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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Incêndio na Califórnia obriga a retirada de 400 pessoas.

Um grande incêndio florestal avançou esta terça-feira em direcção à periferia de Moorpark, no norte de Los Angeles. Dois bombeiros ficaram feridos e mais de 400 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas.

O fogo começou a lavrar ontem de manhã e no início da tarde as chamas já tinham consumido cerca de 2.400 hectares. Segundo as autoridades o incêndio rapidamente avançou na direcção da periferia de Moorpark, uma comunidade de 40 mil pessoas localizada a 48 quilómetros do norte de Los Angeles.

“Arde muito rápido devido ao calor e à baixa humidade. O incêndio está a deslocar-se com velocidade” disse o porta-voz dos bombeiros do condado de Ventura, Tom Krushchke.

Dois bombeiros sofreram problemas respiratórios devido à inalação de fumo.

O motivo do incêndio está sob investigação. “Agora estamos dependentes das condições do tempo, sobretudo do vento. A informação que temos é que o vento não está tão forte, mas prevê-se que persista por um tempo”, acrescentou.

Cerca de 400 pessoas tiveram ordem para evacuar as suas casas. O gado e outros animais foram transportados para longe do local afectado pelo incêndio. Tom Krushchke acrescentou que os campos petroleiros estavam ameaçados pelo incêndio.

No combate ao incêndio estão 400 bombeiros, oito aviões-cisterna e quatro helicópteros. “Estamos a efectuar um ataque aéreo realmente agressivo. Esperamos que possamos conter a ameaça que representa para Moonpark”, afirmou o comandante.

Ao todo estão a lavrar quatro incêndios na Califórnia, com as temperaturas a chegar aos 37,8 graus e as estações de vento de Santa Ana a lançar ar quente através de zonas silvestres de arbustos secos.

Os bombeiros estão também a combater um incêndio em Station, que já consumiu mais de 64.750 hectares, o décimo maior na história da Califórnia, que começou a 26 de Agosto numa zona montanhosa sobre Los Angeles.

As autoridades estão preocupadas devido aos ventos quentes e às altas temperaturas que podem levar os incêndios a ganhar mais força.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Los Angeles em chamas.

Incêndio na Califórnia ameaça 12 mil casas.

O enorme incêndio florestal a norte de Los Angeles, na Califórnia, está longe de terminar. O fogo já destruiu 18 habitações e as chamas ameaçam mais de 12 mil casas.

Mais de 2500 bombeiros prosseguem no combate às chamas em Los Angeles. O incêndio duplicou em menos de 24 horas e estende-se já por 347 quilómetros quadrados de floresta. O incêndio continua próximo de vários pontos-chave dos sistemas de comunicações da área dos Estados Unidos,

As chamas ameaçam mais de 12 mil habitações e pelo menos 6600 já foram evacuadas por estarem na zona de risco.

Cinco pessoas que se recusaram a abandonar a área de risco estão presas pelas chamas num rancho em Gold Canyon. Ao pedirem por ajuda um helicóptero da polícia local tentou chegar ao local, mas as chamas, intensas, impediram que a aeronave se aproximasse.

Os animais da reserva Wildlife Waystation foram retirados, uma vez que o incêndio continua a avançar em direcção a Los Angeles. A retirada dos animais começou no domingo, e até a noite desta segunda-feira, 275 teriam sido levados para o Zoo de Los Angeles.

As temperaturas elevadas e a densa e seca arborização continuam a alimentar o incêndio. A previsão das autoridades locais é de que o incêndio duplique de novo a sua extensão ao longo dos próximos dias. Os bombeiros combatem o fogo em várias frentes: para norte, sul e a leste dos sopés das montanhas a nordeste da cidade de Los Angeles. Apenas 5 por cento do incêndio está contido.









segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Atenas rodeada por chamas.

Os incêndios que deflagraram sexta-feira a noroeste da capital grega continuam fora de controlo e estão a escassos quilómetros de Atenas.
Centenas de bombeiros estão mobilizados contra os incêndios que alastram nas zonas florestais às portas de Atenas, ameaçando os arredores da capital grega, onde numerosos habitantes decidiram abndonar as suas casas.

Um mulher de 53 anos, Theofania Kassimati, disse que fugiu da sua residência na periferia de Atenas.

"As pessoas que circulavam com alti-falantes disseram-nos para sairmos, então embalámos alguns haveres, o nosso pequeno cão e partimos", adiantou.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Casamento no Kuwait termina com dezenas de mortos.

Pelo menos 41 pessoas morreram e várias dezenas ficaram feridas, no sábado, na sequência de um incêndio que deflagrou numa tenda onde se celebrava um casamento, no Kuwait.

As chamas deflagraram na noite de sábado numa das tendas usadas na festa de um casamento. No local encontravam-se apenas mulheres e crianças.

