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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Walkman faz 30 anos.

O primeiro modelo do mais popular leitor portátil de cassetes chegou às lojas há 30 anos. O aparelho era azul e cinzento – e substancialmente maior do que qualquer moderno leitor de áudio.

O Walkman foi o primeiro aparelho a massificar a música portátil. Mas, no que à tecnologia diz respeito, está longe de ter sido pioneiro.

Os leitores portáteis de cassetes existiam há anos. O Walkman teve o mérito de ser um aparelho barato, prático (para os padrões da altura) e, sobretudo, bem publicitado pela Sony.

Já em 1978, a própria Sony comercializara um leitor portátil de cassetes. Mas era demasiado caro para o consumo geral. Um dos administradores da empresa, porém, era fã do produto (usava-o nas longas viagens de avião) e deu instruções para que a empresa tentasse criar um leitor semelhante, mas com um preço que fosse comportável para a maioria das pessoas.

A 1 de Julho de 1979, o Walkman chegou às lojas japonesas (mesmo antes das férias de Verão dos estudantes e com o objectivo de captar um público jovem). Não muito depois, o aparelho foi distribuído por outros mercados.

A marca Walkman, contudo, esteve para ser usada apenas no Japão, havendo outros nomes planeados para introduzir os outros países: Soundabout nos EUA, Stowaway no Reino Unido e Freestyle na Suécia. Mas o facto de os cartazes publicitários já estarem impressos com a palavra Walkman antes de se colocar a hipótese dos vários nomes acabou por determinar que a marca pensada para o Japão (e em parte escolhida devido à enorme popularidade do Superman naquela época) seria usada ao nível global.

O primeiro mês após o lançamento foi decepcionante: apenas três mil unidades foram vendidas e a imprensa e os comerciantes começavam a duvidar do sucesso da ideia. Mas a Sony reagiu rapidamente com um grande esforço de marketing.

Como forma de campanha, a Sony ofereceu Walkmans a celebridades para que estas o usassem. Os funcionários das lojas também tinham Walkmans e incentivavam os clientes a experimentá-los. E os próprios funcionários da Sony passeavam-se pelas ruas japonesas com um Walkman. A empresa teve ainda de combater a má imagem associada aos grandes auscultadores (que, mais tarde, chegaram a ser moda).

A estratégia deu resultados: as vendas dispararam, as primeiras 30 mil unidades produzidas esgotaram no final de Agosto e, antes do fim do ano, o produto era um sucesso e estava pronto para marcar o mundo da música da década de 80.

Depois do primeiro Walkman, seguiram-se vários modelos com a mesma marca. E a designação não se esgotou nos leitores de cassetes – foi usada para outros leitores de áudio da Sony, incluindo leitores de CD, de míni-discs (uma tecnologia que nunca vingou) e nos modernos leitores digitais.

Recentemente, a BBC fez com que um adolescente de 13 anos usasse durante alguns dias o primeiro modelo do Walkman em vez do habitual iPod. Foram precisos três dias para que o jovem descobrisse que a cassete tinha dois lados.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Como a morte de uma mulher se tornou no símbolo da revolução.

Chamam-lhe Neda ("A voz") e tornou-se um símbolo da revolução iraniana depois de o vídeo com a sua morte ter chegado a milhões de pessoas, via YouTube. O internauta que o colocou online, conta como lhe chegou às mãos. (Atenção: imagens potencialmente chocantes. O holandês Hamid tem seguido de perto o rescaldo das eleições no Irão, que há uma semana e meia vive em clima de tensão, com manifestações que juntam milhares de opositores nas ruas, apesar da proibição dos protestos.

Em entrevista ao site de informação norte-americano Inquistr, Hamid conta que andava na Internet à procura de informação para actualizar o seu blogue com a situação no Irão, quando recebeu de um amigo, no Facebook, a mensagem: "A milha mulher acabou de chegar a casa e alguém morreu mesmo junto dela". Hamid publicou a notícia, mas acabou por retirá-la, por falta de confirmação.

Pouco depois, outro amigo contou-lhe que uma jovem tinha acabado de ser morta ao seu lado e pediu-lhe para publicar o vídeo com o episódio. Hamid enviou-o para a CNN, a BBC, YouTube e Facebook.

"Cinco minutos depois, comecei a receber várias mensagens", conta.

A jovem foi assassinada a tiro pelas forças de segurança iraniana. O vídeo mostra-a a cair na rua, enquanto perde sangue, depois de ter sido alvejada.

ATENÇÃO: O vídeo contém imagens chocantes.

domingo, 26 de abril de 2009

O cravo dos 35 anos de Abril.

O cravo dos 35 anos de Abril.
Os portugueses comemoraram ontem à noite, no Porto, os 35 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974. São várias as iniciativas previstas por todo o país. O Parlamento já prestou homenagem com uma sessão solene comemorativa. Foto: Paulo Pimenta