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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Madonna em São Petersburgo só se renunciar aos "sacrilégios" .

A actuação da cantora Madonna na Praça dos Palácios de São Petersburgo, prevista para 2 de Agosto de 2009, não pode conter elementos que constituam sacrilégios, exige Mikhail Piotrovski, director do Museu Hermitage, entrevistado pela rádio Eco de Moscovo.

"Queremos ter garantias de que não se cometerá nenhum sacrilégio na Praça dos Palácios. Embora isso possa ser qualificado de 'violação da liberdade de expressão', na praça temos um monumento com um anjo no cimo de uma coluna", declarou Petrovski.

O Museu Hermitage encontra-se instalado no Palácio de Inverno, um dos palácios situados na praça central de São Petersburgo.

"Na minha opinião, a Praça dos Palácios não é um lugar propício para a actuação de Madonna", acrescentou.

O director do Hermitage refere-se à coreografia da balada Live to Tell, quando a cantora aparece crucificada em palco. O Vaticano condenou este quadro do espectáculo e a Igreja Ortodoxa Russa considerou-o "sacrilégio e profanação da fé cristã".

Piotrovski recordou também que no contrato deverá ser fixado o nível máximo do som a atingir no concerto, com medições no ensaios e durante o espectáculo.

"Estas são condições inabaláveis", acrescentou, adiantando que são idênticas às exigidas na actuação dos Rolling Stones e em outros concertos na Praça dos Palácios.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Lucílio Baptista "assume erro" de arbitragem.


O árbitro assume o erro cometido com o penalti que definiu a final da Taça da Liga de futebol, mas salienta que "ninguém é infalível".

O árbitro Lucílio Baptista assumiu hoje em directo no Jornal da Noite da SIC o erro cometido na final da Taça da Liga de futebol e negou qualquer indicação contrária do seu auxiliar no lance do penálti que permitiu ao Benfica empatar 1-1 frente ao Sporting.

Em entrevista à Agência Lusa, o juiz setubalense também reconheceu a sua insatisfação pela má decisão tomada no jogo de sábado, embora "ninguém seja infalível", mas defendeu que não há necessidade de pedir desculpa aos "leões", preferindo "assumir o erro, ainda por cima com influência no resultado, perante os adeptos".

"Nenhum árbitro pode ficar satisfeito depois de visionar um lance com influência no resultado. Não estou satisfeito. Na altura, foi com 100 por cento de convicção de que estava a agir correctamente", afirmou, justificando a decisão com os movimentos corporais do benfiquista Di Maria e do sportinguista Pedro Silva, assim como a mudança de trajectória da bola.

Lucílio Baptista refutou as declarações de alguns jogadores dos "leões", que afirmaram que o árbitro auxiliar José Cardinal, o mais próximo da grande área do Sporting, teria comunicado ao seu chefe de equipa uma opinião diferente, imediatamente a seguir à jogada e de forma insistente.

"Ele nunca disse que não era (penalti), apenas dizia que não viu, do sítio onde estava. Foi então que me aproximei para dialogarmos. Decidi manter a decisão porque recebi o som de retorno do outro assistente (Pais António), que tinha o mesmo ângulo de visão que eu e viu o lance exactamente como eu vi. Daí a convicção de que estava a agir correctamente", explicou.

Lucílio Baptista remeteu as revoltadas palavras de atletas, treinador e presidente do Sporting - incluindo "roubo" e "ladrão" -, para uma análise posterior, mais distanciada, escolhendo "outro caminho" do que o sugerido por Filipe Soares Franco, que exigiu um pedido de desculpa.

"O que me importa é que aconteceu um erro e temos que assumi-lo para que não volte a acontecer. Não vou por esse caminho. Vou pelo caminho de assumir o erro perante os adeptos do Sporting, do Benfica e os adeptos em geral. Há um erro no jogo que infelizmente teve influência no encontro", concluiu.

Sobre as críticas de um critério disciplinar demasiado brando, o árbitro do encontro contrariou essa ideia, revelando que a sua intenção foi "procurar privilegiar o espectáculo entre dois clubes históricos, num ambiente fantástico" para evitar paragens sistemáticas, congratulando-se com o facto de não haver registo de lesões no jogo.

Sábado, no Estádio Algarve, o Sporting inaugurou o marcador, aos 48 minutos, por intermédio de Pereirinha, mas sofreu o tento do empate aos 75, quando o espanhol Reyes converteu a polémica grande penalidade assinalada por Lucílio Baptista.

Depois de a partida ter terminado empatada a um golo, o Benfica conquistou a segunda edição da Taça da Liga no desempate por grandes penalidades (3-2), tal como tinha acontecido no ano passado, com o Vitória de Setúbal, após empate a zero, precisamente no mesmo local e frente ao Sporting.