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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Atenas rodeada por chamas.

Os incêndios que deflagraram sexta-feira a noroeste da capital grega continuam fora de controlo e estão a escassos quilómetros de Atenas.
Centenas de bombeiros estão mobilizados contra os incêndios que alastram nas zonas florestais às portas de Atenas, ameaçando os arredores da capital grega, onde numerosos habitantes decidiram abndonar as suas casas.

Um mulher de 53 anos, Theofania Kassimati, disse que fugiu da sua residência na periferia de Atenas.

"As pessoas que circulavam com alti-falantes disseram-nos para sairmos, então embalámos alguns haveres, o nosso pequeno cão e partimos", adiantou.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Charles Darwin enganou-se nos Açores.

Darwin terminou a sua viagem nos Açores, onde não encontrou "nada digno de registo", mas os cientistas dizem que estava completamente enganado.

Charles Darwin terminou a sua célebre viagem de circum-navegação de cinco anos a bordo do "Beagle" nos Açores, e durante seis dias visitou o interior da ilha Terceira, mas escreveu uma frase que os cientistas têm vindo desde então a considerar totalmente errada: "Gostei imenso da visita, mas não encontrei nada digno de registo".

De facto, António Frias Martins, investigador do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, afirmou à Agência Lusa que "nos Açores há muita coisa digna de registo", porque o arquipélago, que tem uma grande biodiversidade e espécies animais únicas, é um verdadeiro laboratório natural que sustenta a Teoria da Evolução.

Os cientistas açorianos querem provar que o famoso naturalista britânico se enganou e para isso vão organizar entre 19 e 22 de Setembro um simpósio internacional sobre o tema "O erro de Darwin e o que estamos a fazer para o corrigir".
(Os Açores têm espécies de aves únicas em todo o mundo)
O evento contará com a participação de especialistas norte-americanos de renome mundial como Lynn Margulis (Universidade de Massachussets), Bruce Libermann (Universidade do Kansas) e o casal Rosemary e Peter Grant (Universidade de Princeton), que já estudou os tentilhões dos Açores.
Ao mesmo tempo têm um ambicioso projecto, a inaugurar a 19 de Setembro, para ilustrar a história da Vida ao longo de um percurso de 46 km na ilha de S. Miguel, entre Ponta Delgada e a Ponta da Madrugada, no extremo leste da ilha.

"O Trilho da Vida" vai percorrer os 4,6 mil milhões de anos da idade da Terra num percurso marcado por pavilhões - dinamizados pelas autarquias e escolas - com exposições sobre os principais acontecimentos da história da Vida, como a emergência das primeiras bactérias, o aparecimento das plantas e dos animais, a vida e morte dos dinossáurios ou as etapas da evolução humana.

O único português que se correspondeu regularmente com Darwin - entre Junho e Novembro de 1881 - foi precisamente um naturalista açoriano, Francisco Arruda Furtado. A sua história é contada no livro "O português que se correspondeu com Darwin", de Paulo Renato Trincão (professor da Universidade Aveiro), que será lançado brevemente pela editora Gradiva.

A investigação científica recente tem, sem dúvida, consolidado a ideia de que os Açores são um arquipélago de eleição para provar a diversidade da evolução através da selecção natural tal como Darwin a defendia.

Um dos exemplos, citado pela revista National Geographic, são os estudos feitos sobre o painho-da-madeira, uma ave marinha típica das ilhas do Atlântico (incluindo a Madeira, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe), mas onde foi descoberta uma espécie única nos Açores com apenas 250 a 300 casais. Única em termos genéticos, nos cantos e vocalizações, nas épocas de muda ou no comportamento alimentar.

Outra espécie única é o priolo, uma ave da floresta laurissilva de S. Miguel, que está a ser alvo de uma campanha de recuperação do seu habitat coordenada pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), por estar ameaçada de extinção. A laurissilva é, aliás, uma floresta também com características únicas, que só existe nos Açores e na Madeira.
(A floresta laurissilva só existe nos Açores e na Madeira)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Incêndios florestais matam na Austrália.

Pelo menos 84 pessoas morreram devido aos incêndios florestais que estão a devastar o sudeste da Austrália, e que já são os mais mortíferos de sempre, anunciou hoje a polícia.

Os incêndios alastram desde sábado em três estados do sudeste do país, sendo Victoria a região mais atingida pela catástrofe.

Um balanço anterior apontava para a existência de 65 mortos, e as autoridades reconhecem que os números poderão agravar-se, uma vez que muitos dos feridos sofrem de ferimentos graves.

Por outro lado, existem localidades fortemente atingidas pelas chamas onde a polícia e os bombeiros não conseguiram entrar, desconhecendo-se a situação de alguns moradores, o que leva as autoridades a reconhecer que os números de vítimas podem subir.
Com este novo balanço, estes incêndios são já considerados os mais mortíferos de sempre. Os fogos de 1983, que ficaram conhecidos como a «Quarta-feira de Cinzas», mataram 75 pessoas no estado de Victoria e no sul do país. O mesmo estado foi afectado também por intensos fogos em 1939, altura em que morreram 71 pessoas, na chamada «Sexta-feira Negra».

Ventos violentos atiçaram este fim-de-semana mais de 50 incêndios que se propagaram desde sábado nos Estados de Victoria, Nova Gales do Sul e aos arredores da capital, Camberra, onde a temperatura atingia hoje valores da ordem de 46 graus Celsius.

Dados divulgados pela polícia de Victoria, cerca das 20:30 (08:30 em hora de Lisboa), apontam para 750 casas destruídas e 330 mil hectares queimados.

Muitas das vítimas foram encontradas carbonizadas dentro dos carros, tendo sido apanhadas pelas chamadas quando tentavam fugir.

A polícia já reconheceu que alguns dos fogos podem demorar semanas a controlar e um bombeiro que está na zona disse que a frente de fogo tem várias centenas de quilómetros.

A zona mais atingida é Kinglake, situada a 80 quilómetros a norte de Melbourne, onde 550 casas foram destruídas e foram registadas 63 mortes.

As autoridades australianas prometeram punir severamente os incendiários que, segundo pensam, contribuíram para o início dos fogos.

«Alguns incêndios começaram em localidades onde só podiam ser ateados de propósito, nunca provocados por causas naturais», declarou um alto responsável da polícia do Estado de Victoria, Kieran Walshe.

A maioria das mortes ocorreu a noroeste de Melbourne, a segunda maior cidade do país e capital do Estado de Victoria, onde as chamas alastraram a bairros habitacionais inteiros e onde os incêndios continuam hoje fora de controlo.

Os responsáveis afirmam que as condições meteorológicas são piores este ano, devido a uma seca muito propícia à propagação dos incêndios.