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terça-feira, 28 de julho de 2009

Estudo aponta para subida até 82 cm dos oceanos até 2100 .

O nível dos oceanos poderá subir de 7 a 82 centímetros até 2100 devido ao aquecimento climático, ameaçando regiões baixas na Holanda, Bangladesh e pequenas ilhas oceânicas, segundo um novo estudo publicado esta segunda-feira.

Os resultados da investigação, publicada na edição de Julho da revista Nature Geoscience, confirmam globalmente o intervalo de previsões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), com sede em Genebra.

"Uma subida de 50 centímetros seria muito perigosa para o Bangladesh e todas as regiões situadas a baixa altitude", afirma o autor do estudo, Mark Siddall, do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol.

Mas "50 centímetros são uma média, já que localmente a subida poderá chegar a um metro ou mais", adverte.

Num relatório publicado em 2007, os peritos do IPCC previram um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 centímetros, ou mesmo 76 centímetros tendo em conta o degelo dos glaciares e da banquisa, segundo cenários que prevêem uma subida das temperaturas de 1,1 a 6,4 graus Celsius até 2100.

Basta o aquecimento da água do mar para aumentar o seu volume, mesmo sem incluir a fusão das massas de gelo, cujo impacto na subida do nível dos oceanos foi estimado em 17 centímetros pelos mesmos peritos.

A equipa de Mark Siddall usou dados fornecidos por corais fósseis e amostras de calotes glaciares para elaborar um modelo da evolução do nível dos mares durante os últimos 22 mil anos.

Os investigadores chegaram a conclusões semelhantes às do IPCC através de uma abordagem diferente, "o que reforça a confiança com que se pode interpretar os resultados do IPCC", sublinha Siddall.

"O nosso modelo indica que o impacto no nível dos mares do aquecimento no século XX prosseguirá durante numerosos séculos no futuro e constituirá por conseguinte um componente importante das alterações climáticas", concluiu.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Calor faz derreter o asfalto numa auto-estrada da Bélgica.

As elevadas temperaturas fizeram segunda-feira derreter o asfalto num troço de auto-estrada na Bélgica e forçaram as autoridades a fechá-la à circulação durante o tempo que for preciso para fazer as reparações necessárias.

"O asfalto derreteu por causa do calor e as reparações efectuadas durante o Inverno cederam à passagem dos automóveis" criando buracos na auto-estrada E-42 que liga as cidades de Mons, Namur e Liège na Valónia (sul da Bélgica), explicaram os gestores da rede viária às cadeias de televisão do Reino.

A auto-estrada foi fechada ao trânsito ao final da tarde para permitir os trabalhos de reparação. Segundo a polícia federal, a auto-estrada poderá ficar fechada por um longo período. Serão criados desvios.

sábado, 18 de abril de 2009

Susan Boyle. Desempregada escocesa já é fenómeno global.

Desde que supreendeu tudo e todos com a sua voz no programa Britain's Got Talent, a até então desconhecida, de 47 anos, transformou-se num fenómeno de popularidade muito além-fronteiras. Já foi entrevistada no Good Morning América e Oprah Winfrey quer tê-la no seu programa.A desempregada escocesa, de meia-idade, saltou do anonimato para o estatuto de estrela internacional, depois da sua participação no concurso Britain's Got Talent.

A sua interpretação de "I dreamed a dream", do musical "Os miseráveis", deixou todos boquiabertos e o público a aplaudir de pé, apesar de todo o cepticismo com que foi recebida inicialmente.

Desde então, Susan Boyle tem sido um autêntico fenómeno de popularidade, não só na Internet - no YouTube, só entre os vídeos mais vistos da semana conta com mais de 30 milhões de exibições - como nos media de vários países.

Na última quarta-feira, por exemplo, a escocesa cantou ao vivo no Good morning America, que tem uma audiência de 5 milhões de pessoas; A popular apresentadora Oprah Winfrey já fez saber que a quer ter como convidada do seu programa e Simon Cowell, o criador e jurado do Britain's Got Talent, prevê que um disco de Susan Boyle alcance o topo da lista dos mais vendidos nos Estados Unidos.

