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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Engano na tradução enfurece Hillary Clinton.

A secretária de Estado norte-americana respondia às questões de estudantes, numa visita ao Congo, quando um jovem lhe perguntou por qual a posição do Presidente Obama sobre um assunto nacional. Só que o tradutor trocou os nomes, o que resultou numa pergunta sobre a opinião do presidente Clinton.... Hillary não gostou.

A pergunta dizia respeito a um empréstimo da China ao Congo, assunto sobre o qual o estudante queria saber a opinião do Presidente Obama. Mas um engano do tradutor acabou por irritar Hillary Clinton, já que em vez de traduzir correctamente a questão, trocou o nome do actual Presidente dos EUA com o do antigo presidente Bill Clinton.

"Quer que eu lhe diga o que o meu marido pensa?", interrogou a secretária de Estado norte-americana, incrédula.

"O meu marido não é secretário de Estado. Eu é que sou!", acrescentou, visivelmente irritada.

Só no final da conferência de impresa, Hillary Clinton teve oportunidade de esclarecer a questão com o estudante, que lhe explicou qual a pergunta que queria colocar.

Veja aqui o video.

sábado, 14 de março de 2009

Música ‘altera’ vida sexual dos jovens.

Letras com conteúdo vulgar podem influenciar a frequência com que os jovens fazem sexo.

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam música com conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais activa.

A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre as suas vidas sexuais e hábitos musicais.

Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das hipóteses de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período.

Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um acto puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada “American Journal of Preventive Medicine“. (…)

Os pesquisadores recusaram-se, no entanto, a nomear as canções que consideraram depreciativas, dizendo apenas que 64% das canções de Hip-Hop analizadas eram sexualmente desprezíveis, comparado com os apenas 7% de musicas Country e 3% de canções Pop.

O coordenador da pesquisa, Brian Primack, disse que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, “é difícil afirmar que canções de sexo contribuam directamente para que os jovens façam sexo mais cedo”.

“Eu acredito, no entanto, que os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só ‘coisa de jovem’”.

“Eu não digo que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas devem falar com os seus filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correcto”, completou.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Italiana em coma há 17 anos vai morrer.

A vida de Eluana Englaro, cidadã italiana que persiste em estado de coma há 17, está quase a chegar ao fim. A mulher de 38 anos chegou durante a madrugada de hoje à Clínica La Quiete, em Udine, onde dentro de três dias os médicos vão deixá-la morrer.

Termina assim o caso que comoveu a Itália e tem sido alvo de uma intensa batalha judicial e política há mais de 10 anos.

A clínica anunciou em Janeiro estar pronta para acolher Eluana e cuidar dela nos seus últimos dias, até suspender de vez a alimentação e hidratação artificial que ainda a prendem à vida. A decisão foi tomada apesar de todas as pressões da Igreja Católica, do Vaticano e do Governo de Sílvio Berlusconi.

"Parem este assassínio", lança o cardeal Javier Lozano Barragan, do Vaticano, citado pelo jornal "La Repubblica". Segundo o cardeal, "interromper a alimentação e a hidratação de Eluana equivale a um abominável assassínio e a Igreja não parará de reclamar em voz alta (...) Não vejo como se poderia definir de outra forma o facto de não alimentar alguém", declara o cardeal.

Evocando a decisão judicial que autoriza a cessação da alimentação, confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça italiano em Novembro, o cardeal Barragan explica que "a posição da Igreja, que defende a vida, mantém-se a mesma e não pode mudar devido a um veredicto de juízes".

No passado domingo, Bento XVI abordou o assunto ao considerar a decisão de acabar com a vida de Eluana Englaro como uma "eutanásia inaceitável". O Papa sublinha que a eutanásia é uma "solução falsa para o drama do sofrimento" e que se trata de um acto "indigno do homem".

Eluana encontrava-se internada numa clínica em Milão, desde a altura em que um acidente rodoviário a deixou em coma. O pai sempre se manifestou favorável à decisão de acabar com a vida da filha, porquanto esta, antes do acidente, sempre "manifestou claramente que pretendia morrer caso ficasse em estado de coma ou num estado vegetativo".Eluana está em vida vegetativa desde 1992, vítima de um acidente rodoviário.