A SOS Mata Atlântica, uma organização não-governamental (ONG) brasileira, lançou uma campanha publicitária a incentivar as pessoas a fazerem chichi durante o duche para economizar água.
Quer ajudar a preservar o ambiente? Então, passe a fazer 'Chichi no Banho' . A campanha audiovisual lançada pela organização não-governamental brasileira SOS Mata Atlântica assegura que uma descarga do autoclismo resulta na economia de 4.380 litros de água potável por pessoa ao ano.
No vídeo da campanha, disponível no YouTube, alguns famosos dão a cara pela causa. Além de Mahatma Ghandi a urinar dentro da banheira, aparecem imagens de Alfred Hitchcock, um dos realizadores de cinema mais referenciados (ver vídeo no fim do texto).
Para quem tem dúvidas relativamente à questão higiénica da prática proposta, os responsáveis pela campanha lembram que 95% do chichi é composto por água e os outros 5% de substâncias como ureia e sal.
Só em São Paulo, exemplificam, poder-se-ia economizar mais de 1.500 litros de água por segundo.
Através do vídeo com animação, o que se pretende, de "uma maneira simples e divertida", é mostrar como se pode colaborar para preservar a floresta mais ameaçada do Brasil, a Mata Atlântica. "Em período de crise financeira, em que se ouvem muitos 'não' para tudo, este ano quisemos levar o 'sim' para o quotidiano das pessoas, incentivando que todos façam chichi no banho. O ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros", enfatiza Mário Montovani, director de Relações Institucionais da SOS Mata Atlântica.
Segundo os resultados do inquérito realizado na página da campanha na Internet, apenas 75% dos entrevistados admitiu que costuma fazer chichi durante o duche.
Alguns especialistas consultados pela ONG concordaram que urinar na banheira é "inofensivo". Recomendaram, porém, por uma questão de higiene, que se fizesse chichi no início do duche.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Astronautas bebem urina reciclada.
A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) bebeu quarta-feira pela primeira vez água conseguida através da reciclagem do suor e urina dos astronautas.
A ideia pode parecer desagradável à partida, mas Marybeth Edeen, directora do laboratório da estação espacial, explica que o processo é semelhante ao que já acontece com os sistemas de esgotos da Terra, apenas mais rápido.
O sistema de reciclagem já se encontra na nave desde Novembro do ano passado, tendo sido trazido a bordo pelo vaivém Endeavor. No entanto, foram precisos alguns testes e reparações até ficar completamente operacional.
Os fluidos corporais dos astronautas, e também os dos ratos de laboratório que se encontram na nave, são movidos para um tanque, onde são fervidos e o vapor resultante recolhido. O vapor de água é depois misturado com água de ar condensado e filtrada.
Os astronautas festejaram o sucesso da reciclagem brindando em directo com o Centro Espacial em Houston. "Estamos prontos para brindar com um pouco de 'café de ontem' com vocês” disse, a partir de Houston Don Pettit, um ex-tripulante da Endeavour que ajudou a reparar o sistema de reciclagem.
"Vamos beber muito 'café de ontem' daqui em diante” gracejou o astronauta Michael Barratt, antes de brindar com os seus colegas Koichi Wakata e Gennady Padalka. Após o primeiro golo, Barratt afirmou que o sabor era “excelente”.
A água será também utilizada no chuveiro da estação, que agora será denominado de Golden (o chuveiro dourado). No entanto, os chuveiros raramente são usados no espaço, visto os banhos em gravidade zero serem extremamente complicados. Os astronautas preferem normalmente lavar-se com esponjas.
A reciclagem de urina permitirá à NASA cortar no envio de vaivéns com reservas de água para a estação, o que se iria tornar ainda mais complicado, agora que a ISS irá albergar seis tripulantes, em vez dos habituais três.
A ideia pode parecer desagradável à partida, mas Marybeth Edeen, directora do laboratório da estação espacial, explica que o processo é semelhante ao que já acontece com os sistemas de esgotos da Terra, apenas mais rápido.
O sistema de reciclagem já se encontra na nave desde Novembro do ano passado, tendo sido trazido a bordo pelo vaivém Endeavor. No entanto, foram precisos alguns testes e reparações até ficar completamente operacional.
Os fluidos corporais dos astronautas, e também os dos ratos de laboratório que se encontram na nave, são movidos para um tanque, onde são fervidos e o vapor resultante recolhido. O vapor de água é depois misturado com água de ar condensado e filtrada.
Os astronautas festejaram o sucesso da reciclagem brindando em directo com o Centro Espacial em Houston. "Estamos prontos para brindar com um pouco de 'café de ontem' com vocês” disse, a partir de Houston Don Pettit, um ex-tripulante da Endeavour que ajudou a reparar o sistema de reciclagem.
"Vamos beber muito 'café de ontem' daqui em diante” gracejou o astronauta Michael Barratt, antes de brindar com os seus colegas Koichi Wakata e Gennady Padalka. Após o primeiro golo, Barratt afirmou que o sabor era “excelente”.
A água será também utilizada no chuveiro da estação, que agora será denominado de Golden (o chuveiro dourado). No entanto, os chuveiros raramente são usados no espaço, visto os banhos em gravidade zero serem extremamente complicados. Os astronautas preferem normalmente lavar-se com esponjas.
A reciclagem de urina permitirá à NASA cortar no envio de vaivéns com reservas de água para a estação, o que se iria tornar ainda mais complicado, agora que a ISS irá albergar seis tripulantes, em vez dos habituais três.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Bebida feita de urina de vaca é popular na Índia.
Na região de Haridwar, na Índia, será difícil encontrar uma Coca-Cola. É que os locais têm um substituto para o refrigerante mais popular do mundo: chama-se gau jal e é uma bebida feita de urina de vaca.
Um grupo cultural conhecido localmente, o Rashtriya Swayamsevak Sangh, desenvolveu esta bebida como alternativa saudável à Coca-Cola consumida em todo o mundo.
Na Índia, o consumo de fezes de vaca é tido como normal, devido à adoração que os hindus têm do animal. Nalgumas regiões, urina e "cocó" de vaca são mesmo vendidos ao pé do leite e de iogurtes. As mesmas matérias primas são também utilizadas para fazer pastas dos dentes e bebidas tónicas.
Com o gau jal, o departamento de protecção das vacas espera promover a crença de que a urina deste mamífero tem poderes curativos.
Om Prakash, director responsável da bebida, quer desenvolver métodos mais eficientes para que a bebida tenha um prazo de validade maior e possa ser comercializada noutras regiões da Índia e até fora do país.
Um grupo cultural conhecido localmente, o Rashtriya Swayamsevak Sangh, desenvolveu esta bebida como alternativa saudável à Coca-Cola consumida em todo o mundo.
Na Índia, o consumo de fezes de vaca é tido como normal, devido à adoração que os hindus têm do animal. Nalgumas regiões, urina e "cocó" de vaca são mesmo vendidos ao pé do leite e de iogurtes. As mesmas matérias primas são também utilizadas para fazer pastas dos dentes e bebidas tónicas.
Com o gau jal, o departamento de protecção das vacas espera promover a crença de que a urina deste mamífero tem poderes curativos.
Om Prakash, director responsável da bebida, quer desenvolver métodos mais eficientes para que a bebida tenha um prazo de validade maior e possa ser comercializada noutras regiões da Índia e até fora do país.
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