As pipocas (milho) e outros cereais contém substâncias conhecidas como polifenóis que têm o potencial de diminuir o risco de cancro e doenças cardíacas.
O estudo foi apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington, nos Estados Unidos, segundo a BBC.
Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes - e alimentos como chocolate, vinho, café e chá - são conhecidos pelo seu potencial em diminuir o risco de doenças.
Até agora, acreditava-se que esses cereais eram alimentos saudáveis e ajudavam a combater o cancro e doenças cardíacas por causa do seu alto teor de fibra, mas segundo os autores do estudo, ninguém tinha ainda comprovado a presença, em quantidades elevadas, de polifenóis.
Segundo os cientistas, a quantidade de antioxidantes encontradas em cereais integrais é comparável à encontrada nas frutas e legumes, por grama.
Os polifenóis são substâncias químicas encontradas em muitas frutas, legumes e outras plantas, como frutas vermelhas, nozes, azeitonas, folhas de chá e uvas. Conhecidos como antioxidantes, eles removem os radicais livres do corpo, que são substâncias que têm potencial de deteriorar células e tecidos do corpo. Os cereais integrais com maior quantidade de antioxidantes são feitos com trigo, milho, aveia e arroz.
Um estudo feito por cientistas australianos indicou que homens mais altos têm mais vantagens quando o assunto é o salário.
Uma pesquisa feita com 7000 pessoas concluiu que 5 centímetros a mais de altura equivalem a um adicional no salário de cerca de 950 dólares australianos, ou seja perto de 547 euros por ano.
A pesquisa foi conduzida na Austrália, considerando a altura média de um homem de 1,77m. "As nossas estimativas sugerem que se este homem tivesse 1,82 m ganharia cerca de 1,5% a mais", afirmaram os autores do estudo, os economistas Andrew Leigh, da Universidade Nacional Australiana, e Michael Kortt, da Universidade de Sydney.
"É quase igual ao ganho de salário por um ano a mais de experiência."
Para os cientistas, a explicação para este fato pode estar ligada ao "respeito" que pessoas mais altas despertam noutros indivíduos, ou na confiança advinda de uma vantagem inicial em actividades sociais e desportivas durante a infância e adolescência.
A pesquisa australiana reforça conclusões semelhantes sobre a relação entre altura e salário em pesquisas feitas em outros mercados de trabalho, como os Estados Unidos, o Reino Unido e o Brasil.
Mas ao contrário do que se observa em outros países --Alemanha e EUA, por exemplo--, os investigadores não observaram relação entre salário e o índice de massa corporal, o indicador que mede se um indivíduo está dentro, acima ou abaixo do peso, ou se é obeso: "não detectamos punição salarial por estar acima do peso ou obeso no mercado de trabalho australiano."
Leigh e Kortt disseram que esta discrepância pode ser explicada pela falta de homogeneidade nas estatísticas ou por uma diferença de atitudes em relação à obesidade nos diferentes mercados de trabalhos.
A pesquisa também avaliou a relação entre a altura e salário entre mulheres, mas o efeito, ainda que existente, foi considerado demasiado pequeno.
Cientistas britânicos anunciaram, esta quarta-feira, que criaram esperma humano a partir de células estaminais embrionárias, uma descoberta que deverá levar a uma melhor compreensão dos mecanismos de fertilidade.
A equipa da Universidade de Newcastle e do Instituto de Células Estaminais do Nordeste de Inglaterra, chefiada pelo Professor Karim Nayernia, desenvolveu uma nova técnica que permite fabricar esperma humano em laboratório, a partir de células estaminais embrionárias portadoras dos cromossomas XY (masculino).
Este esperma produzido em laboratório não será utilizado para a fecundação do óvulo, o que a lei não autoriza. Estes cientistas esperam, contudo, que a legislação evolua de forma suficientemente rápida para que esta técnica seja, a prazo, validada como tratamento contra a infertilidade masculina.
Uma vez a técnica aperfeiçoada, o Professor Nayernia considera que ela pode dentro de uma dezena de anos, ser proposta, por exemplo, aos jovens que fizeram quimioterapia, tratamento que os torna estéreis.
"É um desenvolvimento importante, porque permitirá aos investigadores estudar em pormenor como se forma o esperma, o que deverá levar a uma melhor compreensão da infertilidade masculina, porque é que acontece e o que a causa", declarou o professor Nayernia.
"Esta compreensão permitir-nos-á desenvolver novos meios para ajudar os casais que sofrem de esterilidade, por forma a que possam ter um filho que seja geneticamente seu", acrescentou.
