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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O que há de errado no tipo de letra do Ikea?

O gigante sueco de mobiliário e decoração trocou a versão própria da Futura pela Verdana no catálogo da marca. As reacções na Internet não se fizeram esperar.

Já recebeu o catálogo para o próximo ano do Ikea? Não notou nada estranho? Mas houve que reparasse. E fizesse barulho por isso. Em causa a mudança do tipo de letra de Futura para Verdana, que suscitou um coro de protestos a nível mundial.

O sueco Mattias Akerberg, citado pela Time, teve o primeiro contacto com a nova imagem ao ver uma página inteira de publidade ao Ikea. "Pensei que algo tinha corrido terrivelmente mal, mas quando escrevi no Twitter sobre isso, a agência de publicidade deles explicou-me que era a nova fonte", conta, antes de rematar, pesaroso: "Mal podia acreditar."

Em entrevista a uma revista sueca de design, o IKea já explicou que a ideia foi passar a usar uma letra universal, fácil de ler e passível de ser usada tanto na Internet como em papel. Além disso, é disponibilizada gratuitamente pela Microsoft. "É mais eficiente e em conta", admite o porta-voz da marca.

Mas a mudança não podia ter caído pior: "Ikea, parem com a loucura da Verdana", "Não há palavras para descrever a minha repugnância", "É um dia triste" - são apenas alguns dos exemplos do que se escreveu no Twitter e na blogosfera a propósito.

A petição posta a circular por e-mail já conta, esta segunda-feira, com mais de 5600 assinaturas.

Um dos argumentos dos que estão contra a troca prende-se com o facto de o sucesso da Verdana se dever às limitações da Internet, o que a torna obsoleta para o papel; Outros dizem sentir-se enganados com o fim de um dos traços que marcava a imagem da cadeia sueca, que conta já com 60 anos de existência; Mas a principal queixa dos opositores ouvidos pela Time é a de que... a nova letra é feia.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Americana processada por reclamar no Twitter.

Uma imobiliária exige 50 mil dólares (cerca de 35 mil euros) de indemnização por um post no Twitter de uma cliente, que usou a popular rede social para reclamar do cheiro a mofo da sua casa.

"Quem disse que dormir em um apartamento a cheirar a mofo é mau? A Horizon acha que não faz mal". Foi esta mensagem, postada a 12 de Maio, que pode custar milhares de dólares à norte-americana Amanda Bonnen.

O apartamento em causa tinha sido negociado pela Horizon Group Management LLC, que alega que a declaração de Bonnen é "totalmente falsa" e que tinha "manchado bastante" a sua reputação em Chicago.

A empresa alega ainda que, ao ser publicado no Twitter, o comentário de Amanda chegou "a todo o mundo".

domingo, 26 de julho de 2009

Como uma reclamação virou sucesso no YouTube.

Um músico canadiano decidiu protestar de forma original contra a United Airlines, depois de a sua guitarra se ter partido durante um voo: Compôs uma canção a reclamar contra a companhia, gravou-a, colocou-a online e... já foi vista por vários milhões.

Além do sucesso que teve no YouTube, a música valeu ainda ao músico Dave Carrol a indemnização que a United Airlines tinha inicialmente recusado, a somar a uma longa série de benefícios: convites para entrevistas a Dave Carrol, incluindo um convite para o Oprah Winfrey Show; aumento das vendas no Canadá dos discos da banda Sons of Maxwell, a que pertence; uma guitarra nova, oferta do fabricante da que se partiu.

O episódio remonta a Março do ano passado, quando o cantor e a sua banda viajavam do Canadá para os Estados Unidos para um concerto.

O vídeo United Breaks Guitars (qualquer coisa como "a United parte guitarras") foi colocado no início de Julho e já foi visto por milhões de utilizadores. O cantor diz que esperava atingir um milhão... num ano.