quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Facebook: Como declinar amigos sem ofendê-los?

Faça o que fizer, não ignore um pedido de amizade que não quer aceitar. Seja proactivo e explique porquê. Faça uma contra-proposta. Olhe que o colega desprezado pode ser o seu próximo chefe...

Imagine que um novo colega de trabalho, que acaba de conhecer, convida-o para ser seu amigo no Facebook , a rede social do momento. Você não quer ser indelicado, mas a última coisa que lhe apetecia era partilhar com alguém que mal conhece as suas fotos das férias ou a sua quinta no Farmville. Será que basta ignorar o convite?

Se entre crianças a pergunta: "Posso ser teu amigo?" costuma ser mais do que suficiente para quebrar o gelo, entre adultos as coisas não funcionam bem assim.

A amizade, como é geralmente entendida, implica a partilha de interesses e experiências comuns. No entanto, para milhares de pessoas, o Facebook permite regressar à infância.

Em vez de convidarem alguém para partilhar o Facebook depois de consolidarem uma amizade no mundo real, muitas pessoas recorrem à popular rede social para abreviarem o tempo que leva a construir uma amizade sincera.

Para quê perder tempo a conversar sobre a família ou a partilhar interesses comuns se basta enviar um pedido de amizade e ler as respostas no Facebook? A verdade é que, na vida privada, será pouco provável receber uma proposta de amizade de alguém que se acaba de conhecer numa festa.

Se simpatizou com a pessoa, possivelmente porque gostou do vinho que ela trouxe, talvez venha a aceitar um convite na expectativa de voltar a partilhar uma boa pinga.

Mas se nem conseguiu provar o precioso néctar porque o seu interlocutor foi desastrado e entornou-lhe a bebida em cima, então será pouco provável que venha a aceitar uma proposta de amizade, a não ser que pretenda partilhar com seus verdadeiros amigos a conta da lavandaria, seguindo uma estratégia de humilhação.

Mas se assim é no domínio privado, no local de trabalho, as coisas mudam de figura. As consequências de ofender alguém por ignorar um pedido de amizade são bem maiores quando se trata de um colega que se vê todos os dias do que alguém que talvez nunca mais volte a encontrar.

Facebook prá família e amigos, LinkedIn prós colegas

O que leva então tantas pessoas a querer partilhar o seu perfil no Facebook com os colegas de trabalho?

Para a especialista da IBM em software social, Joan Morris DiMicco , isso acontece porque algumas pessoas não conseguem perceber as implicações de partilhar a sua vida privada com os colegas de trabalho.

Joan DiMicco lembra ainda que o Facebook estimula esse tipo de atitudes, recomendando em permanência o envio de novos pedidos de amizade.

"Logo que esteja conectado com um colega de trabalho, passa a receber recomendações para se ligar com outros colegas", afirma a especialista.

Claro que muitas pessoas até gostam de partilhar o Facebook com os colegas, sobretudo com aqueles que melhor conhecem. Mas para quem pretenda manter o local de trabalho a milhas da sua vida privada, há estratégias melhores do que limitar-se a ignorar um pedido de amizade.

Uma delas é aceitar o convite e depois, através da página de configuração da privacidade do próprio Facebook, limitar o fluxo de informação para o seu "novo amigo". Poderá, por exemplo, criar uma lista de "colegas" a partir da lista geral de amigos e adicioná-lo a esse grupo. Retorne então ao ecrã de configuração da privacidade e clique no separador "Informação do perfil" (Account > Privacy Settings > Profile Information, na edição inglesa) onde poderá limitar a informação que as pessoas que estão lista "colegas" podem ver. (Veja o tutorial em vídeo no final do artigo)

A alternativa, sugere a especialista em etiqueta no local de trabalho, Barbara Pachter , é propor ao seu colega que a ligação seja feita através da rede profissional LinkedIn .

"Poderá apresentar uma contra-proposta, sugerindo que a ligação se estabeleça através do LinkedIn, na esperança de que o seu colega se esqueça de que o pedido foi feito através do Facebook", afirma Barbara Pachter, autora de "New Rules @ Work ".

"Ou pode responder: Obrigado pelo pedido, mas no Facebook só me tenho os meus familiares e amigos. Sugiro que partilhes a minha rede profissional."

Faça o que fizer, diz Barbara Pachter, o importante é que não ofenda o seu colega. "Não é apenas uma questão de boa educação, mas de etiqueta".

"Além disso, o colega agora ofendido poderá ser o seu próximo chefe", alerta.

Facebook Privacy Management from Scott Bones on Vimeo.

França: Campanha publicitária compara tabaco com sexo oral.

