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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Nova lei permite a maridos negar comida às mulheres que recusem sexo.

O Afeganistão aprovou uma nova lei que permite que os homens xiitas neguem alimento às suas mulheres se estas se recusarem a ter relações sexuais.

Apesar dos protestos da comunidade internacional, a polémica nova lei foi já promulgada e publicada e determina ainda que as mulheres casadas precisam de autorização dos maridos para trabalhar, além de dar aos homens e aos avôs a custódia exclusiva dos filhos.

Aplicável apenas à minoria xiita, a lei é considerada repressiva pela comunidade internacional.

Uma primeira versão, entretanto revista pelo Presidente Karzai, obrigava as mulheres xiitas a manter relações sexuais com seus maridos no mínimo a cada quatro dias e, na prática, eliminava a necessidade de consentimento para o sexo dentro do casamento.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Parlamento sul coreano vira palco de pancadaria.

Centenas de deputados sul coreanos perderam a cabeça em pleno parlamento. Uma simples votação de um projecto de lei transformou-se numa situação extremamente delicada e violenta, que terminou com, pelo menos, uma pessoa no hospital.

As imagens que vai ver a seguir até teriam o seu 'quê' de piada se não se tratassem de deputados e se o palco das cenas de pancadaria não fosse o Parlamento sul coreano.

Homens, que supostamente deveriam agir e conviver de forma civilizada, perderam a cabeça e envolveram-se fisicamente, esta quarta-feira, enquanto discutiam um polémico projecto de lei, que permite às empresas da área de imprensa escrita serem donas de redes de televisão.

Tudo aconteceu quando o governo sul coreano ia anunciar os pontos do projecto de lei e alguns membros da oposição - partido que é totalmente contra o projecto e afirma que a medida é um golpe do presidente Lee Myung-bak para obter mais simpatia por parte dos meios de comunicação social - tentaram saltar para o púlpito para impedir que os outros deputados falassem. O caos instalou-se e a Associated Press assegura que, pelo menos, uma pessoa foi parar ao hospital.

Apesar de toda a confusão e polémica, o governo conseguiu aprovar a lei.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Nova Iorque vai votar legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O governador do estado de Nova Iorque, David Patterson, disse hoje que vai apresentar uma proposta para legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo que, a ser aprovada, ele verá para cinco o número de estados norte-americanos que autorizam o casamento homossexual.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi aprovado nos estados do Connecticut, Massachusetts, Iowa e Vermont e esteve em vigor durante alguns meses na Califórnia, antes de ser chumbado num referendo, a 4 de Novembro de 2008.

Patterson, o primeiro governador negro do estado de Nova Iorque, fez a defesa do projecto de lei comparando a causa do casamento entre pessoas do mesmo sexo à da luta pelos direitos civis nos anos 1960. “Temos uma crise de liderança hoje em dia. Vamos preencher esse vazio hoje”, disse.

O New York Times sublinha que é invulgar um governador envolver-se numa disputa como esta e explica que Patterson procura, desta forma, ultrapassar as resistências no Senado, que os democratas controlam por uma escassa margem (32 votos contra 30 republicanos).Um projecto de lei autorizando os casamentos gay foi aprovado em 2007 pela câmara de representantes do estado, dominado pelo Partido Democrata, mas nunca subiu ao senado, dominado pelos republicanos até às eleições de 2008. A lei de Patterson deverá passar de novo na câmara baixa, mas enfrentará problemas na câmara alta, onde pelo menos um democrata votará contra.

Patterson, um católico, contou com o apoio do mayor de Nova Iorque, o indepedente Michael Bloomberg, que respondeu às críticas dos sectores religiosos afirmando que não compete ao estado decidir quem pode e quem não pode casar-se.

43 estados norte-americanos proíbem explicitamente o casamento homossexual e em 29 existem emendas constitucionais definindo o casamento como exclusivamente heterossexual.