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sábado, 18 de julho de 2009

TV indonésia mostra vídeo com um dos bombistas.

O chefe da polícia de Jacarta disse hoje que vários suspeitos do atentado no Hotel Marriott e Ritz-Carlton de Jacarta estavam hospedados naqueles hoteis de luxo. VEJA O VÍDEO em que alegadamente se vê um dos bombistas e a confusão que se seguiu à explosão.

A TV indonésia mostra vídeos de segurança, no quais se vê aquele que as autoridades julgam ser um dos bombistas a entrar no restaurante do Ritz-Carlton

Segundo o general Wahyono, os suspeitos estavam num quarto do 18º andar onde foram encontrados explosivos depois dos atentados à bomba contra os hotéis Marriott e Ritz Carlton.

"Havia vários perpetradores", afirmou. "Tinham-se disfarçado de hóspedes e estavam no quarto 1808", acrescentou.

O chefe da polícia precisou que os atentados causaram oito mortos e 50 feridos. Anteriormente o ministro da Segurança indonésia tinha referido nove mortos, mas esse número foi depois revisto pelas autoridades.

Foi o primeiro ataque terrorista importante desde os três atentados suicidas na ilha de Bali há cerca de quatro anos.

A primeira explosão aconteceu alguns minutos antes das 8h00 num café situado ao subsolo do hotel Marriott. O segundo devastou, dois minutos depois, um restaurante do Ritz-Carlton, onde vários clientes tomavam o pequeno-almoço.

"De um momento para o outro, o tecto caiu e ouviu-se um barulho enorme", indicou Cho In Sang, um sul-coreano de 50 anos que estava no Ritz-Carlton e foi conduzido ao hospital com ferimentos nos braços e mas pernas.

"Ouvi dois barulhos de explosão como 'bum, bum' provenientes do Marriott e do Ritz-Carlton. E depois vi pessoas a fugir", acrescentou um segurança, Eko Susanto.

Bomba desactivada num quarto do Hotel Marriott.
Entretanto, uma outra bomba foi descoberta e desactivada pela polícia num quarto do Hotel Marriott de Jacarta, um dos dois hotéis da capital indonésia hoje alvos de atentados que fizeram pelo menos nove mortos, disse fonte oficial.

A bomba e material explosivo foram encontrados em buscas no hotel depois da explosão de um engenho num café situado na cave, explicou um conselheiro da presidência indonésia, Djali Yusuf.

O alerta tinha voltado a soar em Jacarta, após a explosão de um veículo num bairro comercial. Contudo, esta explosão não foi provocada por uma bomba, como anunciaram os meios de comunicação social locais, mas pela bateria defeituosa do veículo, segundo a polícia.

domingo, 10 de maio de 2009

12 de Maio de 1982 O atentado de Fátima.

O Papa João Paulo II tinha chegado a Portugal na véspera, dia 11. Vinha agradecer a Nossa Senhora de Fátima a protecção concedida no atentado falhado na Praça de São Pedro, um ano antes, a 13 de Maio. João Paulo II esteve às portas da morte e só "o milagre de Fátima" - como afirmou - o salvou.

Era a sua primeira visita a Portugal, e, em quatro dias, o Papa percorreu o País, de Braga a Coimbra, de Lisboa a Vila Viçosa. A viagem, rodeada, como se percebe, de uma grande emoção, arrastou multidões como nunca se havia visto - só em Lisboa, na cerimónia no Parque Eduardo VII, compareceram quase meio milhão de jovens.

Mas o que marcaria a passagem por Portugal estava ainda por acontecer, na noite da procissão das velas, em Fátima. E só não foi trágico porque a acção da Polícia portuguesa se revelou extremamente eficaz, evitando que os acontecimentos de 13 de Maio do ano anterior se repetissem.

O padre integrista espanhol, Juan Fernandez Maria Khron, de 32 anos, vindo de Paris, tinha o objectivo claro de matar João Paulo II. Com trajes de sacerdote, Khron rondou a comitiva papal empunhado uma baioneta com mais de 30 centímetros. Antes de ser detido, proferiu algumas palavras tais como "Fim ao comunismo" e "Abaixo o Papa e o Vaticano II".

domingo, 3 de maio de 2009

Número de mortos do atentado contra a família real sobe para sete.

O balanço do ataque de quinta-feira contra o desfile da família real holandesa continua a subir, com a morte de um polícia, já no hospital. Reveja o VÍDEO do despiste intencional.

A última vítima, um polícia, de 55 anos, morreu no hospital, elevando para sete o número total de mortos do episódio que marcou o cortejo real de quinta-feira, na Holanda.