Na técnica desenvolvida em Newcastle, as células estaminais portadoras de cromossomas XY completaram a sua divisão celular (meiose), para dar um esperma funcional.
Em contrapartida, as células portadoras dos cromossomas XX (fêmeas) deram espermatogónias, estado inicial do espermatozóide, mas sem ir mais longe na meiose. Isso prova, segundo os investigadores, que o cromossoma Y continua a ser indispensável à produção de esperma.
Esta descoberta deverá também ajudar a compreender melhor como é que as doenças genéticas se transmitem de geração em geração.
Todavia, vários peritos duvidam que a equipa do professor Nayernia tenha conseguido reconstituir um esperma autêntico.
"Enquanto biologista especialista do esperma com 20 anos de experiência não estou convencido segundo os dados apresentados (...) que as células produzidas pelo grupo do professor Nayernia a partir de células estaminais embrionárias possam correctamente ser chamadas espermatozóides", declarou Allen Pacey, da Universidade de Sheffield.
"Mesmo que as células produzidas possam produzir alguns dos traços genéticos e marcadores moleculares do esperma, espermatozóides humanos plenamente diferenciados têm uma morfologia celular específica, um comportamento e uma actividade que não foi descrita aqui", acrescentou.
Os cientistas descobriram, recentemente, que há pessoas capazes de se lembrar de cada dia das suas vidas. Já pensou se a sua cabeça estivesse sempre a ser bombardeada por pensamentos e memórias do que fez ontem ou há 20 anos? Recorde o caso da mulher que nunca esquece.
Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que, entre os quase sete bilhões de habitantes do nosso planeta, existem pessoas com memória autobiográfica super-desenvolvida. Nos EUA só são conhecidos quatro casos de pessoas com super-memória. É raro encontrar alguém que se lembre de cada dia das suas vidas, mas pelos vistos há quem saiba exactamente onde estava e o que fazia no dia 'x', à hora 'y'.
Como conseguiria viver se passasse o dia a ser bombardeado com pensamentos e lembranças de como foram todos os dias da sua vida? Será que ia reviver só os dias tristes, ou os mais alegres? Será que ia conseguir viver sem poder recorrer à tão conveniente 'memória selectiva'?
Um grupo de cientistas de Nova Iorque pode ter desenvolvido uma pomada capaz de tratar o problema da impotência masculina. Para já, os testes em ratos são animadores.
A pomada, testada com sucesso em animais, é aplicada localmente e actua, segundo a BBC, através de nano-partículas que libertam óxido nítrico.
Nas pesquisas foram usados sete ratos geneticamente modificados para terem disfunção eréctil. A pomada obteve resultados visíveis em cinco dos roedores.
"Este é um conceito muito interessante que tem potencial para ter impacto sobre muitas doençass, incluindo as disfunções eréteis, se puder ser levado dos laboratórios animais para as clínicas", congratulou-se Ira D. Sharlip, porta-voz da Associação Urológica Americana.
Não é uma segunda Terra, mas é o primeiro planeta encontrado fora do Sistema Solar cuja massa é pouco maior que a da Terra. Foi descoberto por uma equipa internacional de astrónomos com um espectrógrafo (o HARPS, High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher) e um telescópio de 3,6 metros de diâmetro do Observatório Europeu do Sul (ESO), situado em La Silla, no Chile.
“Com apenas 1,9 vezes a massa da Terra, é o exoplaneta com menos massa jamais detectado — e é muito provavelmente um planeta rochoso”, diz um dos co-descobridores, Xavier Bonfils, do Observatório de Grenoble, citado por um comunicado do ESO.
O planeta gira em torno da estrela Gliese 581, uma anã vermelha, muito menos brilhante do que o Sol, situada a 20,5 anos-luz de nós na direcção da constelação da Balança. Gliese 581e (o planeta) dá uma volta à estrela em 3,15 dias. Foi detectado graças ao método das velocidades radiais, que assinala a presença de planetas através das pequeníssimas variações de velocidade que a sua força gravitacional impõe à estrela-mãe.
O resultado é importante, explica um outro membro da equipa, Michel Mayor, do Observatório de Genebra: “É espantoso ver o caminho que percorremos desde que descobrimos o primeiro exoplaneta em torno de uma estrela normal em 1995 (...). A massa de Gliese 581e é 80 vezes inferior à [do planeta] Pegasi 51b.”
Os cientistas estão confiantes: vão fazer ainda melhor e encontrar um planeta ainda com menos massa na zona “habitável” de uma estrela — ou seja, onde há condições para a existência de água líquida à superfície.O sistema Gliese ganhou um novo planeta.
