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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Falar de sexo no trabalho deprime.

Aqueles que mais se riem com as conversas «picantes» são os mais afectados.

Um estudo realizado por investigadores da Rotman School of Management da Universidade de Toronto e da Sauder School of Management da British Columbia, no Canadá, revela que as conversas sobre sexo no local de trabalho minam a moral dos empregados ao ponto de ficarem deprimidos, de faltarem mais e de se sentirem menos valorizados.

Curiosamente, aqueles que mais se riem com as conversas «picantes» são os mais afectados, noticia o «20minutos».

Os autores do estudo procuravam o efeito das conversas de conteúdo sexual no local de trabalho. Nesse sentido tiveram em conta tanto as piadas, como também as insinuações entre colegas e as discussões sobre problemas sexuais.

O objectivo era observar e perceber se os homens e as mulheres obtinham algo de positivo com esta conduta. Mas o que se registou foi precisamente o contrário.

Os investigadores descobriram que apenas 25 por cento dos trabalhadores expostos a este tema o achavam divertido, enquanto que os outros mostraram-se menos à vontade.

Mesmo aqueles que de vez em quando embarcam nas brincadeiras demonstraram sintomas negativos. Assim, segundo o estudo, estas pessoas são mais faltosas, sentem-se menos valorizadas e têm mais tendência para sintomas de depressão do que aqueles a quem as piadas são indiferentes.

Os resultados, que servem tanto para homens como para mulheres, foram publicados no «Journal of Applied Psychology». Jennifer Berdahl, professora e co-autora da investigação aconselhou chefes e empregados a não levarem assuntos relacionados com sexo para o trabalho.

Fonte: Xicórias & Xicorações

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Admiração demora mais tempo a ser processada pelo cérebro do que a dor.

António Damásio, um neurocientista português, revelou que os resultados do primeiro estudo científico sobre o sentimento da admiração abrem caminho para investigações sobre os efeitos da rapidez da televisão nas crianças.

"O cérebro precisa de mais tempo e mais contexto para processar as emoções de admiração e de compaixão", salientou António Damásio, admitindo que os resultados do estudo que liderou, recentemente publicados, possam levar investigadores de outras áreas científicas a estudar os efeitos de histórias contadas muito rapidamente.

Para o investigador da Universidade do Sul da Califórnia , poderá ser investigado no futuro o que acontece ao desenvolvimento do cérebro "se se contar uma história rapidamente e sem contexto".

"A ênfase seria sempre para o cérebro formativo das crianças e não dos adultos", salientou Damásio, admitindo que o objecto de estudo possam ser "imagens rápidas de notícias na televisão".

Os quatro autores do artigo, entre os quais o casal António e Hanna Damásio, concluíram que o cérebro leva mais tempo a processar sentimentos como a admiração ou a compaixão ante o sofrimento psicológico alheio.

Os seres humanos podem processar a informação muito depressa e responder em fracções de segundos a sinais de dor física, porém, a admiração e a compaixão, duas das emoções que definem a humanidade, requerem muito mais tempo, precisaram os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia.

Os cientistas usaram histórias reais convincentes para induzir em 13 voluntários um sentimento de admiração perante uma virtude ou habilidade e compaixão face ao sofrimento físico e moral.

António Damásio lamentou que alguns órgãos de comunicação social, nomeadamente no Reino Unido e nos Estados Unidos da América, tenham associado os resultados do estudo que conduziu a novas ferramentas de comunicação na Internet, como a rede de microblogs Twitter.

"A nossa investigação é sobre o cérebro e não temos nada a concluir sobre os media", frisou o investigador português, notando que o artigo publicado na semana passada nas Actas da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos não faz qualquer referência ao Twitter, tendo apenas um dos avaliadores feito uma ligação abusiva às redes sociais na Internet.

"Devo confessar que nunca fiz Twitter, mas, que eu saiba, o Twitter não tem nada a ver com a rapidez, mas sim com o limite de 140 caracteres por mensagem", acrescentou.