Uma campanha publicitária pelos direitos dos não-fumadores defende que fumar é como ser obrigado a fazer sexo oral.

Três cartazes publicitários onde dois rapazes e uma rapariga de cigarro na boca simulam sexo oral com um homem mais velho, está a suscitar a ira das associações de famílias e feministas francesas. O anúncio faz parte de uma campanha pelos direitos dos não-fumadores na qual se argumenta que fumar é como ser obrigado a fazer sexo oral.

"Confundir o vício do tabaco com o sexo é ridículo e escandaloso. Preocupa-me ver alguém descer tão baixo por uma causa justa", lamenta Christiane Therry da Famílias de França (Familles de France).

"É cruel e despropositada. Terão pensado nas vítimas de sevícias sexuais?", pergunta Christiane Ruel, presidente da associação Infância e Partilha (Enfance et Partage).

Insuportável.
As associações feministas também atacam a campanha que tem como slogan: "Fumar é ser escravo do tabaco" e estará nas ruas até Maio.

"Tanto quanto sei, fazer sexo oral não provoca cancro", ironiza Antoinette Fouque, co-fundadora do Movimento de Libertação da Mulher (Mouvement de Libération de la Femme).

"A imagem de um adulto com a mão na testa de um adolescente é insuportável", afirma Florence Montreynaud, presidente da Chiennes de Garde.

Alguns veteranos da luta contra o tabaco também criticam a campanha.

Para Bertrand Dautzenberg, presidente da Prevenção do Tabagismo francesa, "esta campanha deixa os adultos chocados sem assustar os adolescentes".

Mas este mar de críticas passa ao lado dos publicitários.

"O discurso clássico, do tipo: 'O tabaco faz mal', já não funciona", argumenta Marco de La Fuente, responsável pela campanha realizada gratuitamente pela agência BDDP & Fils.

Para La Fuente "a mensagem é: 'O tabaco é uma submissão'. Ora, no imaginário colectivo, o sexo oral é o símbolo perfeito dessa submissão".

Encontradas mais quatro vítimas, governo regional mantém 42 mortos.

Apesar de terem sido encontrados esta tarde, pelo menos, mais quatro corpos sem vida, o governo regional garante que o número de mortos mantém-se estacionário nos 42referidos há dois dias.

“Só o número de desaparecidos é que tem sido um pouco flutuante”, declarou a secretária regional dos Transportes e Turismo, Conceição Estudante, referindo, no último balanço de hoje, a nova baixa de 32 para 18 desaparecidos.

Informações contraditórias postas a circular, nomeadamente por testemunhas oculares, apontam para um mais elevado número de vítimas e põem em causa os números oficiais.

Conceição Estudante justifica que este registo inclui os cadáveres entrados nas últimas horas no posto de socorro marítimo do aeroporto e na morgue do hospital, mas que já estavam reportados pela Protecção Civil. “Admito que haja confusão, mas garanto não haver mais de 42 mortos”, disse.

Esta tarde foram encontrados dois mortos na Ribeira Brava, junto do campo de futebol, e outros dois na Quinta dos Reis, na descida das Barbosas (Monte), no Funchal. No entanto, também neste caso, o presidente da cama do Funchal, conferência de imprensa dada esta tarde, garantiu que na capital madeirense não tinha sido localizado qualquer corpo sem vida nas últimas 24 horas.

“Mantém-se a situação reportada ontem”, frisou Miguel Albuquerque, presidente da câmara do Funchal. “Em nenhuma das caves até agora inspeccionadas nos três centros comerciais foi encontrado qualquer corpo”, insistiu o autarca, para desmentir referências feitas sobre a retirada de pessoas mortas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Foto do dia - Madeira, não nos esqueceremos!

Queria deixar aqui, algumas palavras de conforto para os nossos irmãos Madeirenses. As fotos não fazem justiça à tragédia que se abateu sobre vós sem qualquer aviso prévio. A todos aqueles que perderam familiares e amigos, quero expressar as minhas sentidas e profundas condolências. Esta tragédia deixou uma ferida aberta, que levará muito tempo a sarar. Vocês estarão presentes nas minhas preces. A todos vós um bem-haja.

Que Deus vos dei-a forças para continuar...

THE LOVELY BONES DVD/Blu-Ray Artwork And Release Date.

Peter Jackson's film The Lovely Bones has already come and gone and is quickly getting ready to hit our shelves on April 20th. It'll be packaged as a 1-disc DVD ($19.99) and 2-disc Blu-ray ($29.99). No word on special features yet.

