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sábado, 18 de julho de 2009

Lulas gigantes que atacam humanos invadem costa da Califórnia.

Milhares de lulas surgiram na costa de San Diego, na Califórnia, e estão a assustar tudo e todos. Conhecidas como lula-de-humboldt, estas costumam estar nas águas profundas do México e são conhecidas por atacar humanos.

As águas da costa da Califórnia foram invadidas por milhares de lulas-de-humboldt. Estas podem medir até 1,5 metros e pesar até 45 quilos.

Todos estão assustados com a presença destes seres, tendo em conta que são conhecidos por atacar humanos.

Cientistas já explicaram que estas lulas gigantes podem ter vindo do seu habitat natural, nas águas profundas do México, para a costa californiana, por causa da escassez de alimentos, provocada pelo aquecimento global. Outra teoria é a de que há uma redução no número de predadores naturais, o que facilitaria a sobrevivência dessa espécie.


Mas já não é a primeira vez que as praias de San Diego são invadidas por lulas. Em janeiro de 2005, centenas de lulas gigantes mortas apareceram nas praias de Orange County, na Califórnia.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Charles Darwin enganou-se nos Açores.

Darwin terminou a sua viagem nos Açores, onde não encontrou "nada digno de registo", mas os cientistas dizem que estava completamente enganado.

Charles Darwin terminou a sua célebre viagem de circum-navegação de cinco anos a bordo do "Beagle" nos Açores, e durante seis dias visitou o interior da ilha Terceira, mas escreveu uma frase que os cientistas têm vindo desde então a considerar totalmente errada: "Gostei imenso da visita, mas não encontrei nada digno de registo".

De facto, António Frias Martins, investigador do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, afirmou à Agência Lusa que "nos Açores há muita coisa digna de registo", porque o arquipélago, que tem uma grande biodiversidade e espécies animais únicas, é um verdadeiro laboratório natural que sustenta a Teoria da Evolução.

Os cientistas açorianos querem provar que o famoso naturalista britânico se enganou e para isso vão organizar entre 19 e 22 de Setembro um simpósio internacional sobre o tema "O erro de Darwin e o que estamos a fazer para o corrigir".
(Os Açores têm espécies de aves únicas em todo o mundo)
O evento contará com a participação de especialistas norte-americanos de renome mundial como Lynn Margulis (Universidade de Massachussets), Bruce Libermann (Universidade do Kansas) e o casal Rosemary e Peter Grant (Universidade de Princeton), que já estudou os tentilhões dos Açores.
Ao mesmo tempo têm um ambicioso projecto, a inaugurar a 19 de Setembro, para ilustrar a história da Vida ao longo de um percurso de 46 km na ilha de S. Miguel, entre Ponta Delgada e a Ponta da Madrugada, no extremo leste da ilha.

"O Trilho da Vida" vai percorrer os 4,6 mil milhões de anos da idade da Terra num percurso marcado por pavilhões - dinamizados pelas autarquias e escolas - com exposições sobre os principais acontecimentos da história da Vida, como a emergência das primeiras bactérias, o aparecimento das plantas e dos animais, a vida e morte dos dinossáurios ou as etapas da evolução humana.

O único português que se correspondeu regularmente com Darwin - entre Junho e Novembro de 1881 - foi precisamente um naturalista açoriano, Francisco Arruda Furtado. A sua história é contada no livro "O português que se correspondeu com Darwin", de Paulo Renato Trincão (professor da Universidade Aveiro), que será lançado brevemente pela editora Gradiva.

A investigação científica recente tem, sem dúvida, consolidado a ideia de que os Açores são um arquipélago de eleição para provar a diversidade da evolução através da selecção natural tal como Darwin a defendia.

Um dos exemplos, citado pela revista National Geographic, são os estudos feitos sobre o painho-da-madeira, uma ave marinha típica das ilhas do Atlântico (incluindo a Madeira, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe), mas onde foi descoberta uma espécie única nos Açores com apenas 250 a 300 casais. Única em termos genéticos, nos cantos e vocalizações, nas épocas de muda ou no comportamento alimentar.

Outra espécie única é o priolo, uma ave da floresta laurissilva de S. Miguel, que está a ser alvo de uma campanha de recuperação do seu habitat coordenada pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), por estar ameaçada de extinção. A laurissilva é, aliás, uma floresta também com características únicas, que só existe nos Açores e na Madeira.
(A floresta laurissilva só existe nos Açores e na Madeira)