Os fãs não são menos notáveis: A apresentadora Kathie Lee Gifford diz que chorou durante a actuação de Boyle e o mesmo aconteceu à actriz Demi Moore.

Enquanto se prepara para a próxima fase do concurso, a cantora, em múltiplas entrevistas, tem-se declarado "esmagada" por toda a atenção que tem recebido. "Até rádios australianas queram falar comigo", contou.
VEJA AQUI ACTUAÇÃO DE SUSAN BOYLE

sábado, 28 de março de 2009

Milhares de cidades às escuras. Apagão em nome da Terra .

A cidade australiana de Sydney foi a primeira do mundo a apagar as luzes na operação “Uma hora pelo planeta”, a nove meses da cimeira de Copenhaga sobre o aquecimento global. Lisboa estava na rota do apagão (às 20h30). Nova Iorque ia em muitos lados mergulhar também na escuridão, já na nossa madrugada.

Eram 9h30 TMG (mesma hora em Lisboa) quando a brilhante metrópole começou a ficar salpicada de pontos escuros. Um dos primeiros foi a ópera, ex-libris da cidade, outro a ponte sobre a baía, que de repente deixou de cintilar.

Foi só o começo. À medida que o mundo rodou, e a noite foi descendo, centenas de cidades, de uma lista de 3929, de 90 países, incluindo este ano também a África do Sul, foram fazendo o mesmo. E além delas muitos monumentos, entre 371 voluntários, entre eles a Acrópole, as pirâmides Gizé, a Torre Eiffel, entre muitas outras.

Em Hong Kong, centenas de edifícios desligaram as luzes. Nos Emirados Árabes Unidos, um dos maiores consumidores de energia do mundo, vários fizeram o mesmo. E no Egipto. E na Grécia.

Alpinistas tinham previsto colocar no pico do Everest, a 8000 metros de altitude, uma bandeira a assinalar o apagão deste ano, o terceiro desde que as associações ecologistas francesas da Aliança pelo Planeta lançaram a ideia, no dia 1 de Fevereiro de 2007.

Muitos edifícios e monumentos de Nova Iorque preparavam-se à noite para entrar na escuridão, como o Empire State ou o da Chrysler, ou a ponte de Brooklin. E a seguir a ela cidades como Washington, Chicago ou Los Angeles, que vivem das luzes, ou Dallas, ou Miami.

Mil milhões de pessoas de todo o mundo estavam convidadas pela organização ambientalista WWF para desligarem as luzes num gesto simbólico, a nove meses da cimeira de Copenhaga sobre o aquecimento climático. Cinco graus a mais na temperatura do planeta são os suficientes para acelerar dramaticamente o desaparecimento dos gelos dos pólos, dizem os cientistas. E isso, dizem os técnicos, mexerá demasiado com o planeta tal como o conhecemos.Sydney antes e durante o apagão.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Gráfico animado: Aquecimento global ameaça urso polar.

De acordo com cientistas do Instituto Geológico dos Estados Unidos, dois terços dos 20.000 a 25.000 ursos vivos actualmente poderão desaparecer até 2050.

A sobrevivência dos ursos polares depende de um forte compromisso dos Estados do Árctico na luta contra o aquecimento do planeta, considerou o ministro do Ambiente norueguês, no primeiro dia de uma conferência internacional sobre ursos polares.

"A principal ameaça que pesa actualmente sobre os ursos polares vem das alterações climáticas", declarou Erik Solheim perante os representantes dos cinco países (Estados Unidos, Canadá, Rússia, Noruega, Dinamarca/Gronelândia) onde vivem ursos polares, reunidos em Tromsoe (norte da Noruega).

"Para conseguir preservar o importante ecossistema (dos ursos) devemos pôr fim ao aquecimento do planeta", disse.

A reunião de Tromsoe destina-se a reavivar um acordo de conservação dos ursos polares, que remonta a 1973 e que define essencialmente uma restrição da caça, e a examinar o documento à luz da nova ameaça climática.

Algumas estimativas prevêem que, sob o efeito do aquecimento, os gelos marinhos polares, terreno de caça indispensável do urso branco que aí persegue a foca, poderão derreter completamente no Árctico, na época de Verão, cerca de 2020.

