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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Presidente da Câmara de Pombal quer tratar a homossexualidade.

O jornal regional Notícias do Centro escreve que Narciso Mota, do PSD, apontou a homossexualidade como uma doença e uma causa de violência, numa conferência organizada pela Associação de Pais e Educadores para a Primeira Infância.

No seu discurso de encerramento das I Jornadas Ibéricas sobre Violência, na quarta-feira, 21, o autarca de Pombal confessa que gostaria que "houvesse terapeutas para tratar todas essas causas que dão origem a problemas complicados, e aquelas causas contraproducentes àquilo que é a essência da vida humana, toxicodependência, práticas contraproducentes, homossexualidade e pedofilia", conforme citado pelo jornal Notícias do Centro. E vai mais longe: "Não se facilite, em termos democráticos, aquilo que é contranatura, aquilo que não está na essência daquilo que a gente pretende, em termos de história, de dignificar aquilo que é a pessoa humana."

O social-democrata Narciso Mota terá ainda posto a homossexualidade no mesmo saco do alcoolismo e da falta de carácter. "Encontramos neste mundo contemporâneo muitos tipos de violências: a violência provocada por aquelas pessoas que são toxicodependentes, a violência das pessoas que são alcoólicas, a violência das pessoas sem rosto, sem carácter, sem ética, que mandam blogs anónimos, mandam cartas anónimas, entrando na privacidade das famílias e das pessoas, a violência da pedofilia e a violência da homossexualidade, que não está em sintonia com aquilo que é a razão natural da vida."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Nova Iorque vai votar legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O governador do estado de Nova Iorque, David Patterson, disse hoje que vai apresentar uma proposta para legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo que, a ser aprovada, ele verá para cinco o número de estados norte-americanos que autorizam o casamento homossexual.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi aprovado nos estados do Connecticut, Massachusetts, Iowa e Vermont e esteve em vigor durante alguns meses na Califórnia, antes de ser chumbado num referendo, a 4 de Novembro de 2008.

Patterson, o primeiro governador negro do estado de Nova Iorque, fez a defesa do projecto de lei comparando a causa do casamento entre pessoas do mesmo sexo à da luta pelos direitos civis nos anos 1960. “Temos uma crise de liderança hoje em dia. Vamos preencher esse vazio hoje”, disse.

O New York Times sublinha que é invulgar um governador envolver-se numa disputa como esta e explica que Patterson procura, desta forma, ultrapassar as resistências no Senado, que os democratas controlam por uma escassa margem (32 votos contra 30 republicanos).Um projecto de lei autorizando os casamentos gay foi aprovado em 2007 pela câmara de representantes do estado, dominado pelo Partido Democrata, mas nunca subiu ao senado, dominado pelos republicanos até às eleições de 2008. A lei de Patterson deverá passar de novo na câmara baixa, mas enfrentará problemas na câmara alta, onde pelo menos um democrata votará contra.

Patterson, um católico, contou com o apoio do mayor de Nova Iorque, o indepedente Michael Bloomberg, que respondeu às críticas dos sectores religiosos afirmando que não compete ao estado decidir quem pode e quem não pode casar-se.

43 estados norte-americanos proíbem explicitamente o casamento homossexual e em 29 existem emendas constitucionais definindo o casamento como exclusivamente heterossexual.

terça-feira, 10 de março de 2009

Mudar de sexo para ser freira.

Um italiano homossexual será sujeito a uma cirurgia de mudança de sexo para se converter em mulher, tornar-se monja e entrar num convento, apesar de o pároco da sua cidade ter ignorado o seu pedido, assim como o bispo da sua diocese.

Este é o sonho de Marco (nome fictício), de 45 anos, que pensou muito sobre este passo decisivo na sua vida e para o qual conta com a ajuda da Casapound Italia, uma associação de promoção da justiça social.

Marco vive perto de Roma, é homossexual desde sempre e tem um emprego. Mas em Maio, mês de Nossa Senhora, deixará tudo para se submeter à cirurgia e mudar de sexo num país do Norte da Europa.

«Tentei falar com o sacerdote da minha paróquia, mas encontrei um muro de silêncio», lamenta. «Com o bispo foi ainda pior», explica, «mas depois de ler sobre a Casapound decidi falar com eles e encontrei muita compreensão».

O porta-voz da Casapound Italia Provincia de Roma, Massimo Carletti, afirma estar disposto a tornar realidade o sonho de Marco. «Todos os homens e mulheres deveriam ser iguais e ter as mesmas possibilidades. Marco conta com a nossa simpatia e a única culpa que tem é ter um sonho», afirmou Carletti.

O porta-voz sublinha ainda como «Marco está determinado a realizar o sonho». «Nós vamos ajudá-lo. Ele tem muitas virtudes e uma forte fé cristã e é esta fé que a Igreja quer negar».

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A homossexualidade «não é normal», diz cardeal.



Além de renovar o apelo à «cautela» para as portuguesas que decidam casar com muçulmanos, D. José Saraiva Martins considera que a homossexualidade «não é normal».
O cardeal D. José Saraiva Martins afirmou terça-feira à noite, na Figueira da Foz, que o casamento entre homossexuais não providencia uma educação normal a crianças a quem falta um pai e uma mãe. «Quando se juntam dois homossexuais, eles ou elas, se há crianças, evidentemente, aquela união, aquele casamento, não pode providenciar a formação das crianças», argumentou.

«Porque uma criança para ser formada normalmente precisa de um pai e de uma mãe. E não de dois pais ou de duas mães», acrescentou D. José Saraiva Martins, durante a tertúlia «125 minutos com Fátima Campos Ferreira», no Casino local.

D. José Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos e um dos dois cardeais portugueses com assento no Vaticano, onde reside há mais de 50 anos, argumentou que o pai e a mãe «são diferentes, têm diferentes qualidades, completam-se mutuamente de uma maneira maravilhosa». «A educação daquelas crianças não pode ser uma formação normal se não forem formadas por um pai e uma mãe. Não por dois pais ou duas mães», reafirmou o cardeal, arrancando aplausos da assistência.

Momentos antes, o cardeal tinha considerado que a homossexualidade «não é normal». «Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja», defendeu.

Os casamentos com muçulmanos... outra vez

Ao abordar a questão do casamento entre mulheres católicas e muçulmanos, D. José Saraiva Martins aconselhou às jovens «muita cautela e prudência», manifestando-se «totalmente de acordo» com idêntico aviso feito há um mês pelo Cardeal Patriarca de Lisboa. «Estou de acordo que é preciso muita cautela e muita prudência. Estou totalmente de acordo», disse.

No mesmo palco, a 13 de Janeiro, D. José Policarpo tinha alertado as jovens portuguesas para o «monte de sarilhos» que representa o casamento com muçulmanos: «Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.»

«É absolutamente necessário que antes de uma senhora casar com um muçulmano, tenha a certeza de que vai poder continuar depois do matrimónio a professar a sua fé cristã», disse o cardeal Saraiva Martins. «Tenha a certeza de que vai poder decidir o tipo de educação a dar aos próprios filhos», acrescentou, defendendo que as mulheres «não casem com muçulmanos» enquanto não tiverem essas certezas.