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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aranha passeia pelas vestes do Papa e torna-se famosa no YouTube.

Bento XVI discursava na República Checa perante milhares de pessoas, quando uma aranha decidiu passear pelas vestes papais. O Sumo Pontífice começou por nem dar por isso, mas o aracnídeo provocou grande agitação no recinto. O VÍDEO está a fazer sucesso no YouTube.

O Papa falava na tarde de sábado em Praga, quando os jornalistas presentes deram pela presença de uma aranha, bem visível no ecrã gigante colocado no local, a subir pelo braço do Sumo Pontífice. O bicho, de tamanho razoável acabou por chegar ao rosto de Bento XVI, que até aí se tinha mantido sereno. O Papa assustou-se e sacudiu-a, mas pouco depois a aranha foi vista a descer pelo outro braço.

domingo, 10 de maio de 2009

12 de Maio de 1982 O atentado de Fátima.

O Papa João Paulo II tinha chegado a Portugal na véspera, dia 11. Vinha agradecer a Nossa Senhora de Fátima a protecção concedida no atentado falhado na Praça de São Pedro, um ano antes, a 13 de Maio. João Paulo II esteve às portas da morte e só "o milagre de Fátima" - como afirmou - o salvou.

Era a sua primeira visita a Portugal, e, em quatro dias, o Papa percorreu o País, de Braga a Coimbra, de Lisboa a Vila Viçosa. A viagem, rodeada, como se percebe, de uma grande emoção, arrastou multidões como nunca se havia visto - só em Lisboa, na cerimónia no Parque Eduardo VII, compareceram quase meio milhão de jovens.

Mas o que marcaria a passagem por Portugal estava ainda por acontecer, na noite da procissão das velas, em Fátima. E só não foi trágico porque a acção da Polícia portuguesa se revelou extremamente eficaz, evitando que os acontecimentos de 13 de Maio do ano anterior se repetissem.

O padre integrista espanhol, Juan Fernandez Maria Khron, de 32 anos, vindo de Paris, tinha o objectivo claro de matar João Paulo II. Com trajes de sacerdote, Khron rondou a comitiva papal empunhado uma baioneta com mais de 30 centímetros. Antes de ser detido, proferiu algumas palavras tais como "Fim ao comunismo" e "Abaixo o Papa e o Vaticano II".

terça-feira, 31 de março de 2009

Preservativos em África: Artigo no "Washington Post" diz que Papa pode ter razão.

A distribuição de preservativos não está a ajudar a combater a Sida em África e pode, inclusive, estar a ter o efeito contrário. Quem o defende é Edward C. Green, um cronista do "Washington Post", citando estudos científicos.

Edward C. Green, um cronista do "Washington Post", sai em defesa da posição do Papa Bento XVI contra as campanhas para a utilização de preservativos como forma de combater a propagação do HIV/SIDA em África. Num artigo de opinião intitulado "O Papa pode ter razão", cita vários estudos científicos que indicam que os preservativos não estão a ter sucesso como forma primária de prevenção e que as campanhas podem mesmo agravar a propagação do vírus naquele continente.

Edward C. Green diz que as Nações Unidas ignoraram os resultados de um estudo que encomendaram a Norman Hearst e Sanny Chen, da Universidade da Califórnia, após em 2003 os investigadores terem concluído a não existência de evidências que os preservativos estivessem a resultar como forma primária de prevenção do HIV em África. O colunista diz que este dado tem sido refutado em diversos grandes artigos de revistas cientificas como a Lancet, Science e BMJ, referindo um artigo publicado no ano passado na Science onde 10 especialistas consideram que "o uso consistente de preservativos não atingiu um nível suficientemente alto, mesmo após anos de campanhas alargadas e agressivas para a sua promoção, de modo a fazerem descer o número de novas infecções e das epidemias generalizadas na África Sub-Sahariana".

Edward C. Green diz que ao contrário de países como a Tailândia e o Cambodja, onde a propagação acontecia sobretudo através da prostituição e foi possível instituir políticas eficazes de distribuição de preservativos nos bordeis, em África a situação é diferente.

Defende que isto acontece porque por um lado o vírus não está aí tão concentrado em grupos de risco, como prostitutas, homossexuais ou utilizadores de drogas injectáveis, por outro porque uma parte significativa da população tem diversos parceiros sexuais em curtos períodos de tempo. No Botswana, que tem uma das mais altas taxas de infectados dos mundo, 43% dos homens e 17% das mulheres indicaram ter tido relações sexuais regulares como dois ou mais parceiros no ano anterior.

O cronista vai contudo mais longe nas suas conclusões, diz que não só as campanhas não resultam porque não estão a levar ao uso generalizado do preservativo, ao mesmo tempo que as pessoas que os passam a usar normalmente podem por isso ficar mais confiantes para correr riscos em algumas ocasiões. Defende que a solução deveria antes passar por campanhas pela fidelidade, mesmo no caso de relações poligâmicas.