Synopsis:
"The extraordinary story of one girl’s life and everything that came after, THE LOVELY BONES is filled with thrilling suspense, hope and the redeeming power of love. When 14-year-old Susie Salmon was murdered, she left her unfinished life behind. But now from her place in a strange but beautiful in-between world, she must help her father catch her killer and protect her family before she can finally move on."Source: Geektyrant.com

New Trailer for Waking Sleeping Beauty.

The first trailer for the upcoming documentary, Waking Sleeping Beauty is now online. The story of clashing egos, out of control budgets, escalating tensions... and one of the most extraordinary creative periods in animation history. Director Don Hahn and producer Peter Schneider, key players at Walt Disney Studios Feature Animation department during the mid 1980s, offer a behind-the-magic glimpse of the turbulent times the Animation Studio was going through and the staggering output of hits that followed over the next ten years. Artists polarized between the hungry young innovators and the old guard who refused to relinquish control, mounting tensions due to a string of box office flops, and warring studio heads create the backdrop for this fascinating story told with a unique and candid perspective from those that were there. Through interviews, internal memos, home movies, and a cast of characters featuring Michael Eisner, Jeffrey Katzenberg, and Roy Disney, alongside an amazing array of talented artists that includes Don Bluth, John Lasseter, and Tim Burton, Waking Sleeping Beauty shines a light on Disney Animation's darkest hours, greatest joys and its improbable renaissance.
Waking Sleeping Beauty is out March 2010.Source: Movieweb.com

Look Kids, More Undead Disney Characters!

Sure we've already seen some zombified Disney princesses, but what about the dudes? Yes, what about the dudes? To answer that question, here's a group of mixed nuts. Well, what do you think? I think Cinderella and Belle might actually BE zombies, that's what I think. Also, why no Ariel? Ha, that was a trick question -- mermaids don't become zombies you silly goose! But they do become chunk-light tuna. Buy responsibly!

Thanks to sham, who's convinced Beast was a werewolf.

Source: Geekologie.com

"Berrei para o meu compadre: 'Fujam!'. Mas já vinham as pedras a saltar".

Para salvar um homem, Fábio deixou a água entrar. Carlos fez a casa no trajecto das enxurradas. Para uns, a tragédia foi obra humana; para outros, de Deus.

Quando a onda rebentou, trazia água, lama, lixo, pedras, paus e um homem aos trambolhões. Não foi um caudal a crescer: foi de repente. A vaga gigante a afunilar pelo beco estreito, como se se abrisse a comporta de uma barragem. Fábio bem viu o homem, a rebolar pela Rua dos Açougues, desde a ribeira principal, que corre ao longo da Rua Direita. "Tinha mais de 60 anos, vinha todo embrulhado, eu saltei para aquele lado e estendi-lhe a mão." Fábio Alexandre Abreu da Silva, de 31 anos, agarrou no homem, subtraindo-o à força da corrente, ao mesmo tempo que a lama lhe entrava pela pastelaria Meia Lua, destruindo tudo.

A chuva estava a aumentar de intensidade desde há horas, mas não havia cheia na rua. Rogério Fernandes da Silva, de 54 anos, pai de Fábio e proprietário do café, viu que os vizinhos fechavam as lojas e veio avisar o filho. Foi tarde. A porta estava aberta quando a onda chegou. Pedregulhos do tamanho de abóboras saltaram para o interior do estabelecimento, um tronco de três metros esbarrou no degrau da esplanada, avalanchas de lama empanturraram a cozinha. Tudo em segundos. "Estou aqui há 11 anos, nunca vi nada assim. A onda tinha mais de dois metros de altura. Foi cerca das 10h30 da manhã. A ribeira rebentou. A onda veio de lá, cheia de pedras e paus, por causa das obras que andam a fazer lá em cima. Deitam tudo para a ribeira. Agora todo o lixo veio parar aqui. E eu tinha a porta aberta."

Fábio pensou rápido. Fechava a porta ou agarrava o homem. Talvez até já viesse morto. Mas ainda assim! Calculou bem o salto. Segurou-lhe o braço e acto contínuo sacou um puxão forte em direcção ao degrau. "Depois esperei uma aberta e atirei-me para aquele lado, com o homem. Ele mal se apanhou de pé desatou a correr. Estava vivo. Desatou a correr por ali."

Se a ribeira não tivesse transbordado, a Rua dos Açougues nunca ficaria no trajecto das enxurradas. "Junto à cidade, as ribeiras estão demasiado estreitas", diz Carlos Alberto Diniz do Nascimento, de 43 anos. "Nos arredores, onde está a minha casa, quem faz as ribeiras é o poder de Deus. Na cidade, vão construindo muros de cimento, cada vez mais estreitos, para construírem mais casas dos lados."

