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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Google forçada a revelar nome de blogger.

Um tribunal de Nova Iorque obrigou a empresa a revelar a identidade da autor do "Skanks in NYC", alojado no Blogger.com, na sequência de um processo em que foi acusada de prejudicar a carreira de uma modelo profissional.

No blog, cuja tradução literal é "Prostitutas de Nova Iorque", eram dirigidos vários insultos a uma modelo, Liskula Cohen, de 27 anos (na foto), colocando também várias imagens da jovem. A modelo revelou ter sentido as consequências dos ataques na sua vida profissional.A juíza Joan Madden determinou que a modelo tem o direito de saber quem a insulta neste blog, já que está centrado na ideia de que Liskula Cohen é uma mulher promíscua.
A autora do blog tem lutado desde o início do ano para manter o anonimato, apoiada pela Google que estava escudada pela sua política de privacidade. Mas a juíza recusou esse direito devido ao facto do blog ser apenas centrado na figura da modelo.
Depois de ter acesso ao endereço de email da criadora do blog, a modelo garantiu aos meios de comunicação norte americanos que reconheceu imediatamente a autora como uma mulher que conhecia da cena social nova-iorquina. "Ela é uma pessoa irrelevante na minha vida", afirmou Liskula Cohen à cadeia de televisão ABC.
A decisão da juíza de Nova Iorque pode agora criar precedentes relativamente à identificação dos autores de blogs difamatórios.

sábado, 8 de agosto de 2009

Ataque ao Twitter, Facebook e Google visava blogger georgiano?

Os ataques concertados de quinta-feira contra o Google, Facebook e Twitter, a nível mundial podem ter visado, afinal, um único blogger: um georgiano que ficou conhecido pelas suas posições críticas sobre o conflito, de há um ano, entre a Geórgia e a Rússia.

Milhões de internautas foram afectados pelos ataques de quinta-feira contra o Facebook, o Twitter e o Google, mas o alvo pode ter sido apenas um: um controverso blogger georgiano, conhecido como Cyxymu.

"Foi um ataque simultâneo, visando-o, com o objectivo de impedir que seja ouvido", é a teoria do responsável pela segurança da rede social Facebook, Max Kelly, que aponta o primeiro aniversário do conflito entre a Geórgia e a Rússia na Ossétia do Sul.

Os ataques são considerados dos mais coordenados de sempre, levando a que o Twitter ficasse em baixo durante largos períodos de tempo, na quinta-feira, e causando também sérios problemas no acesso ao Facebook e ao serviço de blogues LiveJournal. O Google também foi atacado, mas os efeitos não foram tão visíveis para a maioria dos utilizadores.

Na origem da teoria do ataque a Cyxymu está o facto de, ao mesmo tempo, ter sido posta a circular uma enorme quantidade de e-mails com referência ao blogger.

A guerra na Ossétia do Sul começou a 7 de Agosto do ano passado.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nova barra do Google com tradução instantânea.

Já era possível pesquisar uma página no Google e traduzi-la para português do Brasil. Agora, a nova barra de ferramentas, coloca-o à distância de um clique.

Imagine que precisa mesmo de ler uma notícia num site alemão e não percebe nada de... alemão. Agora, tem duas hipóteses: Ou vai à procura dessa 'estória' noutro site ou traduz instantaneamente a página utilizando a nova barra da Google .

A empresa norte-americana que desenvolveu o mais popular motor de pesquisa da Internet, acaba de lançar uma nova versão da sua barra de ferramentas, por enquanto, disponível apenas para o Internet Explorer, o hegemónico browser (pesquisador) da sua arqui-rival, Microsoft.

Em rigor, a nova barra da Google facilita o acesso a uma funcionalidade já disponível - a tradução avançada - permitindo traduzir instantaneamente uma página de Internet em mais de 40 idiomas, incluindo o português do Brasil.

A nova funcionalidade detecta automaticamente se o idioma da página que o internauta está a ver corresponde, ou não, ao idioma definido pelo utilizador na barra de ferramentas. Sempre que assim for, pergunta se pretende traduzir a página. O Google garante que a detecção automática decorre apenas a nível do utilizador, não sendo enviado qualquer tipo de informação para esta empresa.

Clicando no botão "traduzir", que surge no lado direito do ecrã, a página é instantaneamente traduzida para o idioma do utilizador. Caso o utilizador visite outras páginas no mesmo idioma, continuará a vê-las traduzidas, não sendo necessário fazê-lo uma página de cada vez.

