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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mudanças climáticas causarão fome a 25 milhões de crianças.

O efeito adverso das mudanças climáticas na produção de alimentos causará a fome de 25 milhões de crianças em 2050 se não se tomam medidas para evitá-lo, advertiu ontem o IFPRI (Instituto Internacional de Política Alimentar) em uma conferência na Tailândia.

"Este drama pode ser evitado com um investimento de 9 mil milhões de dólares anuais para aumentar a produtividade agrícola e ajudar os produtores a enfrentar os efeitos do aquecimento global", afirmou em comunicado o investigador Gerald Nelson, um dos autores do relatório do IFPRI.

"Melhores estradas, sistemas de irrigação, acesso a água potável e alfabetização para crianças são essenciais", acrescentou o responsável no encontro que já está a preparar o caminho para a Cimeira de Copenhaga em Dezembro.

O estudo afirma que os habitantes nos países em desenvolvimento terão acesso a 2.410 calorias diárias em 2050, 286 calorias menos que em 2000; na África será de 392 menos; e nos países industrializados de 250 menos.

Os líderes do G20 acordaram na semana passada em Pittsburg (EUA) em doar 2 mil milhões de dólares para combater a fome, enquanto a ONU anunciou uma Cimeira para abordar o problema já em Novembro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Estudo aponta para subida até 82 cm dos oceanos até 2100 .

O nível dos oceanos poderá subir de 7 a 82 centímetros até 2100 devido ao aquecimento climático, ameaçando regiões baixas na Holanda, Bangladesh e pequenas ilhas oceânicas, segundo um novo estudo publicado esta segunda-feira.

Os resultados da investigação, publicada na edição de Julho da revista Nature Geoscience, confirmam globalmente o intervalo de previsões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), com sede em Genebra.

"Uma subida de 50 centímetros seria muito perigosa para o Bangladesh e todas as regiões situadas a baixa altitude", afirma o autor do estudo, Mark Siddall, do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol.

Mas "50 centímetros são uma média, já que localmente a subida poderá chegar a um metro ou mais", adverte.

Num relatório publicado em 2007, os peritos do IPCC previram um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 centímetros, ou mesmo 76 centímetros tendo em conta o degelo dos glaciares e da banquisa, segundo cenários que prevêem uma subida das temperaturas de 1,1 a 6,4 graus Celsius até 2100.

Basta o aquecimento da água do mar para aumentar o seu volume, mesmo sem incluir a fusão das massas de gelo, cujo impacto na subida do nível dos oceanos foi estimado em 17 centímetros pelos mesmos peritos.

A equipa de Mark Siddall usou dados fornecidos por corais fósseis e amostras de calotes glaciares para elaborar um modelo da evolução do nível dos mares durante os últimos 22 mil anos.

Os investigadores chegaram a conclusões semelhantes às do IPCC através de uma abordagem diferente, "o que reforça a confiança com que se pode interpretar os resultados do IPCC", sublinha Siddall.

"O nosso modelo indica que o impacto no nível dos mares do aquecimento no século XX prosseguirá durante numerosos séculos no futuro e constituirá por conseguinte um componente importante das alterações climáticas", concluiu.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

10 mil milhões de dólares para mudanças climáticas.

Convenção da ONU. O presidente-executivo da convenção sobre o clima da ONU, Yvo de Boer, disse que os países ricos precisarão de pelo menos 10 mil milhões de dólares para ajudar os países em desenvolvimento a preparar planos nacionais para limitar as emissões de carbono e se adaptarem às mudanças climáticas.

Em entrevista ao programa à BBC, Boer afirmou que essa quantia "deverá ser colocada sobre a mesa" durante a conferência sobre o clima em Copenhaga, em Dezembro, para garantir o sucesso da reunião.

De acordo com o presidente-executivo, o peso dos custos com as mudanças climáticas deve ser dividido e o dinheiro ajudaria os países em desenvolvimento.

A quantia, contudo, é "apenas do começo". Além de dinheiro para ajudar no combate às mudanças climáticas nos países mais pobres, Boer afirma que existem ainda duas questões que precisarão ser respondidas até o final da reunião.

Segundo o presidente-executivo, as nações mais ricas precisam de adoptar metas para reduzir de maneira significativa as emissões de gases até 2020.

Boer não quis referir uma taxa para a redução, mas disse que algo entre 25% e 40% já seria um bom objectivo, mas reforçou que seria uma meta difícil de ser atingida.

Além das acções dos países ricos, Boer afirmou ainda que países emergentes como Índia, Brasil e China não podem "manter as tendências atuais" e devem apresentar planos para cortar as emissões.

"Se naquele pedaço de papel, China, Brasil, Índia e outros países emergentes oferecerem acções nacionais, que reduzam de maneira significativa as tendências actuais de emissões, isso para mim seria um sucesso", disse Boer.

De acordo com o responsável da ONU, caso a reunião de Copenhague não chegue a um acordo para solucionar estes problemas, o encontro será um fracasso.