Cinco casais vão ser convidados para visitar as principais cidades e destinos turisticos do país com tudo pago. A contrapartida: contar tudo num blog, em chats ou no Twitter.
O convite é endereçado pela autoridade de turismo da Tailândia, que vai seleccionar os "melhores contadores de históriosa que devem ter no seu curriculo experiência de navegação no YouTube, Twitter, Facebook e Flickr. As candidaturas devem se apresentadas em vídeo no site http://www.ultimatethailandexplorer.com até 15 de Outubro. À semelhança do concurso lançado para "O melhor emprego do mundo" numa ilha australiana, este já está a atrair uma série de concorrentes que querem juntar o útil ao agradável.
Cada casal pode candidatar-se a visitar durante seis dias um de cinco destinos diferentes na Tailândia: Bangkok, as prais de Phuket, Samui e Pattaya ou Chiang Mai. Um painel de avaliadores vai seleccionar 25 semi finalistas até 15 de Outubro, sendo depois os cinco melhores seleccionados por votos online. No final do périplo, as melhores histórias candidatam-se ainda a 10 mil dólares e prémios como um BlackBerry e uma câmara de vídeo.
Meia Europa está a esfregar as mãos. Pelo menos até às 21 horas serão milhões os que sonham com outros milhões, os 100 milhões do Euromilhões. Os portugueses, os mais viciados no jogo, deitam contas à vida. O que fazer com 100 milhões de euros, que é como quem diz 20 milhões dos antigos contos? Quais as razões que levam os mais pobres a apostar mais do que os mais ricos?
Os festejos do quinto aniversário do Euromilhões em Portugal encerram com a possibilidade de a lista de apostadores nacionais contemplados com um primeiro prémio poder aumentar. Até hoje foram 28 os portugueses contemplados com a chave vencedora. Mais sortudos que os portugueses, apenas os franceses. Mas enquanto os portugueses são dez milhões, os franceses são seis vezes mais, como são seis vezes mais ricos e, em consequência, têm seis vezes mais hipóteses de apostar.
“O jogo surge como uma forma de compensar o pouco que se tem. É um escape para tentar reduzir a ansiedade. É uma vida paralela que transmite sensação de poder e controlo, o poder e controlo que a maior parte das pessoas não possuem na vida real”, diz a psicóloga Sandra Sofia Coelho, explicando desse modo os porquês de os portugueses, mesmo sendo os mais pobres entre os países aderentes ao Euromilhões, serem os que mais apostam. De acordo com as estatísticas do departamento de jogos da Santa Casa, Portugal é o país que mais aposta per capita tendo, em 2008, registado um valor de 1,68 euros por semana. O Luxemburgo (onde cerca de um terço da população é portuguesa) surge em segundo lugar na lista, com 1,33 euros de apostas semanais por pessoa.
Sandra Coelho, que no rol de pacientes tem alguns jogadores compulsivos, lembra que “os vícios não são sinónimo de negativismo”. “De certa forma é bom ter vícios, poder sonhar e construir um mundo paralelo para, de algum modo, ter a sensação de poder que a vida real não dá a quase ninguém”, diz a psicóloga. As complicações inerentes ao vício surgem, no entanto, quando o jogador perde o controlo. “Nessa altura não se perdem apenas os bens materiais. Perde-se o controlo e todos os outros valores. Conheço casos de pessoas que perderam todo o controlo pessoal devido ao vício do jogo e acabaram por se prostituir”, afirma.
É para prevenir situações de descontrolo que a o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa criou o Grupo de Apoio ao Alto Premiado (GAAP). Este grupo é constituído por pessoas ligadas às mais diversas áreas, como sejam a comercial, a financeira, os sistemas de informação, as relações públicas e o sector jurídico. È para estas pessoas que são encaminhados todos os apostadores contemplados com mais de um milhão de euros. O GAAP, para além de prestar orientação jurídica ou financeira, pode ainda disponibilizar, caso haja necessidade, apoio psicológico.