De acordo com cientistas do Instituto Geológico dos Estados Unidos, dois terços dos 20.000 a 25.000 ursos vivos actualmente poderão desaparecer até 2050. Os restantes deverão estar concentrados no norte canadiano.

O encontro de Tromsoe ocorre nove meses antes da Conferência de Copenhaga sobre o clima, que tentará produzir um acordo pós-Quioto sobre as emissões de gases com efeito de estufa e que deverá, neste campo, decidir a sorte dos ursos polares.

"Espero que aqui se consiga um consenso para enviar uma mensagem forte aos negociadores sobre o clima", disse Solheim à margem da conferência.

"Não se trata de debater uma redução de 25 ou 30 por cento das emissões de gás com efeito de estufa mas é preciso lançar um aviso antes de Copenhaga: a situação no Árctico, simbolizada pelo urso polar, é muito grave", acrescentou.

Além de reconhecer a ligação existente entre a protecção dos ursos e o clima, a Noruega espera que a reunião de Tromsoe resulte num acordo de princípio entre os cinco Estados para a elaboração de um programa de acção comum e de maiores esforços contra outras ameaças.

A espécie também é vulnerável a substâncias químicas emitidas pelas actividades industriais e ao recrudescimento da actividade humana no Árctico (prospecção petrolífera, produção mineira, turismo, exercícios militares, transportes marítimos) devido ao recuo do gelo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ártico desaparece dentro de duas décadas.

Especialistas em ciência polar reunidos em Chicago calculam que a temperatura na região poderá aumentar até 7ºC, em meados do século, devido ao aquecimento global.

O Ártico tal como é conhecido hoje vai deixar de existir dentro de duas décadas, devido ao aquecimento global que pode fazer aumentar a temperatura na região até 7ºC até meados deste século, segundo especialistas citados pela Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, "o atestado de óbito do Ártico está assinado", observando-se já todos os anos uma reacção em cadeia, que de acordo com especialistas em ciência polar reunidos em Chicago, EUA, não deverá tratar-se de "um mero ciclo passageiro".

"Teremos um Verão sem gelo no Ártico em 2030 ou antes disso", calculou um especialista da Universidade de Colorado, que falava no âmbito da 175ª Reunião Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

O especialista referiu que "com menos gelo, a preocupação com uma certa ocupação da região ártica também deve aumentar", prevendo ainda que "pode aumentar não apenas a navegação em toda a área, como a exploração de petróleo".

"Todo cuidado é importante, porque o Ártico está mais quente em todas as estações do ano, não apenas no Verão. Já temos problema de erosão costeira em algumas zonas. Sem gelo, o vento movimenta mais a água", disse o cientista.

Para o especialista, acrescenta a Folha de S. Paulo, a mudança de comportamento registada em todo o Ártico é "tão crítica, que o ciclo de carbono também pode ser drasticamente alterado", pois com o calor, a tendência é para que toda a matéria orgânica congelada no solo do Ártico liberte carbono para a atmosfera, acrescentou outro cientista.O Ártico está mais quente em todas as estações do ano, não apenas no Verão

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Aquecimento global é “irreversível”.

Se a humanidade acabasse hoje com as emissões de dióxido de carbono, só dentro de mil anos é que o clima do nosso planeta voltaria ao normal. Cientistas pedem que se actue o mais rapidamente possível para impedir o piorar da situação.
O aquecimento global é “irreversível” e nem mil anos serão suficientes para apagar aquilo que a humanidade tem feito ao planeta. “As pessoas pensavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono o clima voltaria ao normal dentro de cem ou 200 anos. Isso não é verdade”, disse a norte-americana Susan Solomon, principal autora do estudo ontem publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
As mudanças na temperatura da superfície dos oceanos, no nível de precipitação e no aumento do nível das águas “são em grande parte irreversíveis, por mais de mil anos depois das emissões de CO terem parado completamente”, acrescentou a cientista da National Oceanic and Atmospheric Administration, dos EUA, e líder do Grupo Intergovernamental sobre a Evolução do Clima das Nações Unidas.

"Penso que a verdadeira escala de tempo da persistência destes efeitos não foi percebida", referiu Solomon. “As mudanças climáticas são lentas, mas também são imparáveis e por isso temos de actuar agora para que a situação não piore”, acrescentou.

