O sismo que abalou várias ilhas do Pacífico Sul e o maremoto que se lhe seguiu "devastaram" a Samoa Americana, fazendo 20 mortos e deixando milhares de pessoas desalojadas.
A imprensa local avança que há vítimas "por todo o lado" e que, pelo menos três ou quatro aldeias da costa da cidade de Lalomanu, na Ilha de Upolu, foram "engolidas" por ondas.
No hospital principal da cidade há muitas vitimas, incluindo pelo menos uma criança.
O terramoto começou às 06h48 locais (18h48 em Lisboa) entre os dois arquipélagos.
Os residentes de Apia, capital de Samoa, sentiram o terramoto durante mais de três minutos.
O Instituto Geológico dos Estados Unidos da América disse que o sismo deflagrou a 35 quilómetros abaixo do fundo do mar, a 190 quilómetros da Samoa Americana e a 200 quilómetros de Samoa.
O Centro norte-americano de Estudos de Maremotos da Costa Oeste e Alasca lançou um alerta para a região do Pacifico Sul, desde a Samoa Americana até à Nova Zelândia, considerando que o maremoto poderia ser "destrutivo" em algumas zonas costeiras.
O neo-zelandês Graeme Ansell disse que a praia de Sau Sau foi elevada: "Foi muito rápido. Toda a vila foi levantada", afirmou à Rádio Nacional.
Os funcionários do porto correram para as montanhas e a polícia apelou aos residentes para que fugissem.
Em Fagatogo, a água atingiu a costa, chegando a algumas estradas em que se registaram também deslizamentos de terras.
Outro morador, Dean Phillips, disse que a costa da Ilha de Upolu, Samoa, também foi abalada pelo maremoto.
A imprensa local afirma que houve deslizamentos de terras na região de Solosolo, na Ilha Upolu, e que há plantações agrícolas danificadas em Apia.
O Instituto Geológico dos Estados Unidos da América tinha emitido um aviso de maremoto para o Pacífico, particularmente dirigido à Nova Zelândia, Ilhas Fiji, Polinésia Francesa e Tonga, Ilhas Palmira, Samoa, Ilhas Cook e Samoa Americana.
O Instituto está a observar a possibilidade de o maremoto chegar ao Havai, Vanuatu, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Ilhas Johnston, Nova Caledónia, Papua Nova Guiné, Ilha Wake, Ilha Midway e Pitcairn.
Um maremoto com vagas de dez metros foi registado hoje nas Ilhas Samoa, depois de um terramoto com a magnitude 7,9 ter abalado o arquipélago.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Estudo aponta para subida até 82 cm dos oceanos até 2100 .
O nível dos oceanos poderá subir de 7 a 82 centímetros até 2100 devido ao aquecimento climático, ameaçando regiões baixas na Holanda, Bangladesh e pequenas ilhas oceânicas, segundo um novo estudo publicado esta segunda-feira.
Os resultados da investigação, publicada na edição de Julho da revista Nature Geoscience, confirmam globalmente o intervalo de previsões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), com sede em Genebra.
"Uma subida de 50 centímetros seria muito perigosa para o Bangladesh e todas as regiões situadas a baixa altitude", afirma o autor do estudo, Mark Siddall, do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol.
Mas "50 centímetros são uma média, já que localmente a subida poderá chegar a um metro ou mais", adverte.
Num relatório publicado em 2007, os peritos do IPCC previram um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 centímetros, ou mesmo 76 centímetros tendo em conta o degelo dos glaciares e da banquisa, segundo cenários que prevêem uma subida das temperaturas de 1,1 a 6,4 graus Celsius até 2100.
Basta o aquecimento da água do mar para aumentar o seu volume, mesmo sem incluir a fusão das massas de gelo, cujo impacto na subida do nível dos oceanos foi estimado em 17 centímetros pelos mesmos peritos.
A equipa de Mark Siddall usou dados fornecidos por corais fósseis e amostras de calotes glaciares para elaborar um modelo da evolução do nível dos mares durante os últimos 22 mil anos.
Os investigadores chegaram a conclusões semelhantes às do IPCC através de uma abordagem diferente, "o que reforça a confiança com que se pode interpretar os resultados do IPCC", sublinha Siddall.
"O nosso modelo indica que o impacto no nível dos mares do aquecimento no século XX prosseguirá durante numerosos séculos no futuro e constituirá por conseguinte um componente importante das alterações climáticas", concluiu.
Os resultados da investigação, publicada na edição de Julho da revista Nature Geoscience, confirmam globalmente o intervalo de previsões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), com sede em Genebra.
"Uma subida de 50 centímetros seria muito perigosa para o Bangladesh e todas as regiões situadas a baixa altitude", afirma o autor do estudo, Mark Siddall, do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Bristol.
Mas "50 centímetros são uma média, já que localmente a subida poderá chegar a um metro ou mais", adverte.
Num relatório publicado em 2007, os peritos do IPCC previram um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 centímetros, ou mesmo 76 centímetros tendo em conta o degelo dos glaciares e da banquisa, segundo cenários que prevêem uma subida das temperaturas de 1,1 a 6,4 graus Celsius até 2100.
Basta o aquecimento da água do mar para aumentar o seu volume, mesmo sem incluir a fusão das massas de gelo, cujo impacto na subida do nível dos oceanos foi estimado em 17 centímetros pelos mesmos peritos.
A equipa de Mark Siddall usou dados fornecidos por corais fósseis e amostras de calotes glaciares para elaborar um modelo da evolução do nível dos mares durante os últimos 22 mil anos.
Os investigadores chegaram a conclusões semelhantes às do IPCC através de uma abordagem diferente, "o que reforça a confiança com que se pode interpretar os resultados do IPCC", sublinha Siddall.
"O nosso modelo indica que o impacto no nível dos mares do aquecimento no século XX prosseguirá durante numerosos séculos no futuro e constituirá por conseguinte um componente importante das alterações climáticas", concluiu.
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