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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Júpiter terá sido atingido por um cometa.

O planeta Júpiter terá sido atingido por um objecto, possivelmente um cometa, indicaram astrónomos perante imagens da NASA que mostram um rasgão junto do pólo sul do gigante feito de gás.

As imagens, obtidas na segunda-feira pelo telescópio de infra-vermelhos da agência espacial norte-americana no Havai, surgem por ocasião do 15.º aniversário de outro choque com um cometa.

Em 1994, Júpiter foi bombardeado por fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cancro de pele aumenta com mudança de hábitos.

A mudança de hábitos na praia, sobretudo entre os mais jovens, é a principal razão para o aumento do número de casos de cancro da pele, em especial na forma mais agressiva: o melanoma.

Manuela Pecegueiro, directora do Serviço de Dermatologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, disse à Lusa que "houve várias alterações comportamentais na sociedade que levaram a uma maior e mais intensa exposição solar".

"Há mais informação sobre os protectores solares, mas os hábitos são diferentes. Antes, íamos para a praia mais cedo, almoçávamos em casa, dormíamos a sesta e só voltávamos à praia a partir das 16:00. Ninguém ia dormir a sesta para a areia", lembra a especialista.

A prudência popular determinava também que se alugasse um toldo ou uma barraca para abrigar as crianças durante as horas de maior calor.

O que hoje não acontece. Os ritmos de vida mudaram, as noites dos mais jovens prolongam-se até tarde e os dias começam muitas vezes por volta da hora de almoço, com a praia a servir para recuperar algumas das horas de sono perdidas.

É precisamente esta "exposição súbita e intermitente à radiação ultravioleta" que provoca os chamados escaldões e que tem contribuído para aumentar o número de casos de cancro da pele e acentuar a sua gravidade.

A dermatologista defende uma maior aposta na prevenção e sublinha que se gastam fortunas em tratamentos quando prevenir é o melhor remédio.

É o que fazem países com grande incidência de melanoma, como a Austrália, onde as autoridades de saúde distribuem os protectores solares gratuitamente nas praias.

Para Manuela Pecegueiro, o factor preço é decisivo. "Os protectores custam pelo menos 15 euros. Se forem aplicados correctamente, da cabeça aos pés e renovando a aplicação após o banho, um frasco não chega para toda a época balnear. E é preciso contar com os vários elementos da família", assinalou.

A responsável do IPO recomenda um índice de protecção nunca inferior a 25, mas salienta que tudo depende da pele. Os grupos de alto risco são aqueles com um fototipo mais baixo: louros, ruivos e pessoas que bronzeiam pouco.

"Se for uma pele que escalda, se tiver um fototipo baixo, deve usar pelo menos um [protector] 30, para permitir o bronzeamento sem escaldar", aconselha a médica.

Em Portugal, o tipo de cancro mais frequente é o basalioma, mas é o melanoma que mais preocupa os especialistas.

O basalioma surge sobretudo em pessoas que estão continuamente expostas ao sol, como os pescadores, trabalhadores rurais ou marinheiros, e tem um índice de cura próximo dos cem por cento.

Menos frequente é o carcinoma espinocelular, que também aparece em pessoas que trabalham ao ar livre, mas mais velhas.
Quanto ao melanoma, muito mais agressivo, está associado a pessoas mais jovens e resulta muitas vezes de uma exposição ao sol intensa e intermitente. "É o que nos tem preocupado mais. É um cancro muito agressivo e nos jovens toma proporções dramáticas", descreve Manuela Pecegueiro.

A dermatologista alertou para a necessidade de se "estar atento" a lesões pré-existentes, como os sinais, às quais nem sempre é dada a devida importância porque acompanham as pessoas desde sempre e fazem parte do seu corpo.