimos cinco anos em Inglaterra. Os temas "Sex on Fire" e "Use Somebody", do quarteto de Tenesse (EUA), estão no segundo e quarto lugares da tabela.
No quinto lugar aparece o dueto britânico de electropop La Roux, com o tema "In For the Kill".

Leona Lewis preenche mais dois lugares do top ten: "Run" está na sexta posição e "Bleeding Love" classifica-se em oitavo lugar.
Na sétima posição está "Hallelujah" de Syco e Alexandra Burke, que venceram o concurso de talentos "The X Factor", da ITV1.

Os Snow Patrol e os NickelBack ocupam os últimos dois lugares da tabela dos 10 mais descarregados, com os temas "Chasing Cars" e "Rockstar", respectivamente.
Na lista das 100 músicas mais vendidas em plataformas online nos últimos 5 anos constam 46 temas de 2008 e 21 de 2009. Entre os mais antigos estão 13 hits de 2006, dois de 2005 e três editados no ano de 2004.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mininova em apuros legais.

A justiça sueca está mesmo numa cruzada contra a pirataria. Depois do The Pirate Bay é agora alvo de medidas o site Mininova. Se desobedecer esperam-no multas.

Uma decisão judicial diz que o site que permite pesquisar ficheiros multimédia e descarregar para o PC o que a comunidade estiver a partilhar tem três meses para eliminar as ilegalidades da plataforma.

Ou seja, nesse prazo terá de remover os links que conduzem a conteúdos protegidos por direitos de autor e que segundo a decisão são muitos. Caso contrário fica sujeita a multas.

A plataforma holandesa foi considerada culpada da promoção e violação de conteúdos protegidos e de obter lucros indevidos, com a publicidade gerada a partir dessa actividade.

A empresa já comentou a decisão e diz que vai rever a política de funcionamento para acatar a decisão judicial, que segundo o principal responsável foi uma desilusão para empresa.
O Mininova nasceu em Janeiro de 2005 na sequência do fecho de uma outra plataforma por questões legais, a Suprnova.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Noivos entraram na igreja a dançar e conquistam Youtube e internautas.

É caso para dizer que vídeos de casamentos há muitos, mas nenhum é como este. Em vez da tradicional pompa e circunstância, padrinhos e noivos entraram na igreja em grande estilo, com uma coreografia animada.

Primeiro os padrinhos, depois as damas-de-honor, em seguida o noivo e, no fim, claro, a noiva. Até aqui tudo parece conforme a tradição. Parece, sublinhe-se. Porque a entrada na igreja de St. Paul, no estado de Minnesota, EUA, deste cortejo foi tudo menos tradicional. Em vez da marcha nupcial, os noivos escolheram a canção "Forever" de Chris Brown e todos desfilaram com uma coreografia bem animada, para surpresa dos convidados.

À NBC, o casal explicou que a ideia foi da noiva, que adora dançar.

Curiosidades:
Até à publicação deste post, o vídeo já tinha sido visto 9159187 vezes, tinha 47629 comentários dos internautas, tinha sido votado 49006 vezes, a maior partes destes 5 estrelas e estava a ser visualizado por mais 20 internautas. Deixo-vos aqui o link do autor, para conferirem estes mesmo dados. (http://www.youtube.com/watch?v=4-94JhLEiN0)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Walkman faz 30 anos.

O primeiro modelo do mais popular leitor portátil de cassetes chegou às lojas há 30 anos. O aparelho era azul e cinzento – e substancialmente maior do que qualquer moderno leitor de áudio.

O Walkman foi o primeiro aparelho a massificar a música portátil. Mas, no que à tecnologia diz respeito, está longe de ter sido pioneiro.

Os leitores portáteis de cassetes existiam há anos. O Walkman teve o mérito de ser um aparelho barato, prático (para os padrões da altura) e, sobretudo, bem publicitado pela Sony.

Já em 1978, a própria Sony comercializara um leitor portátil de cassetes. Mas era demasiado caro para o consumo geral. Um dos administradores da empresa, porém, era fã do produto (usava-o nas longas viagens de avião) e deu instruções para que a empresa tentasse criar um leitor semelhante, mas com um preço que fosse comportável para a maioria das pessoas.

A 1 de Julho de 1979, o Walkman chegou às lojas japonesas (mesmo antes das férias de Verão dos estudantes e com o objectivo de captar um público jovem). Não muito depois, o aparelho foi distribuído por outros mercados.

