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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Realidade virtual ajuda a aliviar dores.

Um projecto da Universidade de Washington está a aplicar a realidade virtual ao tratamento de um paciente que sofreu queimaduras graves.

Jordan Robinson, de 18 anos, sofreu queimaduras graves e vários traumatismos ao esperimentar uma cobracia arriscada no quintal da sua casa. A realidade virtual tem sido um dos sistemas usados para o ajudar a ultrapassar as dores.
O programa SnowWorld da Universidade de Washington é usado enquanto as enfermeiras manipulam o corpo do adolescente em sessões de fisioterapia, ocupando o seu pensamento com imagens de um mundo virtual gelado criado pelos investigadores do Virtual Reality Research Centre.

"O que a realidade virtual oferece é um lugar para o qual [os doentes] podem fugir. Quando uma pessoa sofre dores, existe uma tendência natural de querer deixar a sala, ou escapar daquilo que está a causar essas dores", explica Hunter Hoffman Hoffman, diretor do Virtual Reality Research Centre, que continua a trabalhar para refinar as técnicas que desenvolveu.

O paciente deste tratamento inovador admite que a experiência está a resultar e que o ajuda a ultrapassar as dores, dando a ilusão de que está a viver nesse mundo gerado por computador.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Falhas graves num hospital podem ter provocado a morte a 1200 pessoas.

Falhas graves num hospital público britânico poderão estar na origem de 400 a 1.200 mortes, entre 2005 e 2008. O primeiro-ministro, Gordon Brown, pediu desculpas ao país em nome do governo.

"Pedimos sinceramente perdão a todos aqueles que sofreram erros cometidos no hospital de Stafford" de Inglaterra, indicou o chefe do governo trabalhista durante as tradicionais perguntas semanais ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns.

Brown era questionado sobre o relatório da Comissão dos Cuidados Médicos, divulgado terça-feira, que denunciou condições "chocantes" no estabelecimento de Stafford e falhas "virtualmente em todos os níveis".

Alguns pacientes eram deixados ao abandono horas a fio, em camas sujas e algumas vezes em sofrimento atroz. A triagem dos doentes chegados às urgências era por vezes efectuada por recepcionistas sem experiência médica. Monitores cardíacos eram desligados porque as enfermeiras não sabiam utilizá-los.

A filha de uma antiga paciente falou de condições próprias de um "hospital do terceiro mundo".

Segundo a Comissão, o número dos mortos no hospital ultrapassou entre 400 a 1.200 pessoas, o normal entre 2005 à 2008.

O estabelecimento é gerido por uma fundação do sistema de saúde pública britânica.

Assegurando que se tratava de um caso isolado, Brown qualificou a situação de "inaceitável", prometendo reexaminar estas mortes.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Alan Johnson, considerou as falhas "indesculpáveis", assinalando "infracções espantosas a todos os níveis".