E não se pense que são poucos os que recorrem aos conselhos dos clínicos quando, de um momento para o outro, se deparam com muitos milhões no bolso. “As pessoas enlouquecem. Conheço uma senhora que não ganhou nada de especial, pouco mais de 500 mil euros, mas que passados uns meses de ter recebido o prémio estava quase tão pobre como antes. Agora continua a trabalhar nas limpezas mas, quando se apanhou com o dinheiro a primeira coisa que fez foi comprar dois carros. Os dois para si”, contou um empregado bancário de uma dependência nas imediações de Lisboa.
A febre do dinheiro, dos 100 milhões que hoje serão distribuídos, sente-se particularmente em Portugal onde, de acordo com as estimativas, a corrida às máquinas para registar boletins terá sofrido um aumento na ordem dos 20 por cento. Planos, no caso de a fortuna bater à porta, há-os aos milhares. Desde os triviais, que passam pela redistribuição da riqueza por familiares e amigos, até aos devaneios mais fanáticos, como o do adepto da Naval 1º de Maio que anunciou a oferta de um estádio novo, para o seu clube caso lhe sorriam os 100 milhões de euros a distribuir esta semana.
Este concurso tem também um atractivo extra. É que se o primeiro prémio sair a um português (e a um único apostador no universo europeu), este passará a ser o cidadão nacional que mais dinheiro embolsou de um só vez no Euromilhões. A 3 de Fevereiro de 2006 houve um jogador nacional que ganhou mais de 61 milhões. Nesse mesmo concurso o bolo total era de 183 milhões (consequência de 11 semanas de prémios acumulados), tendo-se registado mais dois totalistas.
A haver um único apostador que acerte nos cinco números e duas estrelas deste concurso, tal não significa que esse jogador passe a ser o mais premiado de sempre desde que existe o jogo. Esse título está na posse de Dolores McNamara, uma irlandesa que a 29 de Julho de 2005 teve um clarão de sorte que lhe transferiu para a conta a módica quantia de 115,6 milhões de euros.Em Portugal, a corrida às máquinas para registar boletins terá sofrido um aumento na ordem dos 20 por cento.
O filme Quem quer ser bilionário?, de Danny Boyle, foi o mais premiado com oito Oscars, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Realizador. As previsões cumpriram-se no domingo no Kodak Theatre, em Los Angeles, com a atribuição dos principais prémios ao favorito Slumdog Millionaire (Quem quer ser bilionário?), eleito melhor filme e melhor realizador.
De baixo orçamento, o filme conta a história de um adolescente que venceu um concurso televisivo, mas tem como pano de fundo a miséria das ruas de Bombaim, o que originou protestos na Índia contra Danny Boyle, acusando-o de ter transmitido uma imagem estereotipada do país.
Dos dez Oscars para o qual estava nomeado, o filme de Danny Boyle venceu oito, incluindo melhor fotografia, montagem, mistura de som, banda sonora, canção original e argumento adaptado.
O estranho caso de Benjamin Button, de David Fincher, que liderava a corrida com 13 nomeações, recebeu apenas três estatuetas douradas, todas elas em categorias técnicas.
Não houve surpresas nas principais categorias. Kate Winslet venceu o Oscar de melhor actriz pelo filme O Leitor, e Heath Ledger foi premiado a título póstumo com o Oscar de melhor actor secundário pelo papel de Joker em Batman - O cavaleiro das trevas, depois de ambos terem recolhido os prémios BAFTA e Globo de Ouro. O prémio de Heath Ledger foi recebido na cerimónia pela família, mas deverá ser entregue à filha do actor, de três anos.
Para o Oscar de melhor actor principal avizinhava-se uma luta mais renhida entre Sean Penn (Milk) e Mickey Rourke (O Wrestler), mas o papel do activista Harvey Milk retratado no filme de Gus van Sant deu a Penn a segunda estatueta da sua carreira.
Penélope Cruz foi eleita a melhor num papel secundário tornando-se na primeira actriz espanhola a receber um Oscar. Em 2008 tinha sido premiado o seu conterrâneo Javier Bardem, com quem Penélope Cruz contracena em Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, que lhe valeu agora o prémio.
Wall-E deu ao realizador Andrew Stanton o segundo Oscar de melhor filme de animação, depois de À procura de Nemo (2003), Homem no arame, de James Marsh, foi eleito o melhor documentário e Departures, do japonês Yojiro Takita, o melhor filme estrangeiro.
