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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Revelados ficheiros secretos britânicos sobre OVNIS.

Alienígenas com cabeça em forma de limão, luzes misteriosas e discos voadores. Tudo isto se encontra nos arquivos secretos que o Governo britânico revela agora.

Ao todo, são 14 arquivos, com mais de 4 mil páginas, com informações sobre avistamentos de Objectos Voadores Não Identificados entre 1981 e 1996. Os documentos, até aqui classificados, foram tornados públicos na segunda-feira.

Há relatos que vão da simples visão de luzes no céu até ao contacto próximo com extra-terrastres. Nos ficheiros estão também os mais populares casos de avistamentos de OVNIS do Reino Unido.

Um dos relatos cabe a dois jovens que alegam ter falado com um alienígena com cabeça em forma de limão, em Maio de 1995, que lhes terá dito: "Queremo-vos. Venham connosco", apontando para uma nave.

Outro incidente citado nos documentos foi registrado no início da manhã de 15 de julho de 1996, quando um OVNI foi visto a pairar em cima de um cemitério, antes de, alegadamente, lançar raios laser para o chão.

As explicações.
Cerca de 90% dos casos acabaram por ser explicados. Um objecto oval iluminado, por exemplo, avistado em Londres em 1993 e 1994, não passava de um aparelho que fazia publicidade ao então novo Ford Mondeo.

Também em 1993, mais de 30 relatos de luzes vistas no centro de Inglaterra revelaram-se os efeitos de um rocket russo que reentrava na atmosfera.

Digno de nota é também o facto de a maioria dos casos se ter registado em 1996. Um ano de excepcional actividade extra-terrestre ou apenas o ano de estreia do filme O Dia da Independência e de um boom de popularidade dos Ficheiros Secretos no Reino Unido?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cientistas criam esperma humano a partir de células estaminais.

Cientistas britânicos anunciaram, esta quarta-feira, que criaram esperma humano a partir de células estaminais embrionárias, uma descoberta que deverá levar a uma melhor compreensão dos mecanismos de fertilidade.

A equipa da Universidade de Newcastle e do Instituto de Células Estaminais do Nordeste de Inglaterra, chefiada pelo Professor Karim Nayernia, desenvolveu uma nova técnica que permite fabricar esperma humano em laboratório, a partir de células estaminais embrionárias portadoras dos cromossomas XY (masculino).

Este esperma produzido em laboratório não será utilizado para a fecundação do óvulo, o que a lei não autoriza. Estes cientistas esperam, contudo, que a legislação evolua de forma suficientemente rápida para que esta técnica seja, a prazo, validada como tratamento contra a infertilidade masculina.

Uma vez a técnica aperfeiçoada, o Professor Nayernia considera que ela pode dentro de uma dezena de anos, ser proposta, por exemplo, aos jovens que fizeram quimioterapia, tratamento que os torna estéreis.

"É um desenvolvimento importante, porque permitirá aos investigadores estudar em pormenor como se forma o esperma, o que deverá levar a uma melhor compreensão da infertilidade masculina, porque é que acontece e o que a causa", declarou o professor Nayernia.

"Esta compreensão permitir-nos-á desenvolver novos meios para ajudar os casais que sofrem de esterilidade, por forma a que possam ter um filho que seja geneticamente seu", acrescentou.

Na técnica desenvolvida em Newcastle, as células estaminais portadoras de cromossomas XY completaram a sua divisão celular (meiose), para dar um esperma funcional.

Em contrapartida, as células portadoras dos cromossomas XX (fêmeas) deram espermatogónias, estado inicial do espermatozóide, mas sem ir mais longe na meiose. Isso prova, segundo os investigadores, que o cromossoma Y continua a ser indispensável à produção de esperma.

Esta descoberta deverá também ajudar a compreender melhor como é que as doenças genéticas se transmitem de geração em geração.

Todavia, vários peritos duvidam que a equipa do professor Nayernia tenha conseguido reconstituir um esperma autêntico.

"Enquanto biologista especialista do esperma com 20 anos de experiência não estou convencido segundo os dados apresentados (...) que as células produzidas pelo grupo do professor Nayernia a partir de células estaminais embrionárias possam correctamente ser chamadas espermatozóides", declarou Allen Pacey, da Universidade de Sheffield.

"Mesmo que as células produzidas possam produzir alguns dos traços genéticos e marcadores moleculares do esperma, espermatozóides humanos plenamente diferenciados têm uma morfologia celular específica, um comportamento e uma actividade que não foi descrita aqui", acrescentou.