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quinta-feira, 19 de março de 2009

Fritzl condenado a prisão perpétua.

O "monstro da Áustria" foi condenado a prisão perpétua e a internamento psiquiátrico pelo Tribunal de Sankt-Poelten por sequestro e violação da filha durante 24 anos e pelo homicídio de um filho nascido da relação incestuosa.

Vestido com um fato cinzento, camisa azul e gravata escura, Josef Fritzl não mostrou qualquer emoção à medida que ia ouvindo os oito jurados considerarem-no culpado de todos os crimes de que era acusado.

O homem, de 73 anos, que manteve a filha em cativeiro durante 24 anos, período durante o qual a violou sistematicamente, terá agora de passar o resto da sua vida detido, segundo a BBC, numa instituição psiquiátrica.

Lida a sentença, o juiz indicou-lhe que podia falar com o seu advogado, mas ele abanou a cabeça. Conduzido para o exterior do tribunal, manteve o rosto inexpresivo.

Fritzl já anunciou também que não tenciona recorrer da sentença.

Ainda de acordo com a BBC, Josef Fritzl será agora avaliado para determinar o grau de perigo que representa e se pode ser submetido a terapia, antes de ser internado.

Na eventualidade de ser considerado "curado" da sua doença, cumprirá o restante tempo de pena numa prisão normal.

O Ministério Público austríaco tinha pedido esta quinta-feira a "pena máxima", ou seja, a prisão perpétua, para Josef Fritzl, que já se tinha considerado culpado de todos os crimes de que era acusado e que incluem homicídio, sequestro, violação.

Antes da leitura da sentença, Friztl declarara-se arrependido: "Arrependo-me de todo o coração... Já não posso emendar o que fiz".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Testemunho da filha convenceu Fritzl a confessar crimes.

Está a ser um dia de surpresas no tribunal de St. Poellen. Depois de se declarar culpado de todos os crimes, ao contrário do que acontecera anteriormente, em que recusara o crime de homicídio e escravatura, Josef Fritzl diz agora que foi o testemunho da filha que o fez mudar de ideias.
Nesta terceira sessão do julgamento do "monstro" da Áustria, Fritzl declarou-se culpado de todos os crimes de que é acusado, uma mudança de atitude que, alega, fica a dever-se ao visionamento, na terça-feira, do vídeo contendo o testemunho da filha Elizabeth, que manteve em cativeiro durante 24 anos, ao longo dos quais a violou sistematicamente.

Fritzl é acusado dos crimes de homicício, escravatura, sequestro, violações, ameaças agravadas e incesto, mas até agora não admitira o homicídio de um dos filhos que teve com a própria filha, nem a acusação de a ter escravizado.

Sobre a morte desse filho-neto, o austríaco, de 73 anos, confessou ter estado presente quando ele nasceu e ter reparado que a sua respiração não era normal. No entanto, afirmou, não pensou que o bebé fosse morrer.

Na sessão desta quarta-feira, são ouvidos psiquiatras e ainda um técnico que irá depor sobre as condições de habilitabilidade da cave onde Elizabeth Fritzl foi mantiva prisioneira.