Nesta 81.ª edição, que distinguiu ainda Jerry Lewis com um prémio humanitário, a excepção à previsibilidade foi mesmo a própria cerimónia, conduzida pela primeira vez pelo actor australiano Hugh Jackman.
A Academia de Hollywood tinha prometido algumas mudanças em relação ao formato dos Oscars e à estrutura do espectáculo, que perdeu audiência televisiva nas últimas edições. Mais curta do que o habitual, a cerimónia teve uma encenação próxima dos ambientes de um clube de jazz e com grande inspiração nos musicais da Broadway.
O realizador australiano Baz Lurhman, autor de Moulin Rouge e Austrália, coreografou um dos momentos altos da cerimónia, uma rapsódia em que Hugh Jackman revisitou alguns dos mais conhecidos musicais da história do cinema.
Na apresentação dos nomeados, foram escolhidas diferentes soluções.
Dez actores e actrizes premiados subiram ao palco do Kodak Theatre para falarem dos nomeados na área da representação e anunciar os vencedores. Destaque para as presenças de Sofia Loren, que falou de Meryl Streep, de Robert de Niro, que apresentou Sean Penn, de Kevin Klein, que recordou Heath Ledger, e de Anthony Hopkins, que elogiou Brad Pitt. Daniel Craig, Sarah Jessica Parker e Will Smith conduziram as hostes nas categorias técnicas.
Este ano, ao contrário do que aconteceu em edições anteriores, praticamente não houve comentários ou piadas políticas, com excepção do discurso de vitória de Sean Penn, com uma referência à eleição de Barack Obama para a Casa Branca.
Na plateia, entre as dezenas de estrelas de cinema sentaram os actores de Quem quer ser bilionário?, muitos deles verdadeiros desconhecidos em Hollywood e que nunca tinha saído da Índia, onde o filme foi rodado.
Em contagem decrescente para a noite mágica da sétima arte, veja aqui os trailers dos nomeados para a categoria de melhor filme. A 81ª Cerimónia dos Oscars realiza-se na madrugada do próximo domingo, 22 de Fevereiro, em Hollywood.
Uma cerimónia com ritmo, sem pausas prolongadas, ou actuações demasiado extensas, é o principal objectivo dos produtores da próxima edição dos Oscars. A intenção é contrariar a tendência da quebra das audiências televisivas que aconteceu no ano passado.
Desde o ano de 2001 que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas do Cinema organiza este evento no Teatro Kodak, em Los Angeles. Desta vez, a cerimónia terá uma duração de três horas e será apresentada pelo australiano Hugh Jackman.
Um dos exemplos de que a cerimónia deste ano deverá ser diferente no formato e no conteúdo é a situação descrita pelo cantor Peter Gabriel. O britânico contou que os organizadores lhe pediram que a sua actuação, para interpretar «Down to Earth», que concorre na categoria de Melhor Canção Original pelo filme «Wall.E», se limitasse a «65 segundos». O músico britânico decidiu não participar na cerimónia como sinal de protesto, garantindo que irá assistir no meio do público.
O filme apontado pela maioria dos críticos de cinema como favorito é 'The Curious Case of Benjamin Button', um drama realizado por David Fincher e protagonizado por Brad Pitt que garantiu 13 nomeações. 'Quem Quer Ser Bilionário', o grande vencedor dos Globos de Ouro, foi nomeado nas principais categorias: melhor filme, melhor realizador, melhor argumento adaptado, falhando ambas as nomeações para a estatueta de melhores actores.
Uma das surpresas é a de Melhor Música Original, onde o tema principal de 'The Wrestler' da autoria de Bruce Springsteen não conseguiu a nomeação.
A actriz Kate Winslet, uma das vencedoras dos Golden Globes, só está nomeada para uma categoria, a de Melhor Actriz Principal pelo seu papel em 'The Reader'. Nesta categoria, a actriz britânica terá a concorrência de Angelina Jolie, Meryl Streep, Anne Hathaway. A Academia poderá conceder a título póstumo o Oscar de Melhor Actor Secundário ao actor Heath Ledger, pelo seu papel em 'The Dark Knight'.
