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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Atenas rodeada por chamas.

Os incêndios que deflagraram sexta-feira a noroeste da capital grega continuam fora de controlo e estão a escassos quilómetros de Atenas.
Centenas de bombeiros estão mobilizados contra os incêndios que alastram nas zonas florestais às portas de Atenas, ameaçando os arredores da capital grega, onde numerosos habitantes decidiram abndonar as suas casas.

Um mulher de 53 anos, Theofania Kassimati, disse que fugiu da sua residência na periferia de Atenas.

"As pessoas que circulavam com alti-falantes disseram-nos para sairmos, então embalámos alguns haveres, o nosso pequeno cão e partimos", adiantou.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Estivemos mesmo na Lua?

Quarenta anos depois, ainda há quem acredite que o Homem nunca pisou a Lua. Recorde os argumentos dos que defendem que o gigante passo para a Humanidade foi encenado.

Foi o acontecimento do Verão de 1969. A 20 de Julho, o astronauta Neil Armstrong pousou o pé esquerdo na Lua. "Um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade" foi a frase que ficou para a história.

Mas, 40 anos depois, há quem teime que tal nunca aconteceu e que a Apollo 11 nunca chegou à Lua. Para estes defensores da teoria da conspiração, tudo não terá passado de uma encenação da NASA como forma de ultrapassar os rivais soviéticos e garantir o cumprimento do obejctivo estabelecido pelo presidente Kennedy de enviar tripulantes humanos à lua até ao final dos anos 60.

Bill Kaysing, o autor do polémico livro "Nunca fomos à Lua", é um dos principais protagonistas da tese da fraude. Na obra, aponta como "provas" o céu sem estrelas, algumas as sombras visíveis em algumas fotos, a bandeira ondulante num ambiente sem vento, a pegada perfeita da bota de Armstrong e a falta de uma cratera após a aterragem do módulo lunar Eagle.

Outros dos argumentos aponta para as conversas entre os astronautas e o controlo da missão, que, alegadamente, pareciam combinadas.

Para os milhões que não despregaram os olhos das televisões a preto e branco, na madrugada de há 40 anos, a teoria de Bill Kaysing pode parecer de loucos, mas tem vários seguidores.

"Eu seu que as alunagens foram encenadas", garante também o realizador Bart Sibrel.

A mesma opinião tinham, em 1999, 6% dos americanos inquiridos numa sondagem, e, de acordo com a CNN, os números estão a subir. Cerca de 25% dos inquriridos numa sondagem publicada por uma revista britânica, a Engenharia e Tecnologia dizem não acreditar que alguma vez o Homem tenha pisado a Lua e, na Internet, multiplicam-se os blogues com a mesma teoria.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cancro de pele aumenta com mudança de hábitos.

A mudança de hábitos na praia, sobretudo entre os mais jovens, é a principal razão para o aumento do número de casos de cancro da pele, em especial na forma mais agressiva: o melanoma.

Manuela Pecegueiro, directora do Serviço de Dermatologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, disse à Lusa que "houve várias alterações comportamentais na sociedade que levaram a uma maior e mais intensa exposição solar".

"Há mais informação sobre os protectores solares, mas os hábitos são diferentes. Antes, íamos para a praia mais cedo, almoçávamos em casa, dormíamos a sesta e só voltávamos à praia a partir das 16:00. Ninguém ia dormir a sesta para a areia", lembra a especialista.

A prudência popular determinava também que se alugasse um toldo ou uma barraca para abrigar as crianças durante as horas de maior calor.

O que hoje não acontece. Os ritmos de vida mudaram, as noites dos mais jovens prolongam-se até tarde e os dias começam muitas vezes por volta da hora de almoço, com a praia a servir para recuperar algumas das horas de sono perdidas.

É precisamente esta "exposição súbita e intermitente à radiação ultravioleta" que provoca os chamados escaldões e que tem contribuído para aumentar o número de casos de cancro da pele e acentuar a sua gravidade.

A dermatologista defende uma maior aposta na prevenção e sublinha que se gastam fortunas em tratamentos quando prevenir é o melhor remédio.

É o que fazem países com grande incidência de melanoma, como a Austrália, onde as autoridades de saúde distribuem os protectores solares gratuitamente nas praias.

Para Manuela Pecegueiro, o factor preço é decisivo. "Os protectores custam pelo menos 15 euros. Se forem aplicados correctamente, da cabeça aos pés e renovando a aplicação após o banho, um frasco não chega para toda a época balnear. E é preciso contar com os vários elementos da família", assinalou.