As autoridades localizaram, para já, 41 corpos por entre os destroços e 76 pessoas foram transportadas para os hospitais. Muitas foram vítimas de esmagamentos enquanto tentavam fugir da tenda.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Incêndios obrigam milhares de canadianos a sair de casa.

Pelo menos 17 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas, devido às chamas que teimam em consumir West Kelowna, na Columbia Britânica, desde sábado. Os bombeiros ainda não têm nenhuma previsão de quando vão conseguir dominar as labaredas.

O tempo seco não tem ajudado os cerca de 200 bombeiros que combatem o fogo, que está a devastar o Canadá, desde sábado.

"Os ventos estão definitivamente a agravar a actividade do fogo", disse Elise Riedlinger, porta-voz do Serviço Florestal da Columbia Britânica, que admitiu não saber quando vão conseguir controlar as chamas.

Até ao momento, ainda não há registo de mortos ou feridos, mas as autoridades já confirmaram a existência de diversas habitações destruídas.

domingo, 7 de junho de 2009

Incêndio mata pelo menos 31 crianças numa creche no Noroeste do México.

Um incêndio matou pelo menos 31 crianças numa creche na cidade de Hermosilo, no Estado de Sonora, no Noroeste do México.

Aparentemente, o fogo deflagrou sexta-feira à tarde num carro e espalhou-se para a creche ABC, adiantou um porta-voz da polícia de investigação estatal, segundo o jornal “Los Angeles Times”.

Várias dezenas de crianças foram retiradas da creche com queimaduras e com problemas respiratórios devido à inalação de fumo. As entidades oficiais alertam que o número de mortes pode aumentar.

Os bombeiros foram obrigados a abrir buracos nas paredes para entrar no edifício e retirar de lá as crianças. A BBC News adianta que dezenas de ambulâncias rodeiam o edifício. O fogo foi posteriormente extinto.

A creche era gerida pelos Serviços Sociais mexicanos. Pelo menos 176 crianças estavam no edifício durante o incêndio, com idades compreendidas entre os seis meses e os cinco anos.

O Presidente mexicano, Felipe Calderon, expressou uma “dor profunda” pela tragédia.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cadela com doença terminal salva dono de incêndio.

Um norte-americano acabou por salvar a sua vida ao recusar-se a pôr fim à doença terminal da sua cadela, que, ao ladrar, evitou que os dois fossem engolidos por um incêndio em casa.

Scott Seymour afirmou que a sua cadela, Brittney, acordou-o com o seu latido, no domingo, a tempo de os dois escaparem de casa, que estava em chamas, em Grand Rapids, no Estado do Michigan.

O incêndio ocorreu duas semanas depois de um veterinário ter descoberto vários tumores malignos no buldogue de 9 anos e advertir que o animal poderia não sobreviver a uma cirurgia.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Roda de avião incendeia-se e provoca pânico no aeroporto.

O pânico instalou-se no aeroporto do Texas, EUA, quando a roda de um avião se incendiou e levou à evacuação do aparelho. Os 52 ocupantes não ganharam para o susto.

Tudo parecia decorrer dentro da normalidade, até que no momento da aterragem a roda de um avião se incendiou. Os bombeiros não perderam tempo e combateram, de imediato, as chamas.

Os 47 passageiros e os 5 membros da tripulação foram retirados do avião através das mangas de emergência e, antes de serem tranferidos para outro terminal, assistiram ao rescaldo do incêndio na pista.

Ninguém ficou ferido neste incidente, que levou temporariamente à interrupção do tráfego aéreo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Testemunho. O «inferno» da Austrália visto por um português.

Numerosas localidades australianas foram varridas do mapa com os incêndios que calcinam o sul da Austrália, queimando casas, automóveis e pessoas na maior tragédia de sempre deste género no país, saldada em 108 mortos e 750 lares destruídos.

Luís Geraldes, artista e pintor, descreveu à Lusa o ambiente no local onde se encontra, um centro de acolhimento a cerca de cinco quilómetros da sua residência, que se tornou num «cenário de inferno».

«Existe um capacete preto na atmosfera e, de vez em quando, nas várias frentes onde o fogo ainda ocupa colinas, as árvores rebentam e mandam as folhas a arder para o ar, como foguetes», explicou.

«É impossível controlar este fogo, que se espalha por todo o lado, e por mais água que se deite não é possível dominar as frentes», disse ainda, acrescentando: «A temperatura continua a mais de 40 graus, o sol não existe e para se andar é preciso levar luzes acesas. Não se vislumbra o fim deste cenário de inferno.»

