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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mudanças climáticas causarão fome a 25 milhões de crianças.

O efeito adverso das mudanças climáticas na produção de alimentos causará a fome de 25 milhões de crianças em 2050 se não se tomam medidas para evitá-lo, advertiu ontem o IFPRI (Instituto Internacional de Política Alimentar) em uma conferência na Tailândia.

"Este drama pode ser evitado com um investimento de 9 mil milhões de dólares anuais para aumentar a produtividade agrícola e ajudar os produtores a enfrentar os efeitos do aquecimento global", afirmou em comunicado o investigador Gerald Nelson, um dos autores do relatório do IFPRI.

"Melhores estradas, sistemas de irrigação, acesso a água potável e alfabetização para crianças são essenciais", acrescentou o responsável no encontro que já está a preparar o caminho para a Cimeira de Copenhaga em Dezembro.

O estudo afirma que os habitantes nos países em desenvolvimento terão acesso a 2.410 calorias diárias em 2050, 286 calorias menos que em 2000; na África será de 392 menos; e nos países industrializados de 250 menos.

Os líderes do G20 acordaram na semana passada em Pittsburg (EUA) em doar 2 mil milhões de dólares para combater a fome, enquanto a ONU anunciou uma Cimeira para abordar o problema já em Novembro.

domingo, 20 de setembro de 2009

Fome ameaça mais de mil milhões em 2009.

Segundo as Nações Unidas, pela primeira vez na história, a fome afectará no final de 2009 cerca de 1.020 milhões de pessoas.

A crise financeira mundial e o aumento generalizado dos preços dos alimentos são as causas avançadas pela ONU para explicar o aumento repentino do número de pessoas que passam fome. Josette Sheeran, responsável do Programa Mundial de Alimentos, admite que "este ano há no mundo mais pessoas esfomeadas do que nunca".

O que é preocupante é o facto do orçamento do Programa Mundial de Alimentos ser o mais baixo dos últimos 20 anos. De acordo com a ONU, apenas 1% das verbas que foram injectadas nos bancos seriam suficientes para reduzir muito substancialmente esta catástrofe.

O número de pessoas com fome tem vinda a aumentar desde 2006, com 873 milhões, e em 2008 foram registados 915 milhões. Para o final deste ano prevê-se que o valor suba para cerca de 1.020 milhões.

Ao contrário da fome, que tem vindo a aumentar, as verbas da ONU para combater o flagelo foram cortadas em quase dois terços. A verba prevista para este ano daria apenas para alimentar 108 milhões de pessoas em 74 países. Dos 6.700 milhões de dólares previstos, o Programa Nacional de Alimentos recebeu, dos vários países, contribuições que somam apenas 2.600 milhões de dólares. Esta diminuição do orçamento conduziu ao corte de programas de ajuda na Guatemala, no Kenya e no Bangladesh.

Os números podem ser analisados em www.wfp.org/photos/gallery/hunger-graphs.