A marca Walkman, contudo, esteve para ser usada apenas no Japão, havendo outros nomes planeados para introduzir os outros países: Soundabout nos EUA, Stowaway no Reino Unido e Freestyle na Suécia. Mas o facto de os cartazes publicitários já estarem impressos com a palavra Walkman antes de se colocar a hipótese dos vários nomes acabou por determinar que a marca pensada para o Japão (e em parte escolhida devido à enorme popularidade do Superman naquela época) seria usada ao nível global.

O primeiro mês após o lançamento foi decepcionante: apenas três mil unidades foram vendidas e a imprensa e os comerciantes começavam a duvidar do sucesso da ideia. Mas a Sony reagiu rapidamente com um grande esforço de marketing.

Como forma de campanha, a Sony ofereceu Walkmans a celebridades para que estas o usassem. Os funcionários das lojas também tinham Walkmans e incentivavam os clientes a experimentá-los. E os próprios funcionários da Sony passeavam-se pelas ruas japonesas com um Walkman. A empresa teve ainda de combater a má imagem associada aos grandes auscultadores (que, mais tarde, chegaram a ser moda).

A estratégia deu resultados: as vendas dispararam, as primeiras 30 mil unidades produzidas esgotaram no final de Agosto e, antes do fim do ano, o produto era um sucesso e estava pronto para marcar o mundo da música da década de 80.

Depois do primeiro Walkman, seguiram-se vários modelos com a mesma marca. E a designação não se esgotou nos leitores de cassetes – foi usada para outros leitores de áudio da Sony, incluindo leitores de CD, de míni-discs (uma tecnologia que nunca vingou) e nos modernos leitores digitais.

Recentemente, a BBC fez com que um adolescente de 13 anos usasse durante alguns dias o primeiro modelo do Walkman em vez do habitual iPod. Foram precisos três dias para que o jovem descobrisse que a cassete tinha dois lados.

sábado, 20 de junho de 2009

Americana condenada a pagar 1,3 milhões por pirataria de música.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um tribunal do Estado de Minnesota decretou uma sentença por causa da partilha ilegal de ficheiros de música na Internet

Jammie Thomas-Rasset foi acusada de violação de direitos de autor por ter partilhado ficheiros digitais de 24 canções de artistas como Sheryl Crow e Green Day, tendo sido condenada a pagar 1,3 milhões de euros à indústria discográfica.

O Presidente da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), Eduardo Simões, considera que é "satisfatório" o facto da justiça norte-americana se ter interessado por uma questão de violação de direitos de propriedade intelectual.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Caetano Veloso sofre queda aparatosa num espectáculo.

O cantor brasileiro estava tão concentrado na música e no público que, por momentos, durante um concerto em Brasília, se esqueceu que estava em cima do palco e andou mais do que queria. Resultado: uma aparatosa queda, seguida de muitos aplausos. Veja o VÍDEO.

Durante um concerto em Brasília, no passado sábado, dia 16, Caetano Veloso desapareceu momentaneamente do palco. O motivo foi simples: deu uma grande queda, mas não perdeu a pose.

O cantor não tardou a levantar-se do chão e começou logo a enviar beijos e sorrisos para o público que não se cansou de aplaudi-lo.

O momento, que certamente fará rir qualquer pessoa, foi captado por uma fã que decidiu publicá-lo no YouTube.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Música: Projecto Hoje quer homenagear Amália Rodrigues, "artista pop em todo o seu esplendor".

O álbum "Amália Hoje", que transforma em canções pop alguns fados conhecidos de Amália Rodrigues, pretende mostrar o "passado tremendo" de "uma artista pop em todo o seu esplendor", disse hoje o autor do projecto, Nuno Gonçalves.

O disco só sairá no final de Abril, mas foi hoje apresentado na íntegra no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa sessão que contou com a participação dos músicos que integram o grupo Hoje, criado propositadamente para este projecto: Nuno Gonçalves e Sónia Tavares, dos The Gift, Fernando Ribeiro, dos Moonspell, e Paulo Praça, dos Plaza.

Na audição integral do álbum, ficou a saber-se que "Amália Hoje" apresenta nove fados, a maioria com música que Alain Oulman compôs para Amália, com letras de poetas portugueses, como "Abandono" (David-Mourão-Ferreira), "Fado Português" (José Régio), "Gaivota" e "Formiga Bossa Nova", ambos de Alexandre O´Neill.