E veio a segunda enxurrada.
Ou seja: se na cidade foi a ambição humana que abriu o caminho da destruição, já ali, no bairro de Santo António, foi o próprio Deus que preparou tudo. Não é um bom sítio, reconhece Carlos Alberto. "Eu sabia que era perigoso. Mas a gente não pode escolher o sítio, não é?"

A casa onde Carlos Alberto vivia com a família é um anexo da casa do seu compadre, a quem ele pagava com trabalho. "Não é bem uma renda: eu ajudo-o na horta." Era um T1. No único quarto dormiam todos: pai, mãe e os seis filhos, desde a Ana Sofia, de 16 anos, aos gémeos, de 3. "Eram 7 filhos, mas uma já saiu de casa. Não casou, mas vive com um rapaz", explica Carlos. "Não, a mais velha é a Ana Sofia. A que saiu foi a segunda mais velha": a Telma, de 15 anos, grávida de 4 meses. Vive agora em casa do Fábio e da mãe dele. O bebé vai chamar-se Filipa Micaela.

Nem o Fábio nem a Telma trabalham. Também não estudam. Ele porque foi expulso da escola, depois de ter partido uma cadeira na cabeça da professora; ela porque, como engravidou, na explicação do companheiro, "não compensava": "Andar sempre a ir à casa de banho, de cinco em cinco minutos, com enjoos... Era melhor desistir".

São ambos contra o aborto. "Toda a família é", diz o Fábio. "O nosso sonho é ter uma casa só para nós", diz a Telma, loira e sorridente.

"A primeira derrocada passou rente à parede", conta Carlos Alberto, pedreiro de profissão. "Trazia água com terra, troncos de eucalipto e bocados de uma casa que ruiu um pouco mais acima." Eram entre as 9 e as 10 da manhã. "Assustei-me." A ribeira passa mesmo ali ao lado. Quando transborda, vai para cima da casa, construída no declive, mas nunca daquela maneira. "Chamei a família. Mulher e os 6 filhos. Disse: "Saiam todos!" Viemos cá para fora, mas ficámos presos junto à horta." Os destroços tinham obstruído o caminho. "Estava muita chuva e vento, entrámos na casa do vizinho, que é o meu compadre. Pusemo-nos a picar massa, para fazer uma barreira." Mas chegou a segunda enxurrada, muito mais forte. "Berrei para o meu compadre: "Fujam!" Mas já vinham as pedras a saltar. A minha vizinha levou então com um bocado da casa do filho dela, e morreu. O meu compadre também apanhou com uma pedra e caiu no chão." A derrocada não parava, e não conseguiam fugir. "A gente encostou-se ali todos juntinhos." Até chegarem os bombeiros e a chuva "limpar um pouco do lameiro". Então Carlos agiu. "Agarrei no meu compadre, puxei-o dali para fora. Fui arrastando. Até que os bombeiros puderam ajudar. O meu compadre está agora nos Cuidados Intensivos."

Quartel acolhe desalojados.
Carlos e a família refugiaram-se no Centro Cívico de Santo António. Dali foram levados para o quartel do Regimento de Guarnição 3, onde cerca de 70 desalojados (quase todos vêm de bairros pobres, 20 por cento são crianças, a mais nova tem 15 dias) estão a dormir nas casernas. Alguns mesmo na messe de Oficiais, que foram para casa, para ceder os lugares, diz o sargento-chefe C. Becker. "Temos 15 a 20 equipas no terreno, com 5 ou 6 elementos cada, a colaborar com a Protecção Civil", explica Becker. "Oitenta por cento de toda a unidade está envolvida na operação."

Na cidade, a chuva parou e as pessoas vieram ao centro ver os estragos, como se fosse um espectáculo que um dia descreverão aos netos. Há muita gente, mas um estranho silêncio. Há zonas alagadas e outras em que a lama solidificou, deixando automóveis incrustados até ao tejadilho à maneira dos fósseis, em posições desgovernadas de quem tivesse participado numa dança louca. Dir-se-ia que andou tudo a voar.

Nas ribeiras ainda corre uma água castanha, rápida e rumorejante. Um som estridente, semelhante a uma gargalhada. Ao fundo, o mar espera, cúmplice. De certos sítios, agora calmos, ninguém se aproxima, com medo, como se ali tivesse rugido uma fera.

O Largo do Pelourinho ainda está alagado e da esplanada de um café apenas emergem os tampos das mesas, onde foi servido um sinistro repasto de pedras e lama. A um nível mais elevado fica a Praça da Autonomia, obra de regime, cercada de água por todos os lados.