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domingo, 7 de junho de 2009

João Paulo II poderá ser beatificado já em 2009.

João Paulo II poderá ser beatificado já este ano, na primeira etapa para a canonização, considerou, esta sexta-feira, Joaquin Navarro-Valls, antigo porta-voz do papa polaco, numa entrevista ao diário económico Il Sole 24 ore.

As duas passagens 'técnicas' que faltam - o decreto sobre as virtudes heróicas pelos cardeais e bispos da Congregação para a Causa do Santos e a publicação do decreto sobre o milagre - podem resolver-se já este ano, disse Navarro-Valls.

Navarro-Valls dirigiu durante 22 anos a sala de imprensa do Vaticano, cargo que deixou em 2006, cerca de um após a morte de João Paulo II.

Depois disso, o papa pode decidir a data de proclamação da beatificação, embora possa fazê-lo quando quiser, acrescentou.

Para Navarro-Valls, o processo de beatificação está a avançar e não será paralisado pela publicação na Polónia de correspondência entre o antigo papa polaco e uma das suas concidadãs Wanda Poltawska.

Poltawska publicou um livro com excertos de cartas que trocou durante anos com o papa.

De acordo com a imprensa italiana, o Vaticano receia que as cartas na posse de Poltawska possam conter elementos que possam atrasar a beatificação.

Navarro-Valls afirmou que, além das cartas, não existiu qualquer relação especial entre Poltawska, hoje com 88 anos, e o papa, apesar de ela afirmar ser uma amiga próxima.

Vi algumas vezes Poltawska no Vaticano e em Castelgandolfo (a residência de Verão). Não me parece que ela conhecesse melhor o papa que outros amigos. O papa conhecia-a há muito tempo mas como conhecia muitas outras pessoas, tanto antes como após a eleição como chefe da Igreja católica, disse.

A amizade entre os dois remonta a 1950, quando a mulher contou a Wojtyla os horrores do campo de concentração nazi onde esteve presa.

Em 1962, o então bispo Wojtyla pediu ao padre Pio de Pieltrecina - famoso pelos seus milagres e que João Paulo II proclamou santo em 2002 - que intercedesse a favor da cura do cancro que afectava Wanda Poltawska, o que aconteceu de forma inexplicável pouco depois.

domingo, 10 de maio de 2009

12 de Maio de 1982 O atentado de Fátima.

O Papa João Paulo II tinha chegado a Portugal na véspera, dia 11. Vinha agradecer a Nossa Senhora de Fátima a protecção concedida no atentado falhado na Praça de São Pedro, um ano antes, a 13 de Maio. João Paulo II esteve às portas da morte e só "o milagre de Fátima" - como afirmou - o salvou.

Era a sua primeira visita a Portugal, e, em quatro dias, o Papa percorreu o País, de Braga a Coimbra, de Lisboa a Vila Viçosa. A viagem, rodeada, como se percebe, de uma grande emoção, arrastou multidões como nunca se havia visto - só em Lisboa, na cerimónia no Parque Eduardo VII, compareceram quase meio milhão de jovens.

Mas o que marcaria a passagem por Portugal estava ainda por acontecer, na noite da procissão das velas, em Fátima. E só não foi trágico porque a acção da Polícia portuguesa se revelou extremamente eficaz, evitando que os acontecimentos de 13 de Maio do ano anterior se repetissem.

O padre integrista espanhol, Juan Fernandez Maria Khron, de 32 anos, vindo de Paris, tinha o objectivo claro de matar João Paulo II. Com trajes de sacerdote, Khron rondou a comitiva papal empunhado uma baioneta com mais de 30 centímetros. Antes de ser detido, proferiu algumas palavras tais como "Fim ao comunismo" e "Abaixo o Papa e o Vaticano II".