Há ainda "Nome de rua", de Alain Oulman com poema de David Mourão-Ferreira, o tema francês "L´important c´est la rose", de Gilbert Becaud e que Amália cantou em francês, "Grito", que a fadista escreveu com música de Carlos Gonçalves e, a fechar", "Foi Deus", de Alberto Janes.

Musicalmente, não há praticamente nada que ligue estes temas aos fados que ficaram conhecidos na voz de Amália Rodrigues. Não há guitarras portuguesas, os arranjos assemelham-se à sonoridade dos The Gift, com a presença de orquestrações densas, de intensidade em crescendo e de apontamentos electrónicos a marcarem a cadência rítmica.

Destaque para "Formiga Bossa Nova" que Fernando Ribeiro interpretou num registo melódico que o afasta completamente da imagem de vocalista da banda heavy metal Moonspell.

Já "Fado português" e "Foi Deus", interpretados sobretudo por Sónia Tavares, vivem da forte presença de instrumentos de cordas, com a participação da London Session Orchestra.

Nuno Gonçalves, autor dos arranjos e da direcção musical, explicou que a intenção do projecto era mostrar algo "de novo e de diferente", mostrar Amália "com mais cor do que nunca" e que, como artista internacional, existiu para além do fado.

"A nossa missão era sermos fiéis àquilo que achamos serem as nossas influências modernas da estrutura pop rock, cantar em português e de alguma forma não ter medo de desrespeitar a obra e esse é o segredo, ter um pé na tradição e não ter problemas de mudar a cor", explicou Nuno Gonçalves.

"Acho que Portugal nunca entendeu bem o que ela foi e, se este disco, com a modernidade que transmite, puder fazer isso em 2009 e dez anos depois de ter morrido, acho que já é uma missão cumprida", rematou o músico.

Os três vocalistas dos Hoje referiram que aceitaram participar no projecto com a relutância inicial de quem não sabia interpretar os fados e muito menos entrar no universo de Amália Rodrigues, mas o resultado final demonstrou ser "tradicionalmente moderno", disse Paulo Praça.

"Achei sempre que não conseguia, porque o registo da voz da Amália é muito diferente do meu", disse Sónia Tavares, mas à medida que a cantora entrou no ambiente musical do projecto, encontrou o tom "pop" que Nuno Gonçalves pretendia e perdeu "o medo de dar voz à senhora dona Amália".

"Amália Hoje" será editado a 27 de Abril pela La Folie, editora criada pelos The Gift, e pela Valentim de Carvalho Multimédia, e poderá ser transposta para o palco, embora não haja qualquer data marcada.

"Vai ser inevitável, mais cedo ou mais tarde, levarmos os Hoje para o palco e para a estrada. Não sabemos se isso vai acontecer ou não, mas quando as coisas saem bem necessitam de continuar e a continuação des projecto sem dúvida que serão os concertos ao vivo", disse Fernando Ribeiro.

sábado, 2 de maio de 2009

Novo vídeo mostra que Susan Boyle já tinha talento aos 22 anos.

Com menos 25 anos, uma jovem escocesa cantava confiante uma música de Barbra Streisand perante uma plateia de adeptos de futebol, em 1984. NÃO PERCA O VÍDEO.

O vídeo mostra uma jovem Susan Boyle a cantar num clube de futebol escocês, em 1984, 25 anos antes de se tornar uma estrela pela sua actuação no programa de televisão Britain's Got Talent.

Na altura, Boyle interpretou The Way We Were, de Barbra Streisand, evidenciando à-vontade em palco, antes de receber um forte aplauso.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gulbenkian vai criar orquestras com jovens desfavorecidos em seis concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou ontem no Coliseu dos Recreios de Lisboa que vai apoiar a criação de orquestras de jovens desfavorecidos em seis concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) no âmbito de um projecto de inclusão social que envolve várias entidades.

A ideia para o projecto Orquestra Geração, da Gulbenkian, foi inspirada no "El Sistema" - um projecto social venezuelano composto actualmente por cerca de 250 orquestras de jovens de vários níveis etários oriundos de meios sociais desfavorecidos.

Nos quatro anos do projecto da Gulbenkian foram criadas três orquestras deste género, duas na Amadora e uma em Via Longa. Actualmente participam 180 crianças dos cinco aos 14 anos nas três orquestras existentes, e o objectivo para o futuro é criar mais seis no Barreiro, Sesimbra, Oeiras, Loures, Sintra e mais uma na Amadora (no bairro do Zambujal).