Um ano depois de Jill Price ter saltado para a ribalta como "a mulher que nunca esquece", graças à sua prodigiosa memória - lembra-se de tudo desde os seus 14 anos -um psicólogo norte-americano apresenta uma nova teoria para esta capacidade.
Entrevistada pela ABC News, Jill Price, 43 anos, responde sem pestanejar a uma série de perguntas que põem à prova a sua memória fora de série: Quando é que a CBS exibiu o episódio de Dallas "Quem matou JR"?. Jill não só dá a resposta correta como consegue lembrar-se do tempo que fazia nesse dia. E se lhe perguntassem, provavelmente saberia dizer o que tinha vestido e comido.
Até ao ano passado, ninguém ouvira falar de Jill Price. A família e os amigos sabiam da sua memória notável, mas o seu caso não era conhecido da comunidade científica.
O caminho para o reconhecimento público começou em Junho de 2000, quando Price encontrou o site de um neurocirugião, James McGaugh, especializado em aprendizagem e memória e decidiu enviar-lhe um e-mail, contando-lhe a sua história.
"O que a maior parte das pessoas chamaria de dádiva, eu chamo de fardo. A minha vida inteira passa pela minha cabeça durante todo o dia e isso está a deixar-me louca", desabafou. Passado uma hora e meia, tinha uma resposta.
Juntamente com dois colaboradores, McGaugh conduziu, ao longo de cinco anos, várias entrevistas a Price, sem divulgar o trabalho a ninguém. Os investigadores usaram calendários, jornais e livros para verificar a ocorrência dos factos públicos mencionados por Price e recorreram aos diários escritos entre os seus 10 e 34 anos de idade para confirmar os factos da sua vida privada, como um esparguete ao jantar do dia 11 de Abril de 1993 ou o tempo que fazia numa qualquer manhã de Dezembro de 1995.
Só em Fevereiro de 2006, o seu artigo "Um Caso de Memória Autobiográfica Invulgar", publicado no jornal científico Neurocase, despertou a atenção pública.
À falta de um nome para o caso de Price, os investigadores decidiram chamar-lhe hyperthymestic syndrome, algo como Síndrome da Hipermemória.
Desconstruindo. Entrevistada recentemente por Gary Marcus, psicólogo da Universidade de Nova Iorque, Price revelou, no entanto, os pontos fracos da sua memória prodigiosa. Marcus conta, num artigo publicado no final de Março na Wired, que começou por lhe fazer perguntas sobre acidentes de avião e suas datas, ao que a paciente respondeu rapidamente.
Mas o caso mudou de figura quando o questionário incidiu sobre acontecimentos mais recentes, como é o caso das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Price não conseguiu dizer com exactidão quando é que Hillary Clinton se retirou da corrida ou quando Barack Obama assegurou a nomeação democrata. Quanto às eleições de 2004, os resultados ainda são piores. O psicólogo concluiu que à excepção da sua própria história e de certas categorias, como televisão e acidentes aéreos, a memória de Price não é muito diferente da da média.
Submetida também a um teste que visa analisar as chamadas distorções de memória, Price falhou igualmente. De uma lista de cinco palavras, não só não as conseguiu repetir todos como ainda disse três que não constavam da lista.
A questão que o clínico se colocou foi: Por que é que a sua memória quanto à sua própria história é tão precisa e tão mediana em tudo o resto? A resposta tem pouco a ver com a memória em sim, e tudo a ver com a sua personalidade, concluiu. Para Marcus, Price lembra-se tão bem de tudo quanto lhe diga respeito porque está constantemente a rever o seu passado. O clínico nota que ela ainda guarda todos os pelcuches da infância, tem mais de 2 mil cassetes de vídeo e audio e até há pouco tempo mantinha todas as edições de uma revista com a programação de televisão desde 1989.
Gary Marcus defende que o que acontece com Price é que a sua "ruminação" do passado, que não acontece voluntariamente, fortalece as ligações entre as suas recordações.
Desde que o seu caso foi tornado público, outros portadores da mesma síndrome foram conhecidos, todos com uma memória autobiográfica espectacular e todos com os mesmos hábitos obsessivo-compulsivos de colecionar coisas e fixar datas e acontecimentos.
No seu artigo na Wired, o psicólogo relata ainda que apresentou as suas conclusões a McGaugh, o primeiro a tomar contacto com o caso de Price, que não refutou a teoria.