A responsável do IPO recomenda um índice de protecção nunca inferior a 25, mas salienta que tudo depende da pele. Os grupos de alto risco são aqueles com um fototipo mais baixo: louros, ruivos e pessoas que bronzeiam pouco.

"Se for uma pele que escalda, se tiver um fototipo baixo, deve usar pelo menos um [protector] 30, para permitir o bronzeamento sem escaldar", aconselha a médica.

Em Portugal, o tipo de cancro mais frequente é o basalioma, mas é o melanoma que mais preocupa os especialistas.

O basalioma surge sobretudo em pessoas que estão continuamente expostas ao sol, como os pescadores, trabalhadores rurais ou marinheiros, e tem um índice de cura próximo dos cem por cento.

Menos frequente é o carcinoma espinocelular, que também aparece em pessoas que trabalham ao ar livre, mas mais velhas.
Quanto ao melanoma, muito mais agressivo, está associado a pessoas mais jovens e resulta muitas vezes de uma exposição ao sol intensa e intermitente. "É o que nos tem preocupado mais. É um cancro muito agressivo e nos jovens toma proporções dramáticas", descreve Manuela Pecegueiro.

A dermatologista alertou para a necessidade de se "estar atento" a lesões pré-existentes, como os sinais, às quais nem sempre é dada a devida importância porque acompanham as pessoas desde sempre e fazem parte do seu corpo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Más notas e namoros de Verão levam jovens a fugir de casa .

"São desaparecimentos de curta duração que duram em média dois a três dias, até ganharem coragem para dizer aos pais as notas que tiveram", disse à Lusa Ramos Caniço, da Polícia Judiciária.

Os maus resultados escolares e os namoros de Verão são as principais causas do desaparecimento temporário dos adolescentes, um fenómeno a que a Polícia Judiciária assiste anualmente no início das férias escolares.

Em entrevista à Lusa, o director da Unidade de informação de Investigação Criminal da Policia Judiciária explicou que o mês de Junho regista sempre "um boom" de desaparecimentos de adolescentes entre os 13 e os 18 anos.

Só na passada semana a PJ recebeu 16 participações de desaparecimentos de adolescentes o que indica que está a começar um fenómeno sazonal já bem conhecido desta polícia.

"São desaparecimentos de curta duração que duram em média dois a três dias, até ganharem coragem para dizer aos pais as notas que tiveram", disse Ramos Caniço.

Além dos maus resultados escolares também os namoros de Verão contribuem para este fenómeno.

Normalmente, adiantou, estes casos resolvem-se por si, mas são sempre encarados pela polícia como um desaparecimento pelo que os procedimentos adoptados são os mesmos, não existindo nenhum tempo de espera: a busca inicia-se imediatamente após a participação do caso.

Investigação começa no segundo seguinte à participação.

"A 'história' de esperar 24 horas como já li por aí não existe. Não tem qualquer tipo de fundamento legal nem operacional. Nada na lei diz que é possível diferir no tempo o início da investigação. Esta começa no segundo seguinte à participação" frisou.

A definição técnica de um desaparecimento, explicou Ramos Caniço, é quando uma determinada pessoa deixa de praticar a sua rotina normal e nestas situações ninguém deve esperar para fazer a participação às autoridades.

Qualquer órgão de polícia criminal tem obrigação de começar a investigar imediatamente um desaparecimento: "Temos de ver porque deixou de praticar a sua rotina diária, se surgiram novas companhias ou se estavam deprimidos. Temos de encarar todas as hipóteses. Cada caso é um caso", disse.

O fenómeno do desaparecimento de jovens nesta altura do ano não tem vindo a diminuir mas segundo o director da Unidade de informação de Investigação Criminal da Policia Judiciária também não aumentou.

Esta unidade na área de Lisboa tem uma brigada que trabalha só nesta área dos desaparecimentos, mas em caso de necessidade é feito um reforço que até hoje não foi necessário.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Em Setúbal, criatura marinha lança pânico na Praia do Pego.

"Um animal enorme" esteve a escassos metros da costa e levou à saída imediata da água de todos os banhistas. Há quem fale em tubarão, mas as autoridades marítimas não sabem do que se trata.

Passavam poucos minutos das 13h00 de hoje quando o aparato tomou conta da Praia do Pego, na Comporta, em Setúbal. Um banhista, Marcelo Leite, que tinha acabado de chegar ao areal quando o nadador-salvador deu o sinal de aviso para que todos os veraneantes saíssem imediatamente da água, disse ao Expresso ter avistado uma "barbatana" e descreveu uma enorme confusão perante o sucedido.

O receio e o alarido foram também confirmados por uma funcionária de um bar da praia. Débora Arueira, estudante de veterinária, não conseguiu distinguir o "enorme animal" a cerca de "dois metros do areal". Conta que, no mar estava "uma lancha, não identificada, a acompanhar o animal, enquanto em terra encontrava-se um mini-tractor".

