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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Melhor candidata a Medicina é fã de "Doctor House".

Catarina Rodrigues, 18 anos, entrou na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto com a impressionante média de 197,8 valores, curso que este ano contou com uma média mínima de 183,7 valores.

Desde pequena que Catarina Rodrigues, aluna do Colégio do Rosário no Porto, sonhou ser médica. Segunda-feira será o seu primeiro dia na FMUP, altura em que conhecerá outros 244 caloiros, quase tão "barras" como ela.

Natural de Matosinhos, Catarina tem um irmão de 14 anos, mas que até ver não revela o mesmo apetite pelos estudos do que ela. Apesar de se considerar uma aluna aplicada, disciplinada e boa gestora do seu tempo, diz que não corresponde à imagem da aluna "marrona" que não vê a luz do sol para se dedicar só aos estudos.

No Colégio do Rosário, diz que participou em todos os projectos extracurriculares, como o de apoio aos sem abrigo da cidade. Das iniciativas organizadas pelo Colégio, conta que só não foi a Moçambique, travada pelos pais "por causa das doenças".

Nas horas vagas, Catarina gosta de praticar desportos de ar livre, como andar de bicicleta, andar ou correr. Também praticou natação. Entre os passatempos, aponta o cinema e a televisão como os predilectos, gostando acima de tudo de séries de médicos como o "Doctor House" ou a "Anatomia de Grey".

Ainda não conseguiu antecipar o diagnóstico de um dos intrincados casos do irascível Dr. House, mas afirma que adorava um dia trabalhar com alguém com a argúcia dele.

A mãe, engenheira mecânica, e o pai, oficial do exército, nunca a pressionaram a ir para Medicina devido às altas notas, mas o facto de ter um tio médico talvez tenha influenciado a sua escolha.

Este ano o numerus clausus da FMUP foi de 245 vagas, tendo a média mínima de acesso descido ligeiramente - de 185,2 para 183,7 valores. A média mínima mais alta registou-se no ano lectivo do virar do século (188,5 valores). Desde então a mais baixa registou-se em 2006 (181,0)

sábado, 25 de julho de 2009

Chineses curam gripe A com medicina tradicional.

Médicos do hospital Ditan, em Pequim, revelaram que utilizaram medicina tradicional chinesa para curar 88 dos 117 pacientes afectados pela gripe A que aceitaram submeter-se a esse tipo de tratamento.

Segundo Wang Yuguang, responsável pelo hospital, citado pela agência Efe, dos 297 casos confirmados da gripe atendidos no local, 88 foram tratados com ervas, num tratamento que "não provoca efeitos colaterais e é seguro". O responsável declarou ainda que o período de recuperação do doente com o uso da medicina tradicional chinesa é menor, assim como o custo, de 12 iuanes (1,30 euro), em comparação com o preço do Tamiflu, 56 iuanes (5,80 euros).

"Além disso, a vantagem é que os médicos podem receitar combinações de ervas diferentes de acordo com o estado de saúde de cada indivíduo", especificou Wang.

Desde o dia 15 de Maio, os responsáveis do hospital Ditan, um dos designados para tratar os pacientes da gripe na China, começaram a utilizar uma combinação de medicina tradicional e Tamiflu num paciente.

Ao comprovar a efectividade do tratamento, passaram a utilizar apenas as ervas com os doentes que chegaram depois.

No entanto, Sha Dahai, do Hospital de Medicina Tradicional Chinesa do distrito de Chaoyang de Pequim, afirmou que o uso desse tipo de técnica é mais efectivo nos estágios iniciais da doença por causa do seu cunho preventivo.

Até agora, a China registrou 4.018 casos da gripe, sendo que a maioria dos pacientes contaminados pelo vírus A já recebeu alta. A primeira morte em decorrência da doença, um homem de 42 anos, foi registada neste mês em Hong Kong.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Com propriedades medicinais, o vinho mais saudável do mundo.

Um médico e vinicultor australiano afirma ter produzido o vinho mais saudável do mundo. Com propriedades terapêuticas, beber duas taças por dia pode prevenir ataques cardíacos e até mesmo diabetes.

E se beber dois copos de vinho por dia ajudasse a limpar as artérias sanguíneas e a prevenir ataques cardíacos? Um médico e vinicultor australiano pensou nesta hipótese e afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo, com características medicinais.

Philip Norrie, médico especialista em propriedades terapêuticas do vinho, dedicou os últimos três anos a observar pacientes que, segundo ele, morreram de doenças que poderiam ter sido prevenidas com um vinho medicinal. A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante, mais conhecido por resveratrol, extraído da casca da uva, lê-se no site da BBC.

A cada litro de vinho, o médico junta até cem vezes mais resveratrol do que o habitual. Com esta dose adicional, a ingestão da bebida vai ajudar a limpar as artérias sanguíneas e a prevenir ataques cardíacos, derrames e até mesmo diabetes em 50%.

O poder do resveratrol
A substância já é conhecida por ajudar a combater ataques cardíacos, mas geralmente é usada apenas em reduzidas quantidades, que vão de três a seis miligramas por litro de vinho. Embora nesta bebida medicinal a dose seja bem maior, o médico garante que quem gosta de um bom copo de vinho não nota qualquer diferença no sabor.

"Os consumidores têm apenas de continuar a sua rotina, bebendo até dois copos, se forem mulheres, e entre três a quatro, no caso dos homens", explicou Norrie em entrevista à BBC. Quantidades excessivas "devem ser evitadas".


O MÉDICO PHILIP NORRIE
É um dos exemplos mais famosos da tradição australiana de médicos vinicultores, que existe há mais de 160 anos na Austrália. Norrie já escreveu oito livros relacionados com o vinho e a saúde. Actualmente está a trabalhar numa obra sobre a história do vinho na medicina nos últimos cinco mil anos.

A dose extra de resveratrol não altera o sabor do vinho.