Sejam quais forem as razões, nada tira o extraordinário da memória da norte-americana, que apesar de sofrer com o facto de não conseguir esquecer os momentos mais difíceis da sua vida, garante que não trocaria a sua memória por nada.
Se a crise lhe dá a volta ao estômago, esta notícia é para si. É que a ligação do cérebro ao estômago também passa afinal pela carteira.
Expressões como "dá-me um nó no estômago" ou "essa é difícil de engolir", que ligam reacções a situações adversas com a nossa função digestiva, podem afinal fazer mais sentido do que à partida se poderia pensar.
Um estudo recentemente efectuado por especialistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, revela que existe uma parte do cérebro, chamada ínsula (derivado de ilha), que desempenha um papel importante na forma como reagimos emocionalmente com as perdas, incluindo as crises financeiras.
Rica em receptores de dopamina, a ínsula está ligada às emoções, à motivação e também aos comportamentos viciantes. Está também associada às chamadas reacções viscerais, provocadas por cheiros nauseabundos ou pela antecipação da vertigem de uma montanha russa. O que os cientistas descobriram é que também o dinheiro, ou a falta dele, pode provocar o mesmo tipo de reacções, devido à mesma região do cérebro.
Segundo os neurologistas (Shiv B, Loewenstein G, Bechara A, Damasio H, & Damasio, entre outros), ao passo que as células da ínsula não respondem quando os investidores ganham dinheiro em apostas ou investimentos, o mesmo já não acontece quando o dinheiro 'lhes foge'. "Quanto mais as células ficam activas após uma perda avultada, maior a hipótese de não correr riscos numa próxima aposta", garantem os cientistas.
Para os investigadores, é a antecipação da perda e não a perda efectiva, que desencadeia a reacção do cérebro, situação explicada pelo 'instinto' da espécie humana, necessário à sua própria sobrevivência.
Mas, quando aplicamos o 'instinto' à parte financeira, isso pode ter custos elevados. Um outro estudo colocou lado a lado várias pessoas, com 20 dólares (cerca de €15) cada uma. Foi-lhes pedido que tomassem uma série de decisões financeiras: para apostar um dólar, ou para ficar com ele.
Após cada rodada de decisões, os investidores atiravam uma moeda ao ar: caras perdiam 1 dólar, coroas ganhavam 2 dólares e meio. De acordo com as probabilidades, existiam 13% de hipóteses de acabar com menos de 20 dólares após 20 rodadas, pelo que fazia sentido apostar o dólar todas as vezes. Mas não foi isso que aconteceu: afinal, acabaram por escolher apostar apenas em 58% das vezes.
Num segundo grupo, de pessoas com danos cerebrais justamente na área da ínsula, os investidores apostaram o seu dólar 84% das vezes, muito à frente dos jogadores ditos 'normais'.
Um grupo de 20 cientistas ingleses elegeu as invenções tecnológicas que mais mudaram a forma como a humanidade vive e interage na actualidade. Os peritos pertencem à Associação Britânica de Ciência e as escolhas vão desde o código de barras aos ténis desportivos.Do cartão de crédito à comida de ‘plástico’ - a ordem é aleatória -, eis os dez inventos tecnológicos que mais marcaram o mundo no último século. A eleição foi feita por um painel de 20 cientistas ingleses, da British Science Association - e serviu para assinalar uma semana dedicada à ciência e à engenharia.
A lista será discutível, como todas as outras. E os critérios não se baseiam necessariamente nos benefícios que estes inventos trouxeram à humanidade.
O cartão de crédito está lá porque facilitou a circulação de capitais, sobretudo por cidadãos no estrangeiro, mas também não se esquece que contribuiu para o sobreendividamento em que hoje vive muita gente. Da comida de plástico nem vale a pena falar…
Mas não há dúvidas de que estas tecnologias e produtos mudaram o mundo. Não apenas pelo que trouxeram de inovador mas, sobretudo, pelo impacto que tiveram nos comportamentos e prioridades dos tempos modernos.
O código de barras, uma ideia relativamente simples à primeira vista, mudou a forma de se fazer compras. Os ténis de corrida não só melhoraram o desempenho como marcaram a moda ao longo de gerações.
Nas escolhas dos especialistas, nota-se que apesar de pretender reflectir mais de meio século de inventos, a lista acaba por ser muito influenciada pelas tendências das últimas décadas, para não dizer dos últimos anos. Exemplos disso mesmo são as escolhas das “redes sociais” na Internet ou das mensagens de texto (SMS), o meio de comunicação preferencial - há quem diga que, em igualdade de circunstâncias com a fala - dos adolescentes, ou ainda do famoso GPS.