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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Facebook: Mostra-me os teus amigos e dir-te-ei se és gay.

Se pensa que omitir a sua orientação sexual em sites como o Facebook é suficiente para mantê-la secreta está enganado. Saiba porquê.

Dois estudantes do conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram um programa de computador que determina a orientação sexual de qualquer pessoa com base nos seus amigos, noticiou o "The Boston Globe ".

O projecto "Gaydar", que nasceu em 2007 como um trabalho de fim de semestre na disciplina de Ética e Direito na Fronteira Electrónica, propunha-se descobrir aquilo que os internautas escondem das redes sociais, com base naquilo que é público e notório, como por exemplo a sua lista de amigos.

Desenvolvendo um software que recolhe informação sobre o género e a orientação sexual declarada pelos amigos de qualquer utilizador do Facebook, a rede que já conta com 300 milhões de utilizadores regulares segundo o seu fundador, Mark Zuckerberg, os estudantes conseguiam prever as preferências sexuais de quem não as tinha revelado.

Impossibilitados de verificar no mundo real, a orientação sexual dos 1.500 alunos do MIT analisados recorrendo ao "Gaydar", os estudantes verificaram que pelo menos em relação a dez estudantes que conheciam pessoalmente, os resultados estavam correctos no caso dos homossexuais masculinos, mas revelaram-se errados no caso das lésbicas e bissexuais.

Confrontado com estes resultados, o professor de ciências computacionais, Hal Abelson, que ministra esta disciplina, ficou estupefacto: "Não temos qualquer controlo sobre a nossa informação".

Projectos como o "Gaydar" levantam, efectivamente, novas e fundadas dúvidas sobre a privacidade online.

Por mais discreto que seja um internauta, este estudo mostra que a análise estatística das preferências sexuais declaradas pelos seus amigos, foram mais do que suficientes para revelar as suas próprias opções.

Para o porta-voz do Facebook, Simon Axten, "não é assim tão surpreendente que alguém possa descobrir algo sobre outrem sem conhecê-lo pessoalmente, tendo em conta, unicamente, quem são os seus amigos".

"Não acontece apenas no Facebook e é completamente normal no mundo real", rematou.

Festa anunciada no Twitter dá prejuízo de mil libras a casal de idosos.

Neta de casal de idosos teve autorização para levar duas amigas a casa. A informação viajou para o Twitter e 150 jovens compareceram e danificaram a casa.

Victoria, de 15 anos foi autorizada na noite de sexta-feira (dia 18 de Setembro) a levar duas amigas a casa dos seus avós enquanto estes se deslocavam a um casamento. O que o casal não esperava era que o encontro entre três amigas se transformasse numa enorme festa após o encontro ter sido divulgado via Twitter.

Após o encontro ter sido divulgado pela rede social, cerca de 150 jovens adolescentes compareceram na residência de Brian e Glennis McDonald, provocando danos, segundo o jornal, ” Daily Mail”, no valor de pelo menos mil libras.

O casal de idosos foi chamado pela polícia sensivelmente duas horas depois de ter saído para se deslocar ao casamento e o que encontrou foi um cenário caótico com móveis partidos, quadros destruídos, garrafas de cerveja espalhadas pelo jardim e janelas estilhaçadas.

Segundo o “Daily Mail”, Glennis, de 73 anos, e o marido, de 66 anos, disseram ter ficado perplexos com o que viram: “Estava uma confusão terrível. Já arrumamos muita coisa, mas ainda está tudo desarrumado. Os vizinhos foram muito bons e apoiaram-nos”.

A publicação refere também que um vizinho, que se apercebeu na altura daquilo que se passava, afirmou que Victoria, a neta, pareceu surpreendida quando tanta gente começou a aparecer em casa: “Não acho que ela estivesse à espera que isto acontecesse (...) só quando vi os danos na casa, percebi que a situação estava fora de controle”.

Três carros de polícia foram enviados até o local para acabar com a festa, depois de diversos vizinhos terem ligado para as autoridades e continua por conhecer a identidade de quem terá espalhado a informação pelo Twitter.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Inglaterra: jovem suicida-se devido a abusos no Facebook.

Uma jovem de 15 anos pôs termo à própria vida aparentemente devido a pressões de sites de redes sociais, como o Facebook, MySpace e Bebo.

Holly Grogan saltou de uma ponte sobre uma estrada muito movimentada, acabando por morrer. Na origem do suicídio estarão pressões sociais exercidas através de sites como o Facebook, MySpace e Bebo.