Site Oficial: http://www.oscar.com A categoria de Melhor Filme, considerada por muitos como a principal dos Oscars tem na lista final da Academia cinco filmes: 'O Estranho Caso de Benjamin Button', 'Milk', 'Quem Quer Ser Bilionário', 'Frost/Nixon' e 'The Reader'.
Conheça agora os trailers dos nomeados para a categoria de melhor filme:
O estilista Zhiliang Chen, de Hong Kong, criou um interessante conceito de Cubo de Rubik para deficientes visuais.
Cada um dos seis lados do Rubik Cube Touch and Play é feito de um material diferente: metal, madeira, plástico, borracha e pedra. Os diferentes materiais com suas diferentes texturas permitem que uma pessoa com deficiência visual consiga manipular o cubo pelo tacto.
O“The Material Rubik Cube” ganhou o prestigiado prémio If Design Material Award 2006.
O habitual destaque às fotografias de guerra cedeu este ano o lugar às da crise no World Press Photo. São 63 fotos premiadas em 10 categorias temáticas. Veja uma selecção das imagens que marcaram o ano.
A noite dos prémios de cinema da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA na sigla inglesa) foi uma sucessão de confirmações com apenas um par de surpresas. "Quem quer ser Bilionário?" foi melhor filme e tem outros seis prémios, revalidando a vaga de popularidade rumo aos Óscares. Mickey Rourke viu o seu regresso certificado como melhor actor, Heath Ledger foi recordado como melhor actor secundário e Kate Winslet foi a melhor actriz.
As surpresas foram "I’ve Loved You So Long", de Philippe Claudel, premiado como o Melhor Filme Não Falado em Inglês, e a vitória do documentário "Homem no Arame", de James Marsh, foi considerado pela Academia britânica o Melhor Filme Britânico do ano. O prémio foi anunciado na primeira metade da cerimónia e permitiu antecipar que o favoritismo de "Quem quer ser Bilionário?" se iria confirmar. É que o filme de Danny Boyle ("Trainspotting") estava também na lista de candidatos nessa categoria, pelo que quase se anunciava que iria ser o vencedor do troféu de melhor filme.
Dos sete BAFTA de "Quem quer ser Bilionário?" destacam-se os prémios para o realizador Danny Boyle, para o argumentista Simon Beaufoy e para o compositor da banda sonora, o indiano A.R. Rahman, todos premiados nos Globos de Ouro e nomeados para os Óscares de 22 de Fevereiro. O grande derrotado da noite foi "O Estranho Caso de Benjamin Button", nomeado para onze prémios e que não venceu em qualquer das categorias principais. O filme de David Fincher, protagonizado por Brad Pitt (que estava nomeado para melhor actor e ainda para melhor actor secundário por "Destruir Depois de Ler", dos irmãos Coen) arrecadou apenas três BAFTA, para o melhor "production design", caracterização e efeitos visuais.
Kate Winslet recebeu um dos dois BAFTA possíveis para que estava nomeada – havia duas Winslet na categoria de melhor actriz, a de "Revolutionary Road" e a de "O Leitor". Venceu a última. Nos Globos de Ouro, ambas foram vencedoras. Para os Óscares, a actriz britânica está nomeada excactamente por "O Leitor", que se estreia em Portugal esta quinta-feira.
Um dos momentos da noite de prémios de hoje, na Royal Opera House de Londres, foi a vitória, também já muito antecipada, de Mickey Rourke como Melhor Actor por "O Wrestler", que se estreia dia 26 em Portugal. “Obrigado à BAFTA, à Optimum Pictures, à Fox Searchlight e a Darren Aronofsky (realizador), que me deu uma segunda oportunidade depois de ter lixado a minha carreira durante 15 anos”. “É um prazer estar aqui, fora da escuridão”.
Os prémios distinguiram ainda Penélope Cruz, que venceu como actriz secundária pela interpretação de uma artista tempestuosa e sensual em "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen (a actriz espanhola está também nomeada para Óscar na mesma categoria). O BAFTA póstumo para Heath Ledger pelo seu Joker em "O Cavaleiro das Trevas", de Christopher Nolan, repete o prémio atribuído nos Globos de Ouro e antecipa uma possível vitória nos Óscares de 22 de Fevereiro.
Na cerimónia, o realizador e Monty Python Terry Gilliam recebeu um prémio de carreira.