Nas próximas semanas a Google garante que esta funcionalidade também estará disponível para os utilizadores do Firefox, o segundo browser mais usado por quem navega na Net.

Muito mais há-de levar a Google a oferecer boas traduções a quem opte por instalar a nova barra, mas isso já é outra 'estória'.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Internet: Bing censura sexo.

O novo motor de pesquisa da Microsoft entrou com o pé esquerdo. Se por um lado, não permite realizar pesquisas com a palavra "sexo" na Índia, já nos Estados Unidos até deixa ver vídeos porno na página de resultados.

O novo motor de pesquisa da Microsoft, Bing, a última arma de arremesso da empresa liderada por Steve Ballmer contra o Google , revela uma atitude no mínimo neurótica quando se trata de pesquisar conteúdo pornográfico.

Enquanto que os utilizadores nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália podem fazê-lo livremente e até ver na página de resultados conteúdo sexualmente explícito, na Índia, China e Alemanha, qualquer pesquisa com a palavra "sexo" devolve o seguinte resultado: "A pesquisa sexo poderá devolver conteúdo sexualmente explícito. Para obter resultados altere os termos da sua pesquisa". E o resto da página surge em branco.

Ao contrário do que acontece noutras versões do motor da Microsoft , como por exemplo na portuguesa, não é possível alterar as configurações de base no sentido de fazer com que o Bing devolva conteúdo de cariz pornográfico.

Na medida em que é extremamente fácil escolher uma outra versão para realizar uma pesquisa e desta forma evitar as restrições - um indiano poderá facilmente pesquisar como se estivesse nos Estados Unidos -, o que pretende afinal a Microsoft?

Satisfazer os governos, respeitando as diversas legislações em vigor é a razão apontada por diversos blogueres. Claro que a facilidade com se pode mudar de versão e desta forma contornar eventuais limitações, também é vista como uma falha técnica que a Microsoft terá reparar em breve.

Bing show porno.
A possibilidade de pré-visualizar vídeos na página de resultados, funcionalidade apresentada como vantagem comparativa em relação ao Google, também está a suscitar polémica.

Com efeito, uma pesquisa na versão norte-americana utilizando como critério a palavra "sex" (sexo), devolve mais de dois milhões e meio de vídeos que poderão ser pré-visualizados sendo apenas necessário posicionar o rato sobre cada um deles.

Ora, tendo em conta a facilidade com que qualquer utilizador (crianças incluídas) poderá alterar as configurações dos filtros que limitam o acesso aos conteúdos considerados pornográficos, alguns peritos em segurança defendem que a Microsoft terá de fazer muito melhor para impedir o acesso de menores a este tipo de conteúdos.

Clique aqui para comprovar esse facto.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Street View do Google põe em causa a vida privada?

Um homem a sair de uma sex-shop num bairro de luxo em Londres, outro a vomitar à porta de um bar da capital de Inglaterra são apenas algumas das imagens que o Google teve de retirar, apenas um dia depois de lançar o programa Street View no Reino Unido.

O Google anunciou esta sexta-feira que retirou várias imagens disponíveis no Street View, um programa que mostra fotos de ruas, lançado quinta-feira no Reino Unido, devido às inquietações sobre a protecção da vida privada.

O Street View, um programa que disponibiliza fotos interactivas e a 360 graus das ruas das grandes cidades, foi lançado quinta-feira no Reino Unido, após ter sido lançado pela primeira vez em Maio de 2007 nos Estados Unidos.

Mas apenas 24 horas após o seu lançamento, a Google teve de retirar várias imagens consideradas em embaraçosas, como a de um homem a sair de uma sex-shop no Soho, bairro de luxo em Londres, ou de outro homem que aparece a vomitar à porta de um bar da capital de Inglaterra.

Um porta-voz do grupo não conseguiu confirmar o número exacto de fotos retiradas mas assegurou que o número foi "menor que o esperado".

Para a Google retirar uma imagem, basta que os utilizadores assinalem a imagem no programa que considerem atentar contra a vida privada.

As pessoas que não quiserem que as suas casas não surjam nas fotos disponibilizadas pelo programa podem exigir a retirada das imagens à empresa.

Os rostos de pessoas e matrículas dos carros das fotos tiradas às ruas devem aparecer automaticamente turvas.

O Street View está ainda disponível na Holanda, Japão, Austrália, Nova Zelândia, França, Espanha e Itália.