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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bebé espanhola é a primeira a ter duas mães biológicas.

Lluna, uma bebé espanhola, nascida a 2 de Agosto, tornou-se na primeira criança a ser registada com duas mães biológicas, um casal de lésbicas que batalhou para realizar este sonho, de acordo com informações fornecidas pela clínica onde foi realizada a inseminação artificial que gerou a menina.

Veronica Bolufer, 31 anos, e Monica Catalá, 38 anos, geraram a primeira bebé com duas mães biológicas. Este casal de lésbicas gerou, conjuntamente, Lluna, uma menina que nasceu a 2 de Agosto.

As duas mulheres tinham problemas de fertilidade e a solução encontrada foi Verónica doar o óvulo que, depois de fecundado, foi implantado no útero de Monica.

"É surpreendente, mas realmente não é um processo complicado. O óvulo de Veronica foi retirado e implantado no útero de Monica. A fecundação in vitro contou com sémen de um doador anónimo, e, biologicamente, o bebé foi gerado por duas mulheres e um homem", disse Fernando Marina, o director de laboratório da Clínica Cefer, à BBC Brasil.

Veronica e Monica convenceram o Ministério da Saúde Espanhol de que tinham direito à reprodução e, como estão casadas, registaram a criança sem pai, mas com duas mães.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Lésbicas violadas para ficarem "curadas".

As violações são prática corrente na África do Sul, sendo consideradas uma medida correctiva.

Um estudo da organização não-governamental ActionAid conclui um grande número de lésbicas sul-africanas é sujeita, todos os anos, a violações correctivas, um castigo pela orientação sexual e para "curar o seu comportamento".

O trabalho, apresentado terça-feira em Joanesburgo, refere que só na cidade do Cabo dez lésbicas são violadas em média todas as semanas por atacantes que classificam o crime de violação correctiva.

A chamada violação correctiva é mais uma grotesca manifestação de violência contra as mulheres, que constitui a mais comum violação dos direitos humanos no mundo actualmente", refere o relatório do ActionAid.

Apesar de a Constituição da África do Sul consagrar direitos iguais para todos os cidadãos, independentemente da orientação sexual, o país enfrenta um grave problema de preconceitos culturais e sociais que origina actos criminosos contra homossexuais, de acordo com a ONG responsável pelo estudo.

Os autores do trabalho referiram que o número de violações na África do Sul ascende a 500 mil por ano, um dos mais altos índices mundiais e as lésbicas, em particular, são alvo, desde há muito, de "violações correctivas" por homens que pensam que assim as "curam" das tendências homossexuais.

Para agravar a situação, apenas um em cada 25 homens acusados de violação nos tribunais sul-africanos é condenado pelo crime, denunciou Zanele Twala, uma das autoras do estudo.

No prefácio do estudo, o presidente da Comissão Sul-Africana dos Direitos Humanos, Jody Kollapen, afirma que as conclusões obrigam o sistema de justiça a repensar a definição de "crimes de ódio".

"Os crimes de ódio desta natureza requerem acções decisivas do sistema de forma a que os responsáveis sejam punidos por eles", refere Kollapen.

O estudo cita uma organização de defesa dos direitos dos homossexuais na cidade do Cabo, segundo a qual 31 lésbicas foram assassinadas na última década naquela cidade e arredores, tendo apenas sido condenado um dos implicados em todos os crimes.

terça-feira, 3 de março de 2009

Lésbicas ganham tratamento de fertilização "in vitro".

Foi preciso a ameaça de um processo judicial para que um casal de lésbicas britânicas, Caroline Harris e Julie McMullan, conseguisse obter os mesmos direitos que os casais heterossexuais. Antes mesmo da decisão do Tribunal, a Direcção de Saúde de Glasgow, Escócia, tendo em conta a lei britânica de igualdade, aprovou o tratamento de fertilização in vitro para Harris.

Depois de tentarem sem sucesso conseguir a fertilização em hospitais particulares no Reino Unido e da recusa inicial do serviço público, Caroline Harris e Julie McMullan decidiram levar o caso à Justiça em Edimburgo. Estavam a pedir à direcção de saúde e à região de Glasgow 20 mil libras (cerca de €23 mil) para cobrir os custos do tratamento no privado.

Segundo um porta-voz do organismo de Saúde local, "como casal, as duas cidadãs são biologicamente capazes de conceber. Razão pela qual, inicialmente, a direcção foi de opinião que não atendiam aos critérios necessários para um tratamento financiado pelo NHS (sigla em inglês do Serviço Nacional de Saúde)".

No entanto, prosseguiu, " a direcção reconsiderou a sua posição tendo em vista, nomeadamente, a Lei de Fertilização e Embriologia Humana de 2008 e a Lei de Igualdade (Orientação Sexual) de 2007, tendo decidido oferecer o tratamento a esse casal".

O casal de lésbicas procurou o serviço público pela primeira vez em Janeiro de 2007, quando um médico disse que elas teriam de recorrer à rede privada.

Depois de Harris ter passado por seis inseminações intra-uterinas e por um tratamento de fertilização in vitro num hospital particular, sem sucesso, o casal decidiu voltar ao clínico geral de um centro de saúde, que a encaminhou para a unidade local de concepção assistida. A Comissão de Igualdade e Direitos do Governo britânico defendeu o casal de lésbicas.