"Decidimos fazer uma intervenção numa comunidade urbana com problemas de insucesso escolar e desemprego", explicou Luísa Valle, responsável da Fundação Gulbenkian na área social.

"O insucesso ao longo das gerações não tem que ser uma fatalidade para os mais jovens. É possível, com projectos como este, criar janelas de oportunidades", sustentou.

O projecto para apoiar crianças e jovens de bairros problemáticos através do ensino de música envolve as autarquias, a Escola de Música do Conservatório Nacional, e conta ainda com o apoio mecenático da Fundação EDP.

sábado, 14 de março de 2009

Música ‘altera’ vida sexual dos jovens.

Letras com conteúdo vulgar podem influenciar a frequência com que os jovens fazem sexo.

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam música com conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais activa.

A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre as suas vidas sexuais e hábitos musicais.

Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das hipóteses de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período.

Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um acto puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada “American Journal of Preventive Medicine“. (…)

Os pesquisadores recusaram-se, no entanto, a nomear as canções que consideraram depreciativas, dizendo apenas que 64% das canções de Hip-Hop analizadas eram sexualmente desprezíveis, comparado com os apenas 7% de musicas Country e 3% de canções Pop.

O coordenador da pesquisa, Brian Primack, disse que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, “é difícil afirmar que canções de sexo contribuam directamente para que os jovens façam sexo mais cedo”.

“Eu acredito, no entanto, que os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só ‘coisa de jovem’”.

“Eu não digo que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas devem falar com os seus filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correcto”, completou.

domingo, 1 de março de 2009

Só uma moedinha.

Sucesso da década de 50, as Jukeboxes ainda fazem a cabeça de muita gente.

Qual DJ? Para muitos, o interessante mesmo é voltar ao passado com as Jukeboxes e seus empoeirados discos de vinil. Essas máquinas que fizeram a cabeça dos jovens em meados do século passado, voltaram a ser sucesso em bares e restaurantes e são consideradas relíquias nas mãos de coleccionadores.

"O charme está na estrutura antiga", diz o estilista João Baptista Moraes, que trabalhou muitos anos a restaurar Jukeboxes. Ele conta que começou o negócio aos 18 anos por influência do pai de um amigo. “Comprava, reformava e vendia... Hoje, trabalho apenas com pianos automáticos. Mas se uma Jukebox especial cair nas minhas mãos, não posso deixar de aceitar.”, conta João.

Quando questionado sobre qual a jukebox dos seus sonhos, o estilista cita o modelo Wurlitzer 750, comercializado em 1941 e precursor do famoso Wurlitzer 1015 de 1948. Considerado por muitos como o padrão estético universal das Jukeboxes, o modelo 1015 foi criado pelo estilista de renome Paul Max Fuller e serviu (serve) de inspiração para outros fabricantes e seus criativos. A versão original registrava 78 RPM (24 discos de vinil), mas hoje pode ser encontrada com CDs e até mesmo MP3.

Além da empresa Rudolph Wurlitzer Company, outros fabricantes também apostam em alta tecnologia e modernidade. Modelos com iPods embutidos, cds, dvds e acesso à internet, acabam substituindo as peças 'vintage' com discos de vinil. O modelo Crown Jewels da britânica JukeBox45s.com, por exemplo, não tem nada de retro. Feita em aço inoxidável escovado, a Jukebox tem ligação à internet, entrada USB, bluetooth e tela touchscreen. Um HD de 500GB para arquivos em MP3 substitue o vinil.
Na década de 1950, principalmente nos EUA, quase todos os bares ou cafés que se prezassem tinham uma Jukebox com os maiores sucessos do Rock n' Roll, disponíveis por apenas uma moedinha. Não existia DJ's nem alguém responsável por compor a trilha sonora nesses locais, simplesmente qualquer um que estivesse ali poderia escolher uma música e pagar para ouvi-la. “Essas máquinas eram verdadeiros escritórios móveis após a segunda guerra mundial. Mesmo juntando moedas, houve gente que ganhou bastante dinheiro na época.”, comenta João.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dar “pérolas a porcos”.

Dá que pensar… Quando o luxo vem sem etiqueta…

O tipo desce na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné,encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal.

Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos traseuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais
de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a ‘bagatela’ de 1000 dólares.

A experiência, gravada em ví­deo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,contexto e arte.

Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de glamour.
Fonte: rchaves’s blog