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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nova Iorque quer os fumadores fora dos parques.

Os famosos parques de Nova Iorque podem vir a ficar livres de fumadores, revelou segunda-feira o delegado de saúde da cidade, Thomas Farley.

O delegado de saúde disse que o próximo objectivo da campanha antitabagista do presidente da Câmara de Nova Iorque é proibir o fumo nos parques e praias da cidade.

A cidade de Nova Iorque tem mais de 1.700 parques e instalações de recreio. O Departamento de Parques tem também a seu cargo duas dezenas de quilómetros de praias.

Segundo Farley, os nova-iorquinos não têm de ser fumadores passivos, nem mesmo ao ar livre. Sustenta que as crianças não deviam sequer ver pessoas a fumar.

Bloomberg enfrentou uma dura batalha política quando proibiu o fumo nos restaurantes e bares em 2002.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Partido espanhol quer menores fora das redes sociais.

A proposta é do Partido Popular espanhol, que apresentou um plano integral contra a violência entre os menores, onde se prevê que quem tem menos de 14 anos não possa entrar em redes sociais.

Integrada num plano contra a violência entre os menores apresentado ao Congresso, a polémica proposta avança a ideia de que os jovens até aos 14 anos devem ficar de fora das redes sociais. A notícia foi avançada por vários jornais espanhóis que referem a oposição do Grupo Parlamentar Socialista e da Associação de Internautas.
A proposta do PP prevê ainda a redução da idade penal dos menores para os doze anos, mas no conjunto a porta voz do Grupo Parlamentar Socialista, Lurdes Munoz, diz que há uma incoerência evidente nesta proposta. A Associação de Internautas espanhóis defende também que esta proposta rema contra a corrente.

O deputado Alfonso Alonso do PP garante que o partido apenas utilizou as recomendações da Comissão Europeia e da Agência Espanhola de Protecção de Dados (AEPD) que impede os menores de 14 anos de aceder a redes sociais, uma forma de os proteger. De factor algumas redes sociais como o Facebook, já aplicam estas regras.
Em declarações aos jornais espanhóis, Victor Domingo, presidente da Associação de Internautas, lembra porém que proibir na Internet é muito complicado e que não se conhecem as suas consequências, podendo gerar-se ainda mais interesse.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rapariga de 13 anos quer dar a volta ao mundo num veleiro sozinha, tribunal pode travá-la.

Ela tem um olhar determinado, de quem está habituada a enfrentar o sopro salgado dos ventos marinhos. Mas tem só 13 anos. Por isso, os serviços sociais holandeses podem atar-lhe bem forte a terra as amarras do seu sonho: tornar-se o mais jovem marinheiro a dar uma volta ao mundo sozinha, só ela e o seu barco. A decisão é anunciada sexta-feira.

Dick Dekker, o pai de Laura, apoia o sonho da filha. Por isso, um juiz do tribunal de menores de Utrecht poderá decidir retirar-lhe a ele e à mãe de Laura a autoridade parental. “A menina poderá ser colocada fora do lar familiar”, disse Paul van Daalen, um porta-voz do tribunal, citado pela agência noticiosa AFP.

A viagem é demasiado perigosa para alguém tão jovem — foi essa a ideia em mente dos funcionários dos serviços sociais holandeses que iniciaram o processo para travar a viagem de Laura Dekker, que devia iniciar-se em Setembro — quando ela fizer 14 anos.

O pai de Laura já tinha feito um pedido de autorização à autarca da sua comuna para ela não frequentar as aulas na escola durante dois anos — que foi recusado, e alertou o Conselho Holandês para a Protecção das Crianças, adianta a CNN.

Mas se as autoridades holandesas lhe recusarem a partida, Laura Dekker, que começou a velejar aos seis anos, tem uma possível arma secreta: como nasceu ao largo da Nova Zelândia, pode tentar pedir um passaporte neozelandês e iniciar a sua viagem de circumnavegação a partir da Nova Zelândia. Pretende fazê-lo num veleiro a que chamou Guppy (o nome de um peixinho de aquário, do qual os cientistas também gostam muito para fazer experiências), que é um Herley 800 de 8,3 metros.

“Sou muito independente”.

Não é que Laura Dekker não tenha experiência como velejadora solitária: aos onze anos, passou o Verão a navegar sozinha, durante sete semanas, contam os jornais holandeses, citados pela AFP. Ela garante ter as competências técnicas necessárias para um tal desafio.

“Depende muito da educação e do carácter. Eu sou muito independente”, diz a rapariga de cabelos louros e lisos, franzina. “E quero fazer isto muito jovem, para quebrar o recorde” do velejador mais jovem, diz.

Os pais confiam nela, e acabaram por ser convencidos pela sua ideia.

“Ela estava sempre a voltar ao assunto, acabámos por lhe dizer que poderia ir se conseguisse organizar tudo. Para minha grande surpresa, ela despachou tudo num instante”, contou o pai, Dick Dekker, ao jornal regional De Gelderlander, mais uma vez citado pela AFP. Laura tenciona continuar a estudar via Internet e manter-se em contacto com os pais por telefone satélite.

“Sabemos bem que é uma aventura perigosa. Não deixaríamos que a nossa filha se metesse numa tal aventura se não tivesse todas as capacidades para se desenvencilhar”, diz ainda o pai, que se arrisca a perder a palavra sobre o que será a vida da filha, pelo menos durante algum tempo, se o tribunal assim o decidir.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Como "Anjos e Demónios" contornou as leis do Vaticano.

Proibidos de filmar nas igrejas de Roma, os produtores do filme Anjos e Demónios, do livro de Dan Brown, arranjaram uma solução engenhosa: Disfarçados de turistas, os operadores de câmara tiraram mais de 250 mil fotografias e horas de vídeo, usadas depois para recriar digitalmente o Vaticano. Veja o VÍDEO com o trailer do filme.

Como é que se consegue gravar um filme no Vaticano quando a Santa Sé proibiu filmagens no interior dos seus muros? A solução encontrada pelos produtores de Anjos e Demónios foi disfarçar os cameramen de turistas para passar semanas dentro do Vaticano a registar em fotografia e vídeo tudo o que conseguiram. Depois, foi "só" recriar digitalmente a Capela Sistina e a Praça de São Pedro, entre outros pontos-chaves da história criada por Dan Brown.

No site do filme, que tem estreia marcada para 15 de Maio, o produtor Allan Cameron explica tudo: "Começamos com mais de 20 pessoas que fotografaram o interior da capela. Tirávamos fotos até que nos mandassem parar. Com essas imagens, criamos uma biblioteca de referência digital. Para a Capela Sistina, recriamos tudo detalhadamente, dos mosaicos no chão às pinturas na parede".

O filme a partir do primeiro best-seller do autor, O código Da Vinci, tinha indignado de tal forma as autoridades religiosas que, desta vez, nem quiseram ler o guião. "O nome 'Dan Brown' é suficiente!, justificou o porta-voz da diocese de Roma, padre Marco Fibbi.