O estudo surge numa altura em que o Presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou a revisão das medidas tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush, defendendo uma maior eficiência energética e dizendo que o futuro da Terra depende da redução da poluição atmosférica.
Segundo o estudo, o aquecimento global tem sido travado pelos oceanos, porque a água absorve muita energia para aquecer. Mas o efeito positivo vai dissolver-se com o tempo e os oceanos vão acabar por manter o planeta mais quente durante mais tempo ao libertarem para a atmosfera o calor que têm vindo a acumular. Daí ser falso pensar que as mudanças climáticas podem reverter-se em poucas décadas.

Antes da revolução industrial, o nível de dióxido de carbono presente na atmosfera era de 280 partes por milhão. Hoje, é de 385 e tanto cientistas como políticos procuram uma forma de estabilizar esse valor. Segundo Solomon, se o nível de CO atingir as 450 ou 600 partes por milhão, as consequências vão ser catastróficas, com a diminuição das chuvas na estação seca comparável à “Dust Bowl” da década de 1930 nos EUA. Mas em vez do fenómeno ficar circunscrito à América do Norte, irá alastrar-se a áreas como o Sul da Europa, o Norte de África e o Oeste da Austrália.
in DN Online
If we don’t stop global warming, nature will.

Fonte: Xicórias & Xicorações

Oxalá que todos aqueles filmes que temos vindo a assistir não se tornem em realidade. (Impacto Profundo, Armageddon, O dia depois de amanhã, e o ainda inédito 2012)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Plataforma de gelo na Antárctida por um fio.

Falta muito pouco para a plataforma Wilkins, um bloco de gelo com 415 km2 na Antárctida, desaparecer no oceano, vítima do aquecimento global.
Uma gigantesca plataforma de gelo com 415 km2, quatro vezes superior à área de Paris, está a desintegrar-se na Antárctida. Os cientistas dizem que o colapso é eminente e que só por milagre isso ainda não aconteceu.

O fenómeno agravou-se este ano. "Viemos à plataforma Wilkins para vê-la morrer, o que pode acontecer a qualquer minuto. Eu não esperava presenciar isso tão depressa", disse David Vaughan, cientista da BAS- British Antarctic Survey, o organismo que monitoriza a região.

Boa parte da plataforma está protegida apenas por uma faixa de gelo entre duas ilhas.

Segundo Vaughan, se na Primavera passada o bloco já estava ligado por um fio, agora o que o prende à península é "um filamento". Ou seja, uma franja de 40km de largura e 500 metros de espessura no seu ponto mais estreito, o que dá a essa formação um formato de ampulheta. Há 50 anos, essa faixa de gelo que a mantém coesa tinha quase 100 km de largura.

Na melhor das hipóteses, o fim ocorrerá dentro de semanas ou meses. Quando a ponte se romper, o gelo será absorvido pelo mar. Pesquisadores receiam que a ausência da plataforma possa expor glaciares formados por água fresca, cujo derretimento poderá vir a afectar o nível dos oceanos.

Processo de desintegração relâmpago
Originalmente, a plataforma Wilkins cobria 16 mil quilómetros quadrados e permaneceu estável durante a maior parte do século XX. A desintegração começou na década de 90.

Só em 1998 houve uma separação de blocos de um total de 1 000 km2, em questão de meses. Mas mesmo já tendo perdido um terço da sua superfície, a Wilkins ainda tem uma área equivalente à da Jamaica. A Antárctida tem enfrentado um aquecimento sem precedentes nos últimos 50 anos, de quase 3ºC. Em torno da plataforma em desintegração, vêem-se icebergs gigantescos no mar, onde focas vagueiam à deriva sobre blocos de gelo.

Em 1993, Vaughan fez uma previsão de que a porção norte da plataforma desapareceria dentro de 30 anos. O pesquisador foi enviado pela British Antarctic Survey ao local para registar imagens mais próximas do que as obtidas por satélite.

Na segunda-feira passada foi a primeira vez que um avião aterrou perto da parte mais estreita da plataforma Wilkins. E provavelmente a última.