"Informaram-me de que o animal já tinha sido identificado, tratando-se duma sub-espécie de tubarão, mas com características de baleia. Não tem dentes, não morde, não é carnívoro", explicou.

A Capitania do Porto de Setúbal garantiu desconhecer a espécie do animal. "Não temos conhecimento de nenhuma parte de que é um tubarão. Fomos contactados por causa de um animal de grandes dimensões mas não sabemos o que é", disse fonte da autoridade marítima ao Expresso, que assegura ter sido enviada para o local uma embarcação para acompanhar a situação.

"Não avistámos nada", garantiu a mesma fonte, revelando dispor apenas de comunicações de outras embarcações que dão conta da deslocação do animal para "zonas profundas".

sábado, 2 de agosto de 2008

Época balnear registou 13 mortes em dois meses...

Mesmo número que nos quatro meses de Verão do ano passado.

Pelo menos 13 pessoas morreram nas praias portuguesas durante os dois primeiros meses da época balnear, tantas quanto o número total de vítimas mortais em toda a época do ano passado, avança um balanço da Marinha divulgado hoje.

Das 13 mortes, cinco ocorreram em praias vigiadas, outras cinco em praias não vigiadas e as restantes em praias fluviais sem vigilância. À excepção de um destes incidentes, todas as vítimas eram homens. A única mulher vítima nesta época balnear morreu por afogamento numa praia não vigiada.

De acordo com o balanço do Instituto de Socorros a Náufragos sobre os quatro meses da época balnear do ano passado, morreram nas praias portuguesas 13 pessoas, o mesmo número já atingido este ano em dois meses.

Entre os acidentes mortais nas zonas balneares vigiadas este ano, três foram por doença súbita e os outros dois por afogamento, em alturas em que estavam hasteadas as bandeiras vermelha e amarela.

Nas praias marítimas sem vigilância, morreram também cinco pessoas, quatro delas por afogamento e uma por doença súbita.

Quanto às praias fluviais, todas as três mortes se deveram a afogamento e as vítimas foram jovens com idades entre os 15 e os 18 anos.

Num comunicado enviado hoje, a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores alerta para a necessidade de criar com "urgência" legislação para estes locais fluviais que legalmente não são praias fluviais e, por isso, não têm vigilância.

"É urgente criar legislação para estes locais que têm uma enorme procura, contemplando a presença de nadadores-salvadores, pelo menos no período de maior utilização", apela a federação, que aconselha uma "estratégia mais eficaz de interdição" destes espaços fluviais que legalmente não são considerados como praias e, como tal, não são obrigados a ter vigilância.

Ainda segundo o balanço da Marinha, das 13 vítimas registadas nos primeiros dois meses desta época balnear, dez eram de nacionalidade portuguesa, uma cabo-verdiana, uma holandesa e outra alemã.

Entre 1 de Junho e 31 de Julho foram feitas 228 operações de salvamento nas praias e 542 acções de primeiros socorros.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por causa do calor 12 distritos em alerta amarelo.

Doze dos 18 distritos de Portugal continental estão hoje em alerta amarelo devido à previsão de temperaturas elevadas, que devem chegar aos 35 graus em Beja e Évora, de acordo com o Instituto de Meteorologia.
O alerta amarelo, o segundo numa escala de quatro, está em vigor até às 8h00 de sexta-feira nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Évora.

As temperaturas máximas esperadas para hoje são de 32 graus no Porto, 34 em Lisboa e 28 em Faro.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) colocou na sua página alguns conselhos devido ao calor, nomeadamente a ingestão de líquidos mesmo nos casos que não se sinta sede, utilização de roupas leves, claras e largas, inibição de consumo de álcool e recurso a banho com água tépida no caso de o corpo estar muito quente.

O risco de incêndio é hoje "Máximo" em vários concelhos dos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Portalegre e Castelo Branco.
Para a maior parte do território no Norte e Centro, bem como para o distrito de Faro, prevê-se um risco "Elevado" de incêndio e, em alguns concelhos dessas regiões, de "Muito Elevado".

A classe do risco de incêndio apresenta cinco níveis e varia entre o "Reduzido" e o "Máximo".
O índice de radiação ultravioleta (UV) prevista para hoje é "Muito Alto" em todo o território continental.
O Instituto de Meteorologia aconselha a utilização de óculos de Sol, chapéu, protectores solares, t-shirt e desaconselha a exposição solar às crianças.

Este índice varia, em cinco níveis, entre o "Baixo" e o "Extremo".