A ambiente geral é de consternação: «Existe um grande traumatismo, morreram muitas pessoas, amigas e vizinhas. Nas florestas, as pessoas têm propriedades com mais de cinco hectares e todos se conhecem porque fazem reuniões durante o ano sobre como combater as frentes de fogo (comuns no Verão australiano).» «Nas actuais circunstâncias, no entanto, foi impossível combater as chamas. Mesmo os mais fortes, que ficaram para trás até à última hora, quando tentaram fugir já não conseguiram porque as árvores estavam caídas no meio das estradas, os carros ficaram bloqueadas e o fogo carbonizou-as lá dentro», adiantou.

Luís Geraldes está inconformado: «As pessoas estão psicologicamente em baixo, altamente deprimidas, desde crianças, a pessoas de idade. Há milhares no centro de acolhimento e vai ser preciso ter coragem.»

O número de vítimas continua a crescer enquanto as operações de busca e salvamento resgatam corpos das chamas que têm transformado num inferno sobretudo o Estado de Vitória.

O primeiro-ministro, Kevin Rudd, declarou estar «consternado» com a chuva de cinza que cai do céu negro, enquanto as árvores explodem sob uma temperatura de 47 graus centígrados e são levadas pela fúria dos ventos.

No distrito de Kinglake, uma centena de quilómetros a norte de Melbourne, a localidade de turismo de Inverno de Marysville, com 800 habitantes, está em ruínas e é irrecuperável, de acordo com o responsável Brian Cross. Só em Kingsdale foram contados 18 mortos retirados dos escombros de quatro dezenas de casas e também de viaturas fumegantes.

Visto do ar, o cenário é dantesco até ao horizonte, com vastas quintas e florestas inteiras reduzidas a terra preta numa área de 2.200 quilómetros quadrados.

A polícia informou que há cerca de oito dezenas de pessoas hospitalizadas com queimaduras, 22 das quais de gravidade, como é o caso de uma bebé com escassos dois anos de idade, a quem está a ser ministrada morfina para apaziguar o sofrimento.

A Cruz Vermelha confirmou 3.733 evacuações, havendo relatos de sobreviventes que diziam ter visto algo parecido ao que foi a bomba atómica em Hiroshima.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Incêndios florestais matam na Austrália.

Pelo menos 84 pessoas morreram devido aos incêndios florestais que estão a devastar o sudeste da Austrália, e que já são os mais mortíferos de sempre, anunciou hoje a polícia.

Os incêndios alastram desde sábado em três estados do sudeste do país, sendo Victoria a região mais atingida pela catástrofe.

Um balanço anterior apontava para a existência de 65 mortos, e as autoridades reconhecem que os números poderão agravar-se, uma vez que muitos dos feridos sofrem de ferimentos graves.

Por outro lado, existem localidades fortemente atingidas pelas chamas onde a polícia e os bombeiros não conseguiram entrar, desconhecendo-se a situação de alguns moradores, o que leva as autoridades a reconhecer que os números de vítimas podem subir.
Com este novo balanço, estes incêndios são já considerados os mais mortíferos de sempre. Os fogos de 1983, que ficaram conhecidos como a «Quarta-feira de Cinzas», mataram 75 pessoas no estado de Victoria e no sul do país. O mesmo estado foi afectado também por intensos fogos em 1939, altura em que morreram 71 pessoas, na chamada «Sexta-feira Negra».

Ventos violentos atiçaram este fim-de-semana mais de 50 incêndios que se propagaram desde sábado nos Estados de Victoria, Nova Gales do Sul e aos arredores da capital, Camberra, onde a temperatura atingia hoje valores da ordem de 46 graus Celsius.

Dados divulgados pela polícia de Victoria, cerca das 20:30 (08:30 em hora de Lisboa), apontam para 750 casas destruídas e 330 mil hectares queimados.

Muitas das vítimas foram encontradas carbonizadas dentro dos carros, tendo sido apanhadas pelas chamadas quando tentavam fugir.

A polícia já reconheceu que alguns dos fogos podem demorar semanas a controlar e um bombeiro que está na zona disse que a frente de fogo tem várias centenas de quilómetros.

A zona mais atingida é Kinglake, situada a 80 quilómetros a norte de Melbourne, onde 550 casas foram destruídas e foram registadas 63 mortes.

As autoridades australianas prometeram punir severamente os incendiários que, segundo pensam, contribuíram para o início dos fogos.

«Alguns incêndios começaram em localidades onde só podiam ser ateados de propósito, nunca provocados por causas naturais», declarou um alto responsável da polícia do Estado de Victoria, Kieran Walshe.

A maioria das mortes ocorreu a noroeste de Melbourne, a segunda maior cidade do país e capital do Estado de Victoria, onde as chamas alastraram a bairros habitacionais inteiros e onde os incêndios continuam hoje fora de controlo.

Os responsáveis afirmam que as condições meteorológicas são piores este ano, devido a uma seca muito propícia à propagação dos incêndios.