Mostrar mensagens com a etiqueta ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ciência. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Faltam 20 anos para sermos imortais.

Vida eterna, sexo virtual ou mergulhar durante quatro horas sem oxigénio. O que agora não passa de ficção poderá ser o pão-nosso de cada dia daqui a 20 anos. Quem o diz é Ray Kurzweil. Chama-se Ray Kurzweil , é um conceituado cientista e inventor, e defende que dentro de 20 anos a nanotecnologia associada ao conhecimento aprofundado sobre o funcionamento do corpo poderá tornar o ser humano imortal.

Em artigo publicado hoje no jornal britânico "The Sun", o cientista norte-americano de 61 anos, que no passado foi capaz de prever o surgimento de novas tecnologias, explica que o ritmo acelerado com que avança o nosso conhecimento sobre o funcionamento dos genes e das ciências dos computadores, potenciam o surgimento de nanotecnologias capazes de substituir órgãos vitais.

Ray Kurzweil lembra, por exemplo, que actualmente já estão disponíveis pâncreas artificiais e implantes neuronais.

Segundo a "Lei do Retorno Acelerado" (Law of Accelerating Returns , em inglês), assim designa Kurzweil a sua teoria, "daqui a 20 anos, aproximadamente, será possível reprogramar os nossos corpos parando e revertendo o envelhecimento. Então, a nanotecnologia permitir-nos-á ser eternos".

"Nano bastões substituirão as células sanguíneas e farão o seu trabalho de uma forma milhares de vezes mais eficiente", escreve o cientista no "The Sun".

"O sexo virtual será banal"
Na opinião de Kurzweil, e segundo ele de muitos outros cientistas, "dentro de 25 anos será possível fazer um sprint olímpico durante 15 minutos sem ter de respirar ou mergulhar durante quatro horas sem oxigénio".

"As vítimas de ataque cardíaco - que ainda não disponham de um vulgar coração biónico - poderão avançar calmamente para um transplante enquanto a suas nano células sanguíneas mantêm-nas vivas", escreve Kurzweil, prevendo ainda que "a nanotecnologia ampliará as nossas capacidades intelectuais para níveis nunca vistos, passando a ser possível escrever um livro em alguns minutos".

"Se quisermos passar para o modo de realidade virtual, os nano bastões poderão desligar os sinais cerebrais e levar-nos para onde quisermos. O sexo virtual será banal. E na nossa vida quotidiana, hologramas poderão ser projectados pelo nosso cérebro para nos explicar algo que não entendemos", vaticina ainda Ray Kurzweil.

"Estaremos a caminhar para um Mundo onde os homens tornar-se-ão cyborgs, com membros e órgãos artificiais", conclui o cientista.

domingo, 21 de junho de 2009

O sexo em estudo.

Em nome da ciência e da saúde sexual dos portugueses, uma pequena sala da Universidade de Aveiro está a exibir repetidamente excertos de filmes eróticos e pornográficos.

É uma experiência inédita no país e marca o início da actividade do SexLab, que veio colocar Portugal no grupo restrito de países com uma Unidade Laboratorial de Investigação em Sexualidade Humana .

O projecto trabalha directamente com as respostas subjectivas e físicas de 100 voluntários de ambos os sexos, dos 18 aos 50 anos, dispostos a ajudar os investigadores a entender o papel das crenças sexuais, do relacionamento e de outras variáveis como a auto-estima, a inibição e a excitação na resposta sexual a diferentes estímulos.

Assim, enquanto os voluntários vêem os excertos, sozinhos, confortavelmente sentados num sofá, com garantia de anonimato, a equipa de cinco investigadores liderada por Pedro Nobre processa, na sala ao lado, as respostas recolhidas por aparelhos colocados nos órgãos genitais dos participantes.

"Uma das marcas inovadoras deste trabalho é a valorização de estímulos eróticos de natureza relacional, em pé de igualdade com material sexualmente explícito usado quase em exclusividade noutros projectos", explica Pedro Nobre.

No SexLab, a resposta sexual é, ainda, combinada com outros parâmetros fisiológicos como o ritmo cardíaco e a respiração, e com as respostas aos questionários sobre a percepção que cada um teve da sua própria reacção aos diferentes estímulos.

É o cruzamento desta informação que ajuda os investigadores a testar teorias e variáveis sobre sexo, como a hipótese da resposta fisiológica nas mulheres poder ser até mais rápida do que a dos homens.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ártico desaparece dentro de duas décadas.

Especialistas em ciência polar reunidos em Chicago calculam que a temperatura na região poderá aumentar até 7ºC, em meados do século, devido ao aquecimento global.

O Ártico tal como é conhecido hoje vai deixar de existir dentro de duas décadas, devido ao aquecimento global que pode fazer aumentar a temperatura na região até 7ºC até meados deste século, segundo especialistas citados pela Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, "o atestado de óbito do Ártico está assinado", observando-se já todos os anos uma reacção em cadeia, que de acordo com especialistas em ciência polar reunidos em Chicago, EUA, não deverá tratar-se de "um mero ciclo passageiro".

"Teremos um Verão sem gelo no Ártico em 2030 ou antes disso", calculou um especialista da Universidade de Colorado, que falava no âmbito da 175ª Reunião Anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

O especialista referiu que "com menos gelo, a preocupação com uma certa ocupação da região ártica também deve aumentar", prevendo ainda que "pode aumentar não apenas a navegação em toda a área, como a exploração de petróleo".

"Todo cuidado é importante, porque o Ártico está mais quente em todas as estações do ano, não apenas no Verão. Já temos problema de erosão costeira em algumas zonas. Sem gelo, o vento movimenta mais a água", disse o cientista.

Para o especialista, acrescenta a Folha de S. Paulo, a mudança de comportamento registada em todo o Ártico é "tão crítica, que o ciclo de carbono também pode ser drasticamente alterado", pois com o calor, a tendência é para que toda a matéria orgânica congelada no solo do Ártico liberte carbono para a atmosfera, acrescentou outro cientista.O Ártico está mais quente em todas as estações do ano, não apenas no Verão