Os pais de Holly divulgaram em comunicado que "Holly lutou para lidar com a grande pressão que sofria vinda das complexidades modernas dos “grupos de amizades” e redes sociais."

A jovem teria vindo a sofrer abusos durante meses, o que a fez mudar de escola. Aparentemente, as agressoras da escola anterior entraram em contacto com suas amigas da nova escola, para continuar a intimidar a adolescente.

Com apenas 15 anos, Holly foi encontrada morta na quarta-feira à noite, sob a ponte Pirton Lane, em Churchdown, Gloucersteshire.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cuidado com as redes sociais...

Este foi o aviso deixado por Barack Obama num alerta para o perigo de publicarmos informações pessoais na Internet. Num encontro com estudantes de 14 e 15 anos, o Presidente dos Estados Unidos aconselhou os mesmos a serem cuidadosos com o que publicam online. "Em primeiro, quero que toda a gente tenha cuidado com o que põe no Facebook, porque na era do YouTube, tudo o que fizerem poderá ser 'desenterrado' mais tarde", disse Obama, citado pela Reuters, respondendo a um jovem aspirante a político que lhe pediu conselhos.

A informação pode ser vista, por exemplo, pelas empresas às quais nos candidatamos a um emprego, uma tendência atestada por estudos recente, que mostram que nos Estados Unidos se recorre cada vez mais às redes sociais para avaliar os candidatos.
Uma pesquisa do site careerbuilder.com indica que 45% dos empregadores norte-americanos usam as comunidades online para pesquisar informação sobre os candidatos. O Facebook é o site preferido.

Cerca de 35 por cento das empresas referem ter encontrado conteúdos que os levaram a rejeitar o candidato, como fotografias impróprias, informações sobre o uso de álcool ou drogas e maledicência sobre antigos colegas e patrões.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Partido espanhol quer menores fora das redes sociais.

A proposta é do Partido Popular espanhol, que apresentou um plano integral contra a violência entre os menores, onde se prevê que quem tem menos de 14 anos não possa entrar em redes sociais.

Integrada num plano contra a violência entre os menores apresentado ao Congresso, a polémica proposta avança a ideia de que os jovens até aos 14 anos devem ficar de fora das redes sociais. A notícia foi avançada por vários jornais espanhóis que referem a oposição do Grupo Parlamentar Socialista e da Associação de Internautas.
A proposta do PP prevê ainda a redução da idade penal dos menores para os doze anos, mas no conjunto a porta voz do Grupo Parlamentar Socialista, Lurdes Munoz, diz que há uma incoerência evidente nesta proposta. A Associação de Internautas espanhóis defende também que esta proposta rema contra a corrente.

O deputado Alfonso Alonso do PP garante que o partido apenas utilizou as recomendações da Comissão Europeia e da Agência Espanhola de Protecção de Dados (AEPD) que impede os menores de 14 anos de aceder a redes sociais, uma forma de os proteger. De factor algumas redes sociais como o Facebook, já aplicam estas regras.
Em declarações aos jornais espanhóis, Victor Domingo, presidente da Associação de Internautas, lembra porém que proibir na Internet é muito complicado e que não se conhecem as suas consequências, podendo gerar-se ainda mais interesse.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Twitter na mira da Apple.

O site techcrunch.com dá como certo o interesse da Apple pelo Twitter, um dos produtos de Internet mais bem sucedidos do momento. Há pouco tempo o Google também havia tentado a sua sorte, mas sem sucesso.

O Twitter continua a somar utilizadores e a marcar pontos no mercado. Com o passar do tempo têm surgido inúmeros interessados em adquirir um dos mais bem sucedidos produtos de Internet dos últimos tempos. O site techcrunch.com assegura que as negociações entre a Apple e o Twitter se encontram "na última fase" e que esperam anunciar o resultado "em Junho na WWDC " - convenção anual de divulgação dos desenvolvimentos da Apple.
O site que cita uma fonte "fiável" assegura que o preço de aquisição deverá rondar os 700 milhões de dólares.

Até agora, os fundadores do Twitter têm-se mostrado indiferentes a algumas propostas que foram feitas, tanto pelo Google como pelo Facebook. Será que a Apple levará a melhor?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Perigo: Twitter pode tornar-nos indiferentes?

A velocidade a que a informação chega e é actualizada em ferramentas como o Twitter pode adormecer o nosso sentido de moralidade e tornar-nos indiferentes aos sofrimento humanos. A conclusão é de um grupo de cientistas.

O que os cientistas dizem é que o cérebro não tem capacidade para digerir a informação à velocidade que ela nos chega através de ferramentas como o Twitter, a rede que convida cada um a dizer o que está a fazer num máximo de 140 caracteres (menos de metade deste parágrafo), e que tem sido adoptada pelos media (como é o caso da VISÃO ).

Um estudo da Universidade da Califórnia, citado pela CNN, conclui que essa diferença de velocidades - entre a informação e a sua assimilação - pode afectar o desenvolvimento emocional dos jovens. A teoria é a de que antes de o cérebro seja capaz de digerir a angústia e o sofrimento de determinada notícia, já está a ser bombardeado com a próxima informação.

"Se tudo se está a passar depressa demais, podemos não chegar a conseguir experimentar emoções sobre o estado psicológico dos outros e isso terá implicações na nossa moralidade", defende a investigadora Mary Helen Immordino-Yang.

Para a pesquisa, os cientistas analisaram a forma como um grupo de voluntários respondeu a histórias da vida real escolhidas especialmente para estimular os sentimentos de admiração por uma virtude ou habilidade e compaixão por uma dor moral ou física.

O grau de emoção foi verificado através de uma série de entrevistas antes e depois da captação de imagens do cérebro. Estas mostraram que os voluntários necessitaram de seis a oito segundos para reagir plenamente às histórias sobre a virtude ou sofrimento moral. Contudo, uma vez despertada esta emoção, a resposta durou muito mais do que as reacções suscitadas pelas histórias que se centraram na dor física.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Reino Unido vai controlar redes sociais.

O Governo britânico pretende monitorizar os sites sociais como o Facebook, MySpace, Twitter e Bebo. A iniciativa faz parte do novo plano antiterrorista.

A decisão de controlar as conversas nos chats, anunciada pelo Ministério britânico da Administração Interna, está a gerar uma onda de protestos.

O Governo decidiu arquivar, numa base de dados, os perfis e diálogos de milhões de pessoas que utilizam redes sociais, como o FaceBook , o Myspace , o Twitter ou o Bebo .

O jornal "The Guardian" avança que a medida vai ser posta em prática nas próximas semanas, alcançando todas as redes sociais, incluindo o serviço telefónico da Internet, Skype .

O executivo britânico justifica a iniciativa alegando tratar-se de uma questão de segurança. "Não sabemos se Osama Bin Laden está a utilizar o FaceBook " ou se no Twitter ou Myspace se estão a organizar ataques terroristas. Daí a necessidade de controlar este tipo de sites", defendeu Vernon Coaker, ministro da Administração Interna.

Coaker explicou os pormenores do plano antiterrorista e anti-crime organizado durante uma reunião da comissão parlamentar sobre as directivas da União Europeia para o controlo da informação, realizada anteontem.

Depois da medida ter sido anunciada, vários grupos de defesa dos Direitos Civis protestaram, considerando a decisão "abusiva" e uma "intromissão" na vida das pessoas.

Lobby pelo Facebook

Uma notícia divulgada pelo jornal inglês "The Independent", afirmava que responsável pela privacidade do FaceBook, Chris Kelly, organizará um "lobby" para derrubar a proposta.

A ideia de "policiar" os sites sociais encontra-se no topo das propostas do Governo de Gordon Brown, que pretende arquivar informação sobre cada chamada telefónica, e-mail ou visita na Internet feita por qualquer cidadão dentro do país.

A polémica está instalada. Internautas, intelectuais e oposição acusam o executivo de totalitarismo, comparando-o ao "Big Brother" do livro "1984" de George Orwell. A iniciativa, defendem, atenta contra a liberdade e a privacidade.

Informações pessoais controladas
Tom Brake, legislador liberal democrático, advertiu que este plano permite obter informações muito pessoais. "É muito preocupante que agora estejam a pretender controlar as redes sociais que contêm informação muito privada, como a sua orientação sexual, crenças religiosas e opiniões políticas".

O ministério da Administração Interna defende que a preocupação não são os conteúdos dos chats, mas sim "quem, onde e quando" está a utilizar as redes sociais.

Pelo menos metade da população no Reino Unido - cerca de 25 milhões de pessoas - utilizam redes sociais na Internet. Só o FaceBook tem cerca de 17 milhões de membros, enquanto o Bebo dez milhões.