O condutor, que também morreu horas depois de se ter despispistado intencionalmente contra a multidão que assistia ao desfile, ainda não foi oficialmente idenficado, mas sabe-se que era segurança e que estava prestes a perder a sua casa.

O homem, de 38 anos, atirou-se contra a multidão reunida nas ruas para ver passar o autocarro com a rainha Beatriz e asua família, por ocasião do feriado do Dia da Rainha.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cinco portugueses escapam com vida.

Um grupo pouco conhecido, Deccan Mujahideen, reivindicou a autoria da série de tiroteiros e explosões em Bombaim, que causaram hoje pelo menos 78 mortos e 200 feridos. Cinco portugueses conseguiram sair do Hotel Taj Mahal, um dos alvos dos ataques.

Pelo menos 78 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas na sequência dos tiroteios e explosões em série conduzidos por homens armados, que visaram nomeadamente grandes hotéis da cidade, a capital financeira da Índia, anunciou o governo do Estado de Maharashtra.

Uma cidadã portuguesa telefonou para a Embaixada de Portugal na Índia, dando conta que havia cinco portugueses entre os duzentos turistas internacionais que conseguiram sair do Hotel Taj Mahal, em Bombaim, quando do ataque ao edifício, disse fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesa.

Todos os portugueses conseguiram sair com o grupo de estrangeiros,
encontrando-se bem e carecendo apenas de apoio para obter documentação, revelou ainda fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Em declarações á Lusa o embaixador de Portugal em Nova Deli, Luis Filipe Castro Mendes - que conversou com a cidadã portuguesa - explicou que a turista estava abalada com o que ocorreu: "Falei há momentos com ela. Estava obviamente abalada com o que aconteceu e preocupada porque ficou sem os documentos. Vai ser alojada em acomodação alternativa porque os terroristas continuam no hotel que está a arder".

O embaixador disse ainda desconhecer se havia mais turistas portugueses afectados pelo que diz terem sido 17 ataques que ocorreram em vários pontos da cidade de Bombaim, nomeadamente hotéis de luxo e outros locais frequentados por turistas estrangeiros.

"Sabemos que cem turistas estrangeiros saíram do Hotel Taj Mahal e que entre eles estava essa senhora portuguesa com quem falei", explicou Luis Mendes.

"Pode haver mais portugueses mas, neste momento, o que posso confirmar é que as pessoas que estavam no Taj Mahal conseguiram sair", afirmou. Segundo explicou, os turistas não chegaram a ser feitos reféns pelos terroristas que ocuparam o edifício, onde se ouviram várias explosões e disparos. O grupo barricou-se numa zona do hotel onde, acompanhados pelo director e outros responsáveis do complexo, se mantiveram até conseguirem sair.

A situação dos portugueses em Bombaim vai ser acompanhada pelo cônsul honorário de Portugal naquela cidade e ainda pelas estruturas consulares e diplomáticas em Goa e Nova Deli, segundo explicou o embaixador.

"É uma situação extremamente dramática a que se vive em Bombaim", descreveu o embaixador português. "Houve 17 ataques, em hotéis como o Taj Mahal, o Mariott e o Oberoi. Foi atacado um cinema, a estação de caminho-de-ferro e um hospital, onde ainda há reféns. Fizeram explodir um automóvel perto do aeroporto", disse ainda.

Entretanto, um grupo pouco conhecido, Deccan Mujahideen, reivindicou a autoria dos ataques terroristas. A agência Press Trust of India disse que o grupo enviou emails para vários órgãos de comunicação. Segundo a estação televisiva norte-americana CNN, dois suspeitos foram mortos e nove estão detidos.

Três espanhóis bloqueados num dos hotéis atacados
Três espanhóis continuam bloqueados num dos hotéis atacados hoje à noite em Bombaim por homens armados de espingardas de assalto e granadas, revelou uma fonteda embaixada espanhola em Nova Deli.

Os espanhóis, que faziam parte da delegação comercial que acompanhava na sua visita a presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, estão bem, mas de momento não podem sair do recinto, segundo a fonte.

Os empresários encontram-se no Hotel Oberoi, o mesmo onde ia ficar Aguirre, que conseguiu ser retirada e foi transportada para o aeroporto internacional de Bombaim, onde tomou um voo com destino a Zurique.

"Partimos os vidros para sair. Não sabemos o que fazer, há muito fumo. Ninguém responde nem na recepção nem aos telefones", disse um dos espanhóis contactados. Um grupo numeroso de espanhóis refugiou-se na residência do cônsul de Espanha segundo uma fonte diplomática consultada por Efe.

O eurodeputado espanhol Ignasi Guardans, que lidera uma delegação do Parlamento Europeu, encontrava-se num